26/11/2020

Energia elétrica concentra fusões e aquisições de janeiro a setembro, diz KPMG

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O setor de energia elétrica dominou as fusões e aquisições no setor de indústria de energia e recursos naturais no Brasil, entre janeiro e setembro, conforme levantamento feito pela consultoria KPMG.

O movimento foi impulsionado, principalmente, pela busca de novos negócios nos segmentos de geração de energia renováveis. De acordo com o levantamento, o setor registrou 41 operações até setembro, à frente da indústria de petróleo e gás, com nove negócios concretizados no período, e da mineração, com seis transações.

Nos primeiros nove meses do ano os negócios no setor de energia elétrica no Brasil variaram de US$ 5 milhões até US$ 800 milhões. No levantamento consolidado da KPMG com 43 setores, a indústria elétrica ficou em quarto lugar no número de novos negócios, atrás apenas de companhias de internet com 265, tecnologia da informação com 118 e imobiliário com 50.

A busca por fusões e aquisições no mercado de geração de energia solar e eólica, principalmente, também está relacionada à perspectiva de contratação de menores volumes de energia nos leilões regulados do governo. As informações foram publicadas pelo Valor Econômico.

EDP desenvolve primeiro ônibus elétrico movido 100% a energia solar

A EDP, empresa de energia que atua em toda a cadeia de valor do setor elétrico, desenvolveu o primeiro ônibus elétrico brasileiro totalmente movido a energia solar. Idealizado na usina termelétrica Pecém, no Ceará, o modelo conta com o uso de um banco de baterias que garante autonomia de 300 quilômetros no transporte do veículo.

Com um investimento de R﹩ 4,85 milhões, o projeto-piloto foi desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O veículo está sendo utilizado para fazer o transporte de colaboradores da empresa, entre Fortaleza e São Gonçalo do Amarante, onde fica a usina térmica da EDP. Durante o percurso de 70 km, o veículo consome a energia armazenada no banco de baterias. A recarga é feita no estacionamento da empresa, utilizando energia solar.

A segunda fase do projeto prevê a aplicação, no teto do veículo, de filmes fotovoltaicos orgânicos (Organic Photovoltaic - OPV), compostos por células capazes de gerar energia elétrica a partir da luz do sol. As informações são do portal Infor Channe l.

‘Pegada de carbono’ começa a pressionar bancos e empresas

O BV (antigo Banco Votorantim) passará a neutralizar toda a emissão de carbono dos veículos que financiar a partir de 2021. O Itaú Unibanco trabalha numa iniciativa com a Mastercard que deve permitir a compensação de emissões de clientes. A fabricante de calcinhas absorventes Pantys vende seus produtos nas lojas com uma etiqueta de carbono neutro.

Os três casos, citados em reportagem do Valor Econômico , fazem parte de um fenômeno novo, mas que está despontando no Brasil - o de empresas que começam a zerar a pegada de carbono do resultado dessa atividade, seja por pressão de consumidores e reguladores, seja pelo foco em investidores com bolso mais fundo.

A reportagem destaca que são relativamente comuns no país exemplos de companhias que adquirem créditos para mitigar o rastro de suas operações corporativas, ou seja, aquelas feitas da porta para dentro. Para especialistas em questões ambientais, iniciativas desse tipo vão se multiplicar e terão impacto relevante.

Redução de meta reflete maior seletividade da Petrobras em investimentos

O Valor Econômico publicou, no início da tarde de hoje (26/11), em seu portal de internet, uma análise acerca da redução das metas de produção, expressa no primeiro plano da Petrobras após a crise causada pela pandemia de covid-19.

De acordo com essa análise, a atualização indica que a companhia reconhece um cenário mais instável para os preços de petróleo nos próximos anos e que, mesmo com o foco em investimentos no pré-sal e em águas profundas, a petroleira deve deixar de lado ativos com esse perfil que sejam mais complexos ou que tenham maiores custos de produção.

A redução também reflete o andamento dos desinvestimentos e os impactos da pandemia, que levou a Petrobras a interromper a produção em dezenas de campos em águas rasas, além de adiar paradas de produção para manutenção para os próximos anos. A redução foi o principal destaque do plano estratégico da companhia para o período 2021-2025, aprovado na quarta-feira (26/11), pelo conselho de administração da estatal.

PANORAMA DA MÍDIA

O mercado de trabalho brasileiro registrou a abertura de 394.989 vagas com carteira assinada em outubro, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (26/11) pelo Ministério da Economia.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, outubro foi o melhor mês da série histórica do Caged, de 1992. “Podemos terminar o ano perdendo zero empregos formais”, comemorou. O número ficou acima da mediana das expectativas de 19 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 224 mil vagas criadas, com intervalo de projeções entre 149,8 mil e 350 mil. (Valor Econômico)

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O jornal O Globo informa que o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato Bim, recebeu uma comitiva de empresários do setor madeireiro do Pará, dias antes de ele afrouxar as normas para a exportação de madeira nativa.

De acordo com a reportagem, a reunião aconteceu na sede do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, no dia 6 de fevereiro. Dezenove dias depois, Bim atendeu a um pedido das madeireiras e assinou um despacho liberando a exportação de madeira nativa sem autorização do órgão. Entre as madeireiras recebidas por Eduardo Bim estão duas empresas que, juntas, somam mais de R$ 2,6 milhões em multas.

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O coordenador-executivo do Centro de Contingência da covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, afirmou hoje (26/11) que o comitê chegou a recomendar a adoção de medidas mais restritivas ao governador João Doria (PDSB), ante os novos casos de internações e mortes pela doença. No entanto, Doria avaliou que as recomendações já seriam contempladas pelo Plano São Paulo, que terá uma nova reclassificação na próxima segunda-feira (30/11). As informações são do portal de notícias UOL.
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