26/10/2020

Energia solar alimentou a 100% o estado da Austrália Meridional

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De acordo com os registos disponíveis, a energia solar foi descoberta ao acaso, em 1839. Isto, quando um físico francês percebeu que a exposição de elétrodos de platina ou prata à luz dava origem ao efeito fotovoltaico. Assim, esta serendipidade levou ao aproveitamento de uma das mais importantes fontes de energia sustentável até hoje conhecidas.

Cada vez mais se pretende que as pessoas optem por energias mais limpas e mais amigas do ambiente. Uma dessas energias, e bem antiga, é a energia solar, que aproveita a energia do Sol para gerar energia útil. Ao longo dos anos, a energia solar foi reunindo muitos adeptos e, nas casas modernas, é quase impensável não colocar painéis, para retenção e aproveitamento da luz do Sol.

Nesse sentido, pela primeira vez num estado desta dimensão, a Austrália Meridional viu 100 por cento das suas necessidades energéticas satisfeitas com a energia solar. Desses, 77% provieram dos sistemas solares instalados nas casas dos cidadãos operados pelo Australian Energy Market Operator (AEMO).

Na estreia que aconteceu este mês, o estado conseguiu estar das 12h até às 13h locais a sustentar-se apenas através de energia solar. Então, representa um claro marco histórico global.

Apesar de ter cada vez mais adeptos, a energia solar é particularmente popular na Austrália Meridional pela abundância de luz do Sol com que os australianos desse estado são presentados. Assim, é óbvio que os cidadãos queiram aderir a esta energia limpa e, para eles, tão rentável.

Aliás, só este ano foram instalados painéis em cerca de 2 500 casas, sendo que, no total, estão equipados 228 mil telhados. Por isso, todos juntos, foram capazes de fornecer 992 megawatts durante a hora em que a energia solar alimentou todo o estado da Austrália Meridional. No caso, as instalações solares contribuíram com 313 megawatts.

Nunca antes uma jurisdição do tamanho da Austrália Meridional foi completamente gerida com energia solar, com os sistemas solares dos consumidores a contribuir com 77%, disse Audrey Zibelman, Managing Director e CEO do AEMO .

Uma experiência para ser massificada

Até agora, os sistemas solares só tinham conseguido atender 89% das necessidades energéticas do estado. Aí, os sistemas domésticos forneciam 900 megawatts.

A AEMO está a prever mais 36 mil novos sistemas solares nos telhados, nos próximos 14 meses. Isto significará que a rede da Austrália Meridional verá zero necessidades, uma vez que os sistemas solares nos telhados serão capazes de satisfazer, sozinhos, 100 por cento da procura energética. Este é verdadeiramente um fenómeno no panorama energético global, disse Zibelman.

Depois disto, o objetivo é que o aproveitamento desta energia se torne suficientemente consistente, para que possa ser implementado em grande escala, como feito naquela hora.
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