05/01/2021

GD solar atingirá entre 28 a 50 GW de potência instalada em 2050

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Reportagem publicada no Canal Solar 

Segundo o PNE (Plano Nacional de Energia) 2050 , desenvolvido pelo MME (Ministério de Minas e Energia), em parceria com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a GD (geração distribuída) fotovoltaica deve alcançar entre 28 GW a 50 GW de potência instalada em 30 anos, o que representaria um valor entre 4% a 6% da carga total.

Para realizar essa previsão, o relatório considerou a revisão do mecanismo de compensação para MMGD (Microgeração e Minigeração Distribuída) no início da década de 2020, com aplicação de tarifa binômia para novos micro e minigeradores, bem como determinantes econômicos, como o crescimento da renda das famílias e a perspectiva de queda dos custos das tecnologias.

“O desafio para os próximos anos é criar condições que estimulem a difusão da GD nos locais que tragam maior valor ao sistema, e que ao mesmo tempo não onerem outros consumidores e que não prejudiquem as atividades da distribuidora (fundamental para otimizar o funcionamento dos REDs)”, disseram os especialistas da EPE.

Já com relação a GC (geração centralizada), o PNE 2050 apontou que a fonte solar fotovoltaica atinge aproximadamente entre 27 a 90 GW em termos de capacidade instalada e entre 8 a 26 GW médios em termos de energia em 2050, denotando sua crescente importância na matriz elétrica no horizonte (em torno de 5% a 16% da capacidade total ou de 4% a 12% em termos de energia total em 30 anos, sem contar a parcela de GD).

“A potência total de GC em 2050 pode ser ainda superior a 100 GW se considerarmos alguns casos especiais, tais como: em substituição à expansão da eólica ou quando a expansão da transmissão estiver limitada”, acrescentou o documento.

Expansão da energia elétrica

Outro ponto destacado pelo estudo é o potencial de expansão da energia elétrica, que engloba o consumo atendido pela rede, a partir da autoprodução, a geração distribuída e estimado antes da retirada dos ganhos de eficiência energética.

No cenário "Desafio da Expansão", projeta-se um crescimento de 3,5% ao ano em média entre 2015 e 2050, atingindo-se um valor próximo de 240 mil MW médios (ou pouco mais de 2.100 TWh) ao fim do período. Deste total, estima-se que cerca de 5% do consumo potencial serão atendidos por GD, representando quase 11 mil MW médios, enquanto 7% (ou 16 mil MWmédios) por autoprodução.

“A eficiência energética se expande de forma significativa no período, devendo atingir 17% do total requisitado em 2050, o que equivaleria a pouco mais de 40 GW médios ou aproximadamente 360 TWh”, anunciou a pesquisa.

Desaceleração do petróleo

Pelo lado da demanda de petróleo, foi argumentado que políticas para mitigar mudanças climáticas e poluição atmosférica podem contribuir para a desaceleração de seu crescimento, estimulando a substituição desta fonte, quando possível, por outras de menor impacto ambiental.

Nesse sentido, de acordo os especialistas, destaca-se a inserção dos veículos híbridos e elétricos na frota mundial e a expansão competitiva da geração elétrica renovável (eólica, solar e biomassa).

O desenvolvimento de inovações também proporcionará maior eficiência energética nos equipamentos e processos em geral, contribuindo para a redução da intensidade de uso do petróleo.

Importância do hidrogênio

O relatório também recomendou o estabelecimento de políticas públicas para o incentivo da utilização das tecnologias de hidrogênio na transição energética brasileira , pois trata-se de um energético versátil que pode ser produzido a partir de inúmeras fontes, incluindo produção por eletrólise da água a partir de sistemas de energia renovável.

“O hidrogênio pode ser produzido nos momentos que os preços de energia estão baixos, podendo oferecer oportunidades de acoplamento com setores de difícil descarbonização, como o setor de transportes, e representar uma oportunidade de provimento de flexibilidade aos sistemas energéticos. Essas políticas deverão buscar capacidades tecnológicas e P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), com envolvimento de universidades e organizações de pesquisa”.

Adoção de veículos elétricos

Segundo o PNE 2050, se tratando de veículos elétricos, a disponibilidade de matéria-prima para sua fabricação, aspectos tecnológicos no âmbito da segurança e autonomia, e consequente preço de aquisição, são aspectos que permeiam toda a discussão de como a introdução destes veículos poderá ser acelerada.

“Observa-se, contudo, que as questões das mudanças climáticas e da poluição nas grandes cidades, associadas às questões econômicas importantes tem servido de força-motriz para diversos países imprimirem esforços na superação destes desafios. Nesse sentido, a tecnologia das baterias pode lograr ganhos de desempenho e ampliar a viabilidade econômica em determinados nichos de mercado ainda na década de 2030, o que promove uma redução do preço dos veículos e maior penetração ao redor do globo”, explicou o relatório.

“A infraestrutura de recarga e à regulação do uso da energia elétrica também serão relevantes. Em um primeiro momento, entende-se que a eletrificação na frota brasileira ocorrerá por meio de veículos híbridos, onde os veículos leves devem contar com o desenvolvimento desta tecnologia associada à motorização flexfuel”, concluiu o Plano Nacional de Energia 2050.
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