13/07/2020

Governo do Piauí quer estimular energia solar no campo

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Maior prazo do Governo Federal para financiar projetos de energia renovável é oportunidade para impulsionar tecnologia fotovoltaica na zona rural

A ampliação da linha de financiamento Inovagro – Programa de Incentivo a Inovação tecnológica pelo Governo Federal como parte do Plano Safra 2020/2021 trouxe um impulso para investimentos em projetos de energia renovável em propriedade rurais no Piauí. Hoje, apenas 6,6% dos sistemas de energia solar fotovoltaica do Estado estão localizados nas áreas rurais. A maior parte, 46,2%, estão em residências e 40% em setores comerciais e de serviços.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, afirmou que esse é o momento para o pequeno, médio e grande produtor aproveitar a oportunidade. “Com uma baixa taxa de juros e o prazo longo para quitação, o produtor vai investir em uma conta de energia mais barata e em um sistema que dura 25 anos”, disse

Ele acrescenta que, além da economia, as vantagens da instalação da energia solar em propriedades do agronegócio são diversas como qualidade do serviço e autonomia para o produtor. “A área rural na maior parte do País tem uma energia elétrica de baixa qualidade, o que muitas vezes atrapalha na produção. Com a energia solar, esse produtor terá mais autonomia para planejar suas atividades e seus gastos”, afirmou.

No entanto, o presidente da Associação Piauiense das Empresas de Energia Solar (Apisolar), Jean Cantalice, acredita que, embora o aumento da linha de financiamento seja um incentivo para o crescimento do setor, o Governo precisa desburocratizar o sistema de aprovação de crédito, principalmente nos bancos públicos.

“Há muitos empresários que pagam contas altas de energia elétrica, mas acabam desistindo de investir na solar devido a burocracia e grandes exigências dos bancos”, explica.

Para quem já investiu no sistema, o retorno está sendo bastante gratificante. É o caso do empresário e engenheiro agrônomo, Carlos Moreira, que há pouco mais de um ano decidiu aderir ao sistema de energia solar. O incentivo foi a redução nas faturas das contas de energia que somavam por mês cerca de R$ 100 mil.

Dono de quatro granjas na região de Picos, no sul do Piauí, ele investiu primeiro na instalação do sistema em uma das granjas. “Eu pagava antes somente em uma dessas granjas uma fatura de R$ 20 mil. Hoje, eu pago R$, 2,8 mil da conta e a parcela do financiamento para instalar o sistema. Gasto com tudo R$ 10 mil e economizo a metade do valor”, explica o empresário. A próxima etapa é inaugurar o sistema fotovoltaico nas outras granjas.

O estado piauiense é líder brasileiro em potência de energia solar de geração centralizada, ou seja, através de usinas fotovoltaicas contratadas em leilões do Governo Federal. No entanto, os números recordes de geração nesse tipo de energia sustentável no Piauí, estão centralizados em sistemas gigantescos como nas Usinas de São Gonçalo, em São Gonçalo do Gurgueia, e Nova Olinda, na cidade de Ribeira do Piauí.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar mostram que, atualmente, o estado produz 743 MW (megawatts), mas tem 104,4 MW em construção e potencial para outros 300 MW, que serão construídos até o ano de 2021.

Cantalice ressalta a importância do incentivo ao investimento em geração distribuída. “Precisamos evoluir no modelo de geração distribuída – instalação sistemas próprios, que incluem microgeração (até 75 KW) e minigeração (até 5MW). A micro normalmente é implantada em residências e a mini em empreendimentos comerciais. Temos um grande potencial de radiação solar que precisa ser aproveitado”, diz Jean.

Atualmente, o Piauí está em 16º lugar no país em geração de energia solar distribuída, com 45,8 MW em potência instalada.
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