03/12/2020

‘Mercado solar na América Latina é um dos mais dinâmicos do mundo’

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Reportagem publicada no Canal Solar 

“O mercado solar fotovoltaico na América Latina é considerado um dos mais dinâmicos do mundo”. É o que afirmou Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).O executivo participou do Intersolar South America Digital Xperience - evento virtual, realizado nesta terça-feira (1), que discutiu as últimas previsões para o setor - e comentou que o segmento fotovoltaico tem altíssimo potencial na América Latina por vários fatores.

“Primeiro, porque são países que estão localizados na região dos trópicos e que, portanto, possuem recursos solares de excelente qualidade. Segundo, porque são países jovens, com economias ainda em desenvolvimento, assim como as suas populações, ainda também em fase de crescimento populacional”, explicou Sauaia.

“Isso faz com que esses mercados tenham a combinação do aumento da demanda per capita de energia elétrica e aumento populacional, o que traz uma expectativa de serem cada vez maiores no horizonte das próximas décadas. Por isso, consequentemente, são regiões com grande potencial de investimento para projetos solares de pequeno, médio e grande porte”, ressaltou.

Segundo o especialista, tais países começaram a incorporar uma série de legislações e boas práticas, e assim se destacaram durante todo o processo. “O Brasil, naturalmente, é um deles. É o maior mercado de energia elétrica. De longe lidera esse ranking na América Latina, além de ser uma das maiores economias do mundo”.

Solar Power Europe

Sauaia destacou ainda que, recentemente, a ABSOLAR participou do lançamento de uma nova pesquisa realizada pela Solar Power Europe (Associação Fotovoltaica Europeia) - referência mundial no desenvolvimento de estudos e análises.

“Fomos coautor com outras entidades de um relatório que fala sobre os mercados da América Latina, que foi inclusive fruto de lançamento no Intersolar South America, na qual tive a oportunidade de moderar”.

Os países que foram analisados a fundo nesse estudo incluem o Brasil, Chile, Colômbia e México. “Quatro dos setores considerados de altíssimo potencial na região. Existem outros também, mas esses se destacaram mais”.

“Alguns mais voltados para o lado da GC (geração centralizada), outros para a GD (geração distribuída), alguns mais equilibrados como o Brasil, no desenvolvimento desses dois segmentos. Com certeza, inclusive, o país já apresenta uma posição de destaque na região por ser um mercado líder no uso da solar fotovoltaica na América Latina”, concluiu o CEO da ABSOLAR.

Armazenamento de energia

Markus Vlasits, coordenador do GT (Grupo de Trabalho) de Armazenamento da ABSOLAR, também participou do Intersolar South America Digital Experience e destacou que o evento dedicou uma painel inteiro à questão do armazenamento de energia elétrica.

“É um tema novo, mas que está ganhando força de forma rápida. No caso do Brasil, o armazenamento já é economicamente viável para consumidores em média tensão, e está também ganhando viabilidade para situações off-grid”, disse o especialista.

“Para o país, esperamos um potencial de mercado de R$ 40 bilhões até 2030 - apenas para aplicações atrás do medidor e projetos off-grid. Este número ainda poderá ser substancialmente maior com a inclusão de projetos de grande porte em frente do medidor”, explicou.

Vlasits ainda ressaltou que o evento virtual mais uma vez mostrou o grande potencial de crescimento da energia solar, não somente no Brasil, mas em toda América Latina. “Ficou muito claro que a fonte solar tem condições de competir em todos os segmentos - desde grande porte até GD. Também ficou claro que todos os países da região, principalmente o Brasil e o México, estão passando por desafios regulatórios semelhantes”, concluiu.
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