06/01/2021

Transmissão de energia em MG pode demandar aportes de R$ 13,3 bi até 2031

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Reportagem publicada no Canal Solar 

De acordo com projeção realizada pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o sistema de transmissão de energia da região Norte de Minas Gerais pode demandar investimentos de aproximadamente R$ 13,3 bilhões até 2031.

Ainda segundo o relatório " Expansão da Capacidade de Transmissão da Região Norte de Minas Gerais ", o sistema existente e planejado até 2025 na região está sem margem de transmissão.

O estudo da EPE, que considerou pela primeira vez os efeitos da geração distribuída fotovoltaica nas simulações, é divido em duas etapas.

As instalações recomendadas na primeira etapa têm um custo de investimento total de R$ 6,5 bilhões, referentes a aproximadamente 2.360 km de novas linhas de transmissão, novas subestações ou expansões de subestações existentes.

Também são recomendados reforços na rede de distribuição, correspondentes a 56 km de linhas de transmissão em 138 kV e duas novas subestações seccionadoras em 138 kV, com aportes em torno de R$ 102 milhões.

Já a segunda etapa da solução proposta, que dependerá da concretização de montantes superiores aos atendidos na primeira, contempla a instalação de 2.873 km de linhas de transmissão adicionais e uma nova subestação de rede básica, totalizando R$ 6,8 bilhões em 2031.

Sobre Minas Gerais

Segundo a EPE, a região Norte de Minas Gerais concentra 46,7% de todo o potencial previsto do estado. Ainda de acordo com o órgão, a distribuição de potencial firme a ser considerado como dado de entrada do estudo chega-se a um total de 451 MW. Adiciona-se a isso um potencial indicativo de 1.413 MW de projetos solares distribuídos.

Dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica)apontam que Minas Gerais lidera o ranking estadual de geração distribuída fotovoltaica com 815,3 MW de potência - o que representa 19,2% do total instalado no Brasil.

Sobre a projeção da EPE

As projeções da EPE cumprem o papel estratégico de reforçar a capacidade de transmissão da região Norte de Minas Gerais – que compreende a porção sul deste cinturão – até os principais centros de carga da região Sudeste, localizados na metade Centro-Sul do Estado de Minas Gerais e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

“Nesse sentido, além de representar uma importante ampliação da infraestrutura local que favorecerá o desenvolvimento socioeconômico do norte de Minas Gerais, do ponto de vista do SIN (Sistema Interligado Nacional), estes empreendimentos compõem o caminho final para a conexão desse cinturão aos centros de carga da região Sudeste, tendo como efeito ganhos na capacidade de escoamento da interligação Nordeste-Sudeste”, disse a pesquisa.
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