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Nova gestão da ABSOLAR anuncia agenda de modernização tarifária, crescimento sustentável do setor e integração com novas tecnologias 

Presidente do conselho da entidade, Bárbara Rubim, defende ampliação do diálogo institucional no setor elétrico e soluções estruturais para desafios como cortes de geração, inversão de fluxo e expansão da infraestrutura elétrica 

Data: 09/05/2026
Fonte: ABSOLAR
Autor: Thiago Nassa

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) inicia um novo ciclo de gestão com uma agenda alinhada aos desafios atuais do setor elétrico nacional. À frente do Conselho de Administração da entidade, Bárbara Rubim, assume com o compromisso de colaborar com a modernização tarifária, ampliar o diálogo institucional, garantir sustentabilidade no setor fotovoltaico e promover a integração entre tecnologias e soluções estruturais que tragam respostas efetivas aos cortes de geração (curtailment), à inversão de fluxo de potência e à expansão da infraestrutura elétrica. 

Os compromissos da entidade foram anunciados durante a cerimônia de posse do novo Conselho de Administração no mandato 2026-2030, realizada no dia 07/05/2026, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista. A nova agenda é calcada no atual cenário de forte crescimento das fontes renováveis e na necessidade de aprimoramentos regulatórios e adaptação da infraestrutura elétrica do País, que não acompanhou a evolução da tecnologia solar na última década. 

Segundo Bárbara, neste momento do setor elétrico, o setor fotovoltaico já não se encontra onde estava quando a fonte solar começou a decolar no Brasil. “Agora, estamos diante de um paradoxo histórico. Hoje, o País já ultrapassa 68 gigawatts de capacidade instalada da fonte solar, consolidando-se como a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira e o sexto maior mercado solar do mundo. Esse avanço demonstra a força da tecnologia, mas também evidencia a necessidade de atualização das estruturas do sistema elétrico brasileiro”, pontua. 

Curtailment, inversão de fluxo de potência e discussões tarifárias mostram que o sistema não foi projetado para acompanhar a velocidade com que as renováveis cresceram e com que as novas tecnologias estão chegando. Mas esses não são sintomas de fracasso. São sintomas de um sucesso que chegou mais rápido do que as estruturas conseguiram acompanhar”, acrescenta Bárbara. 

A executiva ressalta que a prioridade da ABSOLAR será contribuir tecnicamente para que o Brasil consiga fechar essa lacuna com planejamento, previsibilidade regulatória e diálogo institucional. Entre os principais compromissos da nova gestão está a defesa de um diálogo permanente com governos, reguladores, distribuidoras, transmissoras, reguladores, consumidores e formuladores de políticas públicas. 

“Vamos conversar com todos os agentes do setor elétrico, mesmo quando o debate poderá ser mais acalorado. Mas dialogar não significa renunciar a princípios. Vamos à mesa com propostas concretas, dados técnicos e argumentos robustos”, afirma Bárbara. 

Outro eixo estratégico será a construção de convergência entre os diferentes segmentos do setor elétrico brasileiro. Segundo a executiva, o avanço da transição energética exige integração entre fontes de geração, tecnologias e agentes de mercado. 

“O setor elétrico brasileiro não tem mais espaço para trincheiras. As diferentes formas de geração não são adversárias, são complementares. As novas tecnologias são nossas aliadas. O setor que apresenta unidade consegue avançar mais do que o setor fragmentado”, ressalta. 

A agenda da ABSOLAR também vai priorizar temas como expansão da infraestrutura de transmissão e distribuição, armazenamento de energia elétrica, hidrogênio verde, mobilidade elétrica, redes inteligentes e ampliação do acesso dos consumidores ao mercado livre de energia. 

Para Bárbara, o crescimento sustentável da energia solar dependerá da combinação entre inovação tecnológica, financiamento, estabilidade regulatória e fortalecimento técnico do sistema elétrico nacional. “Velocidade sem solidez cria vulnerabilidade. Queremos um setor que cresça com estrutura técnica, acesso a financiamento, regulação previsível e tecnologia evoluindo na mesma cadência”, explica. 

Segundo o vice-presidente Institucional da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, que ocupou por oito anos a presidência do colegiado, Bárbara reúne experiência técnica e capacidade institucional para liderar o novo momento da associação. “A ABSOLAR continuará trabalhando para promover um ambiente regulatório estável, estimular investimentos e apoiar o crescimento equilibrado de todo o ecossistema solar no Brasil”, destaca. 

“Em nome de toda a equipe da ABSOLAR, agradeço aos conselheiros que finalizaram seus mandatos, pelo legado transformador que deixam ao setor solar, e estendo as boas-vindas aos conselheiros empossados, que nos ajudarão a construir o futuro da fonte solar no Brasil pelos próximos anos. A associação seguirá comprometida com sua missão de representar todos os elos da cadeia de valor do setor solar fotovoltaico, em áreas estratégicas como transição energética, geração distribuída, geração centralizada e novos mercados, armazenamento, cadeia produtiva, entre outras”, ressalta o CEO e cofundador da entidade, Rodrigo Sauaia. 

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