BESS no Brasil
O LRCAP pode abrir o mercado, mas a execução definirá os vencedores
Fonte: Portal Solar
Data: 19/05/2026
Autor: Daniel Pansarella
Há alguns anos, quando falávamos de armazenamento de energia no Brasil, a conversa ainda parecia distante da realidade de mercado. O tema aparecia em painéis, estudos técnicos e apresentações institucionais, mas raramente avançava para uma discussão concreta sobre contratação, tributação, logística, financiamento e implantação em escala. Esse cenário mudou. Na minha visão, o avanço do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 — Armazenamento, o LRCAP, marca uma virada importante: o BESS deixa de ser apenas uma solução tecnológica promissora e passa a ser tratado como infraestrutura estratégica para o setor elétrico brasileiro.
O ponto que considero central é simples: o Brasil não precisa de baterias apenas porque elas são uma tendência global. O Brasil precisa de armazenamento porque a nossa matriz elétrica está mudando, porque a geração solar e eólica cresce em velocidade relevante, porque os desafios de flexibilidade aumentam e porque o sistema precisará remunerar atributos que antes eram menos visíveis, como resposta rápida, disponibilidade de potência, estabilidade operativa e capacidade de deslocar energia no tempo.
O próprio Ministério de Minas e Energia, ao tratar da modernização do setor elétrico e do LRCAP 2026, indicou que a contratação de potência proveniente de sistemas de armazenamento em baterias poderá contribuir para a estabilidade e a segurança do fornecimento. Essa sinalização é relevante, mas, para mim, ela deve ser lida com cautela estratégica: o leilão pode inaugurar o mercado, mas não será suficiente para estruturá-lo sozinho.
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