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ABSOLAR Inside by Intersolar

Episódio 1 – Solar FV no pós-pandemia


Nova temporada do programa ABSOLAR Inside conta com a parceria da Intersolar South America

O programa digital em formato de TV ao vivo da ABSOLAR agora tem uma novidade: a terceira temporada é resultado de uma parceria da associação com a Intersolar South America, a maior feira do setor solar FV da América do Sul. São três episódios – um a cada semana até o final de novembro – e a estreia na última quinta-feira, dia 12, foi com o pé direito!

O ABSOLAR Inside by Intersolar conta com a apresentação da jornalista Priscila Brandão e Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, como âncora. No primeiro episódio, eles estiveram ao lado de Luiza Demôro, Analista Chefe da Bloomberg NEF; Gervano Pereira, Gerente de Vendas para Utility Scale da Jinko Solar; e Ricardo Cyrino, CEO da Atiaia Energia.

As boas-vindas ficaram a cargo do Diretor Executivo da Solar Promotion International, Florian Wessendorf, que fez uma introdução ao tema do dia com rápida análise do cenário pós-pandemia em alguns mercados do mundo. Confira abaixo o conteúdo da estreia dessa série:

Florian Wessendorf é o anfitrião do ABSOLAR Inside by Intersolar e fala sobre o crescimento do mercado solar no cenário internacional

Na abertura do programa, Florian Wessendorf falou sobre os mercados internacionais do setor solar fotovoltaico. Segundo o diretor executivo da Solar Promotion International, a previsão da capacidade instalada para este ano é de 115 GW, número que, apesar da pandemia, está 5% acima do crescimento no ano passado. Ele citou o recente estudo da Wood Mackenzie, que constatou a continuação do crescimento anual do mercado solar para os próximos anos, alcançando 145 GW em 2025. É previsto que a China seja novamente o maior mercado do ano, com 39 GW.

O cronograma de instalação de geração centralizada (GC) nos Estados Unidos não se alterou com a pandemia, mas houve a redução de 23% em instalações residenciais e 90% em outros ambientes da geração distribuída (GD). A queda de crescimento do setor solar fotovoltaico também é prevista na Índia. Por conta das medidas severas para a contenção da Covid-19, o País deve atingir 4,9 GW em 2020. Esse cenário se repete na Alemanha, onde o crescimento será de 4,5 GW também neste ano.

BNEF lança estudo sobre evolução da matriz elétrica em 2050 com projeções também para a solar fotovoltaica

Para chegar a resultados relevantes, o estudo New Energy Outlook utilizou um cenário de menor custo, levantando quais são as tecnologias mais baratas, que são capazes de atender a demanda global de eletricidade durante todas as horas do dia, até 2050. Segundo Luiza Demôro, foi considerada a capacidade instalada do Brasil dobrando nesse horizonte. “Sem considerar a capacidade que sairá de operação, serão adicionados 250 GW de capacidade adicionada, dos quais 50% virá de solar. Quase 70% desses 120 GW de solar fotovoltaica virá de geração distribuída. Como resultado, mais de 20% da eletricidade gerada no Brasil em 2050 virá da fonte solar fotovoltaica”, explicou.

Rodrigo Sauaia complementou ao informar que o resultado do New Energy Outlook não é baseado em políticas públicas, mas em mercado e preço. Essa projeção é observada também em diferentes países. O estudo foi lançado há poucos dias e seu evento de lançamento será nas próximas semanas. Aqueles que tiverem interesse em participar, podem entrar em contato pelo e-mail ldemoro@bloomberg.net. O estudo pode ser acessado aqui.

Quais foram os impactos da pandemia para o setor solar fotovoltaico?

De acordo com Gervano Pereira, no início da pandemia houve forte retração de demanda para o setor solar fotovoltaico, que afetou importações e a expansão do mercado, antes prevista entre 260% e 300% em 2020 apenas na geração distribuída. A geração centralizada também foi impactada, embora os investimentos neste segmento demandem mais tempo e planejamento. Durante a pandemia, este mercado se manteve ativo, porém em ritmo mais lento. Apesar da retração, o gerente de vendas para Utility Scale da Jinko Solar acredita que o setor solar fotovoltaico será um dos poucos que apresentará crescimento este ano. “Com a melhora do cenário da pandemia e a redução das medidas de contenção, o setor vem demonstrando retomada forte nos últimos meses e juros baixos têm atraído investimentos, contribuindo para a recuperação econômica. Outro fator favorável é que a geração fotovoltaica é um mercado de capital pulverizado”, disse.

Para Rodrigo Sauaia, uma parada abrupta em tempos de crise é compreensível, pois em um ambiente de incertezas, o consumidor mitiga riscos, tanto em relação às medidas de saúde quanto às despesas. Entretanto, o setor solar fotovoltaico tem condições de acelerar a contribuição econômica. “Em termos de logística, atrasos e interrupções foram superados rapidamente. O desafio é manter os estoques de equipamentos e atender a alta demanda do mercado. No caso brasileiro, houve mobilização forte da ABSOLAR para ajudar a GC e a GD da melhor maneira possível”, explicou.

Sauaia comentou ainda que a expectativa é que tivéssemos 4 GW adicionados este ano e já ultrapassamos mais de 2,3 GW até o momento – mais do que o crescimento do ano passado. Com relação à taxa de juros, por um lado o crédito ficou mais barato, por outro, opções de investimentos que remuneravam bem, se tornaram menos atrativas e sequer recuperam as perdas da inflação. “Neste sentido, investidores buscam soluções e o setor solar fotovoltaico se transformará em destino para estes investimentos”, afirmou.

Luiza informou que todas as renováveis apresentaram crescimentos em 2020. A palavra do ano para estas fontes foi resiliência. “Provavelmente bateremos outro recorde de adição anual com as fontes solar e eólica; houve número maior de investimento global no primeiro semestre de 2020 em comparação ao ano passado”, comentou. Para a analista chefe da Bloomberg NEF, é importante mencionar que o Brasil foi o único país que continuou atraindo investimentos apesar da pandemia. “O País está no top 3 de energias renováveis e continuará sendo destino para investimentos, na visão de investidores estrangeiros”, disse. Rodrigo Sauaia completou a fala da convidada dizendo que o Brasil continuará a ter uma demanda interna crescente, considerando que o uso de eletricidade per capita ainda é muito baixo. “Teremos uma oportunidade muito grande nas próximas décadas, mas, por outro lado, a capacidade de crescimento de vizinhos sul-americanos é menor que a do Brasil”, acrescentou.

As oportunidades e desafios da energia solar no ano de pandemia

Luiza Demôro acredita que os impactos na economia devem acontecer em 2021 e espera que a economia volte a crescer em 2022. “No momento em que economia e a demanda voltarem a crescer, precisaremos ter fontes de energia com os menores custos de capacidade para atendê-la, portanto, veremos eólica e solar atendendo a este requisito”, disse. Para ela, o custo da tecnologia solar tende a cair mais de 90% nos próximos dez anos.

A convidada acrescentou que, ao olhar para o cenário em 2010, apenas 6% dos países do mundo, concentrados na Europa, tinham solar como a tecnologia mais adicionada. Dez anos depois, um terço dos países do mundo teve a solar como a principal tecnologia adicionada. Incluindo a fonte eólica, mais da metade dos países do planeta tiveram ambas as fontes como tecnologia mais adicionada, incluindo países africanos.

Como a energia solar se destaca neste momento de busca de aumento de competitividade?

Segundo Ricardo Cyrino, com a transição energética e a disseminação das práticas de Environmental, Social and Corporate Governance (ESG), as energias renováveis – como a solar fotovoltaica – têm um papel fundamental. Elas garantem a competitividade econômica e o desenvolvimento social e, por terem previsibilidade de geração, terão vantagem adicional com entrada do mecanismo de PLD horário à partir de 2021. De acordo com o CEO da Atiaia Energia, a formação de preços por oferta está contemplada na modernização do setor elétrico em curso e o mercado livre é muito promissor na formação de modelos de negócios, tanto para a energia centralizada quanto distribuída.

Sauaia informou que o ponto importante levantado por Cyrino é a sustentabilidade, com muitos países e até mesmo estados assumindo compromissos de metas de aumento de geração de energia e eletricidade renováveis. Desta forma, acontece também um reconhecimento maior dos atributos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, que revelam uma mudança de paradigma do setor elétrico, que no passado se contentava com uma matriz elétrica com combustíveis fósseis.

Para o âncora, as renováveis não são apenas uma escolha ambiental, são também uma escolha competitiva. Em relação à geração de energia, quando consideramos as fontes renováveis separadamente, elas parecem sazonais. O grande segredo está na complementação de fontes, incluindo os reservatórios das hidrelétricas, que consideramos como “baterias de água”, as eólicas e a solar fotovoltaica. Sauaia destacou o estudo da EPE, do ONS e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), publicado recentemente, que responde se a matriz elétrica se sustenta com energias renováveis. “A resposta é afirmativa: a matriz elétrica pode ter segurança de suprimento com mais de 40% de participação de solar e eólica, sem a adição de mais energias fósseis. O armazenamento vem com força para trazer mais estabilidade para a geração de energias renováveis e a nova tendência é o hidrogênio verde, que pode ser estocado para gerar eletricidade ou outras finalidades”, explicou.

Luiza destacou que outro ponto interessante mencionado por Cyrino é o papel das empresas. “Temos uma equipe na Bloomberg que monitora este setor e os compromissos assumidos pelas empresas”, disse. Segundo a convidada, a RE 100 é uma das maiores iniciativas e um compromisso de 100% de consumo de energias renováveis firmado por 250 empresas. Para atender a essa meta, serão necessários quase 100 GW de eletricidade renovável. “No Brasil, tivemos o maior ano em termos de contratos anunciados entre corporações e fornecedores de energia”, acrescentou.

Global Innovation Lab está com inscrições abertas

Durante o programa, Rodrigo Sauaia contou uma novidade: o Global Innovation Lab está em busca de novas ideias para a atração de investimentos sustentáveis e da recuperação econômica – e as ideias vindas do Brasil têm prioridade. As propostas selecionadas recebem consultoria de desenvolvimento, design e análise de mercado. O prazo vai até 22 de dezembro, clique aqui para acessar as informações.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside by Intersolar, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e o Meu Financiamento Solar. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER – Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

A CLAMPER é especialista em dispositivos de proteção contra surtos elétricos (DPS), que promove proteção para todos os equipamentos eletroeletrônicos, com tecnologia exclusiva para a proteção de sistemas fotovoltaicos. Nesta sala privativa, Eliane Cândido, Coordenadora de Negócios Corporativos da CLAMPER, apresentou produtos para residências e iluminação pública.

Para ela, a necessidade de proteção cresce com o desenvolvimento da tecnologia e a troca de insumos de equipamentos. O Brasil é líder na incidência de raios e os equipamentos são pensados na tropicalidade de países. A CLAMPER pensa nesse cenário, tanto no Sul quanto no Nordeste do país. “Temos DPS de corrente contínua, ideais para sistemas fotovoltaicos. Alertamos para que stringbox com DPS de corrente alternada não sejam usados, por conta de riscos”, disse.

Entre em contato com a empresa pelo e-mail fotovoltaico@clamper.com.br ou telefone (11) 3689 9578.

Sala Meu Financiamento Solar – Saiba como ofertar aos seus clientes a linha de crédito do BV

Carolina Reis apresentou a nova plataforma exclusiva para financiamento de energia solar da BV, que pode ser acessada no link: www.meufinanciamentosolar.com.br.

A plataforma é fácil de utilizar e possibilita fazer simulações rápidas de financiamento, incluindo as parcelas finais. Os benefícios para as empresas incluem:

• Atendimento sempre por um mesmo analista, facilitando a interação;
• Acompanhamento do status das propostas em tempo real;
• Suporte para a aprovação dos clientes;
• Simulador de financiamento.

O financiamento cobre o projeto completo, incluindo equipamento e serviço, e o pagamento é imediato. As taxas fixas são de 0,71% ao mês, o prazo é de 12 até 72 meses e a primeira parcela pode ser paga em até 90 dias. Os limites de financiamento são de R$ 200 mil para pessoas físicas e R$ 2 milhões para pessoas jurídicas.

Qualquer empresa pode se cadastrar na plataforma, desde que comprove experiência prévia em instalações de sistemas fotovoltaicos.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

O sistema de conexão brasileiro estará preparado para absorver o aumento da geração solar centralizada?

Rodrigo Sauaia: Para que mantenhamos o sistema elétrico operando com qualidade, precisaremos expandir a malha da rede de transmissão. O Brasil tem o diferencial de ter um sistema interligado e um operador centralizado do sistema. Com isso podemos aproveitar todos os recursos energéticos gerados nas diferentes regiões do país.

É possível estimar os impactos das mudanças na resolução 482 ou da evolução do mercado livre de energia nas projeções de 2021?

Luiza Demôro: Na projeção da BNEF de 2050, consideramos políticas públicas no curto prazo, mas não no longo prazo. No curto prazo, políticas públicas afetam os ganhos de payback para as tecnologias, mas no longo prazo, a curva de aprendizado faz com que eventuais perdas sejam compensadas e a tecnologia em questão continue a valer a pena.

Rodrigo Sauaia: O tema é muito importante para o mercado. Mudanças regulatórias acontecerão apenas em 2021 com a estruturação de um marco legal de geração distribuída no Congresso Nacional. Estas mudanças não podem estar descoladas da realidade mundial e da sociedade. A proposta inicial da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não atendeu às expectativas do setor e temos a possibilidade de construir um bom marco que abra espaço ao mercado. Em 2021, ainda não haverá grandes impactos, considerando que as mudanças levarão um tempo para serem implementadas

Qual a expectativa para o pequeno integrador solar no cenário pós-pandemia?

Rodrigo Sauaia: Minha dica é focar mais em divulgação digital e presença em redes. Esta realidade mudou na pandemia e se manterá. Pode também focar em nichos de mercado para atendimento preferencial, como comércio, indústria, produtores rurais ou consumidores residenciais. Cada segmento precisa de um modelo de negócio ajustado. Apesar das dificuldades deste ano, 2021 será um ano muito mais ensolarado.


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