
A ABSOLAR participou de reunião na quarta-feira, 22 de julho, por videoconferência, com a nova Secretária Nacional de Transição Energética e Planejamento, do Ministério de Minas e Energia (MME), Mariana Espécie.
O Presidente Executivo Rodrigo Sauaia e as lideranças de armazenamento de energia da Associação fizeram parte do encontro, que teve como pauta prioritária os Leilões de Reserva de Capacidade na forma de Potência Armazenamento (LRCAP), previstos para os dias 2 e 4 de dezembro deste ano, e a Portaria Normativa MME nº 140/2026, que definiu as regras para o ressarcimento dos cortes de geração de energia renovável ocorridos entre setembro de 2023 e novembro de 2025.
Na ocasião, o MME reforçou seu compromisso de que os leilões sejam realizados dentro do cronograma previsto, sem a interferência no calendário pela atual discussão de temas, como a revogação do § 6º do art. 3º-A da Lei nº 10.848/2004, incluído pela Lei nº 15.269/2025, que prevê o rateio dos custos dos sistemas de baterias contratados como reserva de capacidade apenas entre os agentes de geração. Quanto às regras para o ressarcimento dos cortes de geração, o ministério apontou como necessário um trabalho de atualização da metodologia de cálculo das garantias físicas de usinas impactadas pelos cortes, para que, então, esta metodologia possa ser colocada em Consulta Pública.
A ABSOLAR enfatiza que segue trabalhando junto aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para auxiliar na elaboração de políticas públicas adequadas ao setor solar fotovoltaico brasileiro, fomentando a atividade econômica.
Fonte: ESG Inside
Data: 20/07/2026
Autor: não informado
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) acaba de nomear Helane Souza, CEO da Trend Energy Holding & Investment e presidente do Grupo Future, como a nova diretora da entidade no Amazonas. A executiva assume com a missão de ampliar a colaboração regional no desenvolvimento de políticas públicas, programas e incentivos na área de energia solar, armazenamento energético e demais tecnologias sustentáveis, sobretudo para acelerar a descarbonização da região amazônica, ainda muito dependente de combustíveis fósseis.
A proposta com a nova diretoria é também promover o crescimento econômico e a transição energética no estado a partir da expansão da fonte solar e das tecnologias de armazenamento energético por baterias no território amazonense. Segundo dados da ABSOLAR, o Amazonas possui atualmente cerca de 323 megawatts de potência instalada na geração própria solar. São mais de 17,8 mil sistemas fotovoltaicos em operação, que abastecem aproximadamente 21 mil unidades consumidoras.
Nascida na comunidade de Santo Antônio, em Novo Airão (AM), em meio ao santuário das Anavilhanas, Helane iniciou sua jornada empreendedora aos 19 anos, unindo desde cedo as raízes amazônicas à visão de que preservação e progresso devem caminhar juntos. É especialista em regulação e direito de Energia e foi uma das primeiras mulheres a desbravar o mercado de energia solar no Amazonas, tornando-se uma referência nacional na área.
Para a executiva, o avanço da energia solar e dos sistemas de armazenamento é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil e da região amazônica. “Como muitos estados da região Norte do país ainda dependem dos combustíveis fósseis, mais caros e poluentes, para suprimento de eletricidade dos cidadãos e do setor produtivo, o crescimento da energia solar e das baterias no Amazonas tem sido fundamental para melhorar a qualidade energia elétrica da população, garantindo mais segurança, autonomia e independência aos consumidores a partir de tecnologias limpas e sustentáveis”, comenta.
A ABSOLAR possui, ao todo, 14 diretorias estaduais no País, no Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e agora no Amazonas.
“A entrada de Helane Souza é motivo de grande satisfação e representa um importante avanço nos trabalhos desenvolvidos atualmente na região pela entidade”, diz Bárbara Rubim, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR. “Por ser uma profissional de grande experiência no setor, Helane trará toda a sua expertise para ampliar o relacionamento local e a articulação com as autoridades e empreendedores da região”, acrescenta Rodrigo Sauaia, CEO da entidade.
Medidas fazem parte de um conjunto de normas nacionais obrigatórias que abrangem toda a cadeia produtiva do setor
Fonte: Canal Solar
Data: 17/07/2026
Autor: Henrique Hein
A China passará a exigir, a partir de 1º de janeiro de 2027, que os módulos fotovoltaicos comercializados no país atendam a novos requisitos mínimos de eficiência energética. Na prática, equipamentos com potência inferior a 630 W (no formato padrão da indústria) deixarão de atender o mercado.
As medidas fazem parte de um conjunto de três normas nacionais obrigatórias sobre consumo e eficiência energética para o setor fotovoltaico, publicadas no fim de junho de 2026:
GB 47834-2026: Valores limite e classes de eficiência para módulos e inversores.
GB 47835-2026: Limites de consumo de energia para silício monocristalino.
GB 29447-2026: Limites de consumo de energia para polissilício e germânio.
Novos requisitos de eficiência para módulos
As normas estabelecem uma classificação de eficiência em três níveis. O Grau 1 representa o maior desempenho, enquanto o Grau 3 passa a ser o requisito mínimo para acesso ao mercado.
Os novos parâmetros mínimos de eficiência por tecnologia são:
TOPCon e HJT: Eficiência mínima de 23,2% (bifacialidade mínima de 75% para TOPCon e 85% para HJT).
BC (Back Contact): Eficiência mínima de 23,5% (bifacialidade mínima de 70%).
Considerando o tamanho padrão de 1.134 mm × 2.382 mm, esses índices equivalem a uma potência nominal mínima de 630 W. Além disso, a taxa máxima de degradação ambiental induzida por estresse foi limitada em 8,6%.
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Participação das fontes renováveis alcança 31,7% da eletricidade mundial, enquanto metas climáticas apontam para uma matriz com 78% de energia limpa na próxima década
Fonte: Cenário Energia
Data: 16/07/2026
Autor: não informado
A expansão das fontes renováveis atingiu um novo marco histórico em 2024, consolidando a eletricidade limpa como o principal eixo da transição energética global. Impulsionadas sobretudo pela rápida expansão da energia solar e eólica, as fontes renováveis responderam por 31,7% de toda a geração elétrica mundial, alcançando 9.836 TWh produzidos ao longo do ano.
Os dados fazem parte do relatório Renewable Energy Statistics 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), e reforçam a crescente centralidade da eletrificação nas estratégias globais de descarbonização.
O crescimento da geração renovável alcançou 9,8% em 2024, ritmo significativamente superior ao registrado pelas fontes fósseis e nucleares, cuja expansão ficou limitada a 1,4% no mesmo período. Apesar do desempenho histórico, a velocidade atual ainda é insuficiente para atender às metas climáticas estabelecidas para a próxima década.
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ABSOLAR, ABEEólica, ABSAE, ABIAPE e APINE afirmam que regra atual pode encarecer projetos e prejudicar o certame
Fonte: Canal Solar
Data: 16/07/2026
Autor: Henrique Hein
Cinco das principais associações do setor divulgaram nesta semana uma nota conjunta defendendo a aprovação do Projeto de Lei 3.716/2026, que altera uma regra considerada prejudicial aos empreendimentos de geração centralizada que participarão do mercado de armazenamento de energia.
A nota conjunta foi assinada pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias), ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), ABIAPE (Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia) e APINE (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica).
Segundo as entidades, a legislação atual determina que apenas os geradores arquem com os custos da contratação da capacidade dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS), embora os benefícios dessa tecnologia sejam compartilhados por todo o SIN (Sistema Interligado Nacional).
Na prática, as associações argumentam que a regra faz com que usinas solares e eólicas assumam sozinhas um custo que poderia beneficiar todo o setor elétrico. Para elas, isso fere o princípio da neutralidade tecnológica, cria uma distorção competitiva e aumenta a insegurança jurídica para o primeiro LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) voltado ao armazenamento.
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Entidades ligadas ao armazenamento e à geração renovável apoiam mudança
Fonte: Eixos
Data: 15/07/2026
Autora: Lorena Marcelino
O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) apresentou, nesta quarta-feira (15/7), o projeto de lei 3716/2026, que altera o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento.
Na justificativa, Jardim afirma que a legislação atual é inconstitucional, por impor exclusivamente aos geradores o custeio das baterias, e diz que a lei já prevê que os custos da contratação de capacidade sejam divididos entre usuários finais e geradores.
O PL é apoiado pela Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), a Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica) e a Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape).
As entidades defendem que o projeto corrige as assimetrias do modelo atual.
De acordo com as associações, a legislação atual causa insegurança jurídica aos leilões de bateria, previstos para dezembro.
“Todas as tecnologias e soluções que prestam serviços semelhantes aos usuários devem estar sujeitas ao mesmo regime jurídico, permitindo alocação e comparação justa dos custos. Por isso, as regras de custeio da reserva de capacidade devem ser as mesmas para todas as soluções eventualmente contratadas”, afirmaram as associações, em nota.
As entidades defendem ainda que a manutenção da legislação vigente pode elevar o custo da energia ao consumidor, já que os encargos tendem a ser incorporados ao preço da energia.
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Fonte: Revista Potência
Data: 15/07/2026
Autor: Maria Guilhermina
O crescimento de geração de energia limpa no Brasil gera benefícios e novos desafios ao setor elétrico brasileiro. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o setor já evitou a emissão de cerca de 105,9 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade e desde 2012 gerou mais de 1,9 milhão de empregos.
No entanto, a infraestrutura de distribuição da energia não acompanhou o rápido desenvolvimento da geração de energia solar, principalmente da MMGD (Microgeração e Minigeração Distribuída), gerada pelos próprios consumidores e que já representa cerca de 42,3 GW, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Apesar de parte desta energia ser consumida pelas residências ou empresas que possuem os sistemas fotovoltaicos, uma parcela é adicionada à matriz energética brasileira. Segundo levantamento da Absolar, o setor fotovoltaico adicionou no ano passado 10,6 GW ao sistema elétrico. A projeção da associação é que sejam adicionados os mesmos 10,6 GW em 2026. Para efeito de comparação a UHE Belo Monte, uma das principais usinas hidrelétricas do Brasil, tem capacidade instalada de 11,2 GW.
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Como a Geração Distribuída e a Mobilidade Elétrica Redesenham o Futuro Energético do Brasil
Fonte: Portal Solar
Data: 15/07/2026
Autor: Daniel Pansarella
A transição energética global deixou de ser uma promessa distante para se tornar a realidade mais pulsante da economia contemporânea. No epicentro dessa transformação, a convergência entre a energia solar fotovoltaica e a mobilidade elétrica emerge como o vetor estratégico definitivo para a descarbonização. No Brasil, essa integração transcende a pauta ambiental; trata-se de um movimento estrutural de readequação logística, independência energética e competitividade de mercado, consolidando o país como protagonista na América Latina.
O mercado brasileiro de energia solar experimenta uma expansão sem precedentes. Em 2024, a capacidade operacional fotovoltaica superou a marca de 52 Gigawatts (GW), com a geração distribuída (GD) respondendo por 35 GW desse total. A fonte solar já representa mais de 20% da matriz elétrica nacional, ocupando a segunda posição geral. Simultaneamente, o setor de veículos eletrificados (VEs) acompanha esse ritmo vertiginoso. O país emplacou mais de 93 mil veículos eletrificados leves em 2024, um crescimento de 91% em relação ao ano anterior, assumindo a liderança absoluta na América Latina ao concentrar 42,6% das vendas da região.
O elo estratégico entre o sol e as rodovias
A eletrificação do transporte, por si só, não resolve a equação climática se a energia que alimenta as baterias for proveniente de fontes fósseis. É neste ponto de inflexão que a geração distribuída revela seu valor estratégico. A integração de sistemas fotovoltaicos à infraestrutura de recarga veicular cria um ecossistema de “emissão zero” real, reduzindo em quase 100% as emissões diretas e abatendo a pegada de carbono em até 90%.
Do ponto de vista econômico e tributário, a sinergia é igualmente contundente. A inflação energética histórica no Brasil e as bandeiras tarifárias impulsionam consumidores residenciais e frotistas comerciais a buscarem previsibilidade de custos. O Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022) estabeleceu as regras do jogo, garantindo segurança jurídica para investimentos de longo prazo. Para empresas de logística e frotas corporativas, a geração própria de energia para abastecimento de veículos elétricos converte-se em uma drástica redução de despesas operacionais (OPEX), blindando as margens de lucro contra a volatilidade do preço dos combustíveis líquidos.
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Expectativa é gerar cerca de 321 GWh por ano; empreendimento tem contrato de 10 anos de fornecimento com a Statkraft
Fonte: Canal Solar
Data: 15/07/2026
Autor: Wagner Freire
A Scatec iniciou a operação comercial da usina solar Rio Urucuia, de 142 MW, em Minas Gerais. Este é o terceiro empreendimento fotovoltaico da companhia norueguesa no Brasil, que passa a somar 885 MW de capacidade instalada no país.
A expectativa é que o empreendimento gere cerca de 321 GWh por ano. Aproximadamente 75% da produção prevista está vinculada a um contrato de fornecimento de energia de dez anos com a Statkraft.
O volume restante será comercializado no Mercado Livre de Energia, por meio de contratos de curto, médio e longo prazo, com a Scatec detendo 100% de participação no empreendimento e sendo responsável pelos serviços de operação e manutenção, além da gestão dos ativos da usina.
“Como nossa primeira usina no submercado Sudeste, onde há uma forte demanda por energia, Rio Urucuia contribui para diversificar nossa presença no Brasil”, afirma Terje Pilskog, CEO da Scatec.
Ao todo, o empreendimento custou cerca de R$ 506 milhões, com financiamento do Banco do Nordeste. A expectativa é que o novo complexo solar evite a emissão de cerca de 21 mil toneladas de CO₂ por ano.
“Temos orgulho do trabalho realizado por nossas equipes e parceiros, assim como da contribuição positiva que o projeto trará para as comunidades locais e para a transição energética brasileira”, acrescenta Aleksander Skaare, gerente-geral da Scatec no Brasil.
A Petrobras obteve o sinal verde da Aneel para iniciar as operações da usina solar Boaventura, no Rio de Janeiro, um passo estratégico na meta de descarbonização da estatal.
Fonte: Energia Limpa
Data: 15/07/2026
Autor: Luzia Aires
A transição energética ganha um novo impulso com a recente autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que a Petrobras opere a usina fotovoltaica Boaventura. Localizada em Itaboraí, no Rio de Janeiro, a planta conta com uma potência instalada de 13,5 MW e reforça o compromisso da companhia com fontes renováveis.
O despacho oficial, publicado nesta terça-feira, 14 de julho, estabelece que a unidade funcionará sob o regime de autoprodução. Esse modelo permite que a estatal utilize a energia gerada para suprir suas próprias demandas industriais, mantendo a operação eficiente sem a necessidade de novos contratos de transmissão, dado que a capacidade já está contemplada no planejamento da empresa.
Expansão da matriz renovável
Com esta ativação, a capacidade instalada de geração renovável da companhia sobe para 59,4 MW. Deste total, a maior parte é composta por energia solar espalhada por diversos estados, como Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte e Pernambuco, além do território fluminense.
Além da geração solar, o portfólio da Petrobras inclui uma planta eólica de 1,8 MW no Rio Grande do Norte. A estratégia da petroleira é clara: utilizar essas usinas como base para tornar as operações de suas refinarias mais sustentáveis e menos dependentes de combustíveis fósseis.
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