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A ABSOLAR reuniu-se com o Ministério da Fazenda para apresentar as principais demandas do setor de armazenamento de energia elétrica. A pauta principal concentrou-se no enquadramento da tecnologia no REIDI, em linha com o estabelecido pela Lei nº 15.269/2025, e à emissão de debêntures incentivadas. Durante o encontro, a associação destacou que tais mecanismos são fundamentais para a redução da carga tributária, a melhora na financiabilidade dos projetos e a garantia de maior segurança jurídica para o avanço da tecnologia no Brasil.

Outro ponto central da discussão foi a necessidade de alteração do Decreto nº 6.144/2007. O objetivo é adequar a norma para a inclusão de projetos de armazenamento de energia elétrica entre passíveis de habilitação ao REIDI e a extensão da suspensão para os novos tributos instituídos pela Reforma Tributária (CBS e IBS), em conformidade com o disposto na Lei Complementar nº 214/2025. Representantes do Ministério da Fazenda demonstraram receptividade ao mérito das propostas apresentadas.

De acordo com a pasta, o encaminhamento para as debêntures incentivadas tende a ser mais simples, uma vez que depende essencialmente de ajustes via decreto e está alinhado ao processo de revisão normativa que já se encontra em debate. Por outro lado, o órgão reconheceu que a inclusão no REIDI possui maior complexidade processual, exigindo articulação direta com áreas técnicas. O Ministério ressaltou, ainda, que o armazenamento de energia converge com a agenda oficial, sobretudo por sua relevância em consolidar o Brasil como polo de energia renovável, apoiar a sustentabilidade e fomentar uma cadeia produtiva nacional.

Como encaminhamento da reunião, o Ministério da Fazenda comprometeu-se a realizar uma sondagem interna para identificar as áreas que acompanham a regulamentação do tema, além de mapear o estágio atual das análises sobre o REIDI, a Reforma Tributária e os respectivos impactos fiscais. Ficou acordado entre as partes que será buscada uma nova agenda para que o Ministério possa apresentar um retorno sobre o andamento do tema e possíveis próximos passos.

A posse dos novos conselheiros da ABSOLAR na Fiesp marca o início de um ciclo decisivo para o setor solar brasileiro, agora sob a liderança de Bárbara Rubim como Presidente do Conselho de Administração.

Os novos membros dos Conselhos de Administração e Fiscal, assumem o desafio de guiar a associação até 2030, reforçando o papel da energia solar fotovoltaica como motor da transição energética e da economia verde no país, assim como o fortalecimento do Armazenamento de Energia e Hidrogênio Verde.

Assista ao vídeo e saiba como foi a cerimônia!

Confira o depoimento da nova Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Bárbara Rubim.

Confira o depoimento do novo 1º Vice-Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Rodrigo Pedroso.

Confira o depoimento do novo Vice-Presidente de Geração Centralizada da ABSOLAR, Eduardo Azevedo.

Fonte: Opinião CE
Data: 21/05/2026
Autor: Felipe Barreto

O Senado aprovou a contratação de empréstimo no valor de R$ 700 milhões para investimentos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O anúncio foi feito pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que comemorou a autorização.

De acordo com o chefe do Executivo, os recursos vão viabilizar “obras estruturantes” ao complexo que está localizado no Pecém, entre os municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia. 

Ainda conforme Elmano, as obras vão “viabilizar a infraestrutura necessária para atrair indústrias de hidrogênio verde e derivados”. O Porto do Pecém tem recebido destaque nacionalmente como um dos maiores produtores potenciais de hidrogênio verde. O petista afirmou que a medida vai ampliar a capacidade logística e industrial do Ceará.

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Alta na tarifa de energia acelera procura por sistemas solares em residências, empresas e propriedades rurais no Estado

Fonte: OHoje.com
Data: 22/05/2026
Autor: Renata Ferraz

O crescimento da energia solar em Goiás deixou de ser uma tendência futura para se tornar uma realidade consolidada no setor energético estadual. Impulsionado pelo aumento nas tarifas de energia elétrica, pelo alto potencial de insolação e pela busca por economia, o Estado passou a ocupar posição de destaque nacional na geração própria de energia solar, principalmente em residências, empresas e propriedades rurais.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) mostram que Goiás já ultrapassou a marca de 1,7 gigawatt (GW) de potência instalada em geração distribuída, modelo em que o consumidor produz a própria energia por meio de painéis solares instalados em telhados e pequenos terrenos. Atualmente, o Estado soma mais de 138 mil conexões operacionais espalhadas pelos 246 municípios goianos, alcançando mais de 174 mil consumidores.

Além disso, o setor movimenta bilhões de reais na economia estadual. Desde 2012, a geração própria de energia solar atraiu cerca de R$ 7,9 bilhões em investimentos para Goiás, gerou mais de 53 mil empregos e contribuiu com aproximadamente R$ 2,3 bilhões em arrecadação aos cofres públicos. 

O avanço acompanha o crescimento da matriz fotovoltaica no Estado, que saiu praticamente do zero em 2015 para quase 2 mil gigawatts-hora (GWh) gerados em 2024, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

O engenheiro eletricista Alexandre Bernardes afirma que o aumento expressivo das tarifas de energia elétrica impulsionam diretamente a procura pelos sistemas fotovoltaicos. Segundo ele, os reajustes recentes fizeram muitos consumidores buscarem alternativas para reduzir os custos mensais.

“Tivemos um aumento de cerca de 20%. Quem pagava em média R$ 500 passou a pagar aproximadamente R$ 600 sem ter aumentado o consumo. Sempre que esses aumentos acontecem, cresce fortemente a procura por energia solar”, explica.

O principal atrativo continua sendo a economia na conta de luz. Em muitos casos, consumidores conseguem reduzir mais de 90% do valor pago mensalmente à concessionária. Dependendo do perfil de consumo e da forma de pagamento, o retorno do investimento costuma ocorrer entre dois e quatro anos.

A forte incidência solar em Goiás ajuda a consolidar o Estado como um dos mercados mais atrativos do País para o setor fotovoltaico. Especialistas apontam que a região registra entre 2 mil e 2,5 mil horas de sol por ano, índice considerado elevado e favorável para a geração de energia.

Além das residências, empresas e produtores rurais também ampliaram os investimentos na tecnologia. O agronegócio, inclusive, aparece como um dos principais motores da expansão do setor.

O setor acompanha a tramitação do Projeto de Lei nº 624/2023 no Senado Federal. Segundo a Absolar, a proposta busca resolver um dos principais problemas enfrentados atualmente pelos consumidores: as negativas de conexão feitas pelas distribuidoras de energia sob alegação de inversão de fluxo de potência.

O presidente executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, afirma que o projeto é fundamental para garantir segurança jurídica ao setor e ampliar o acesso à geração própria de energia.

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Energia solar deve se tornar a maior fonte de eletricidade do mundo até 2035, mas combustíveis fósseis provavelmente não vão sumir tão cedo

Fonte: Olhar Digital
Data: 19/05/2026
Autor: Pedro Spadoni

A energia solar deve se tornar a maior fonte de eletricidade do planeta até 2035 por razões puramente econômicas. Esse avanço histórico na matriz energética global vai ocorrer de forma paralela ao crescimento expressivo do consumo de eletricidade, impulsionado pela expansão dos data centers de inteligência artificial (IA) e pela eletrificação de setores industriais.

No entanto, por causa da capacidade de operar de forma ininterrupta (24 horas por dia, sete dias por semana), os combustíveis fósseis ainda vão fornecer 51% da geração incremental exigida por esses data centers até 2050. 

Essa dependência contínua faz com que as empresas de tecnologia e os desenvolvedores de infraestrutura exerçam uma influência desproporcional sobre quais fontes de energia continuarão comercialmente viáveis até meados do século 21.

Data centers impulsionam energias renováveis, mas mantêm combustíveis fósseis ativos

De acordo com projeções da consultoria BloombergNEF, a demanda gerada pelos data centers vai injetar no mercado global um adicional de:

O avanço da energia fotovoltaica é sustentado pela expectativa de que os preços dos painéis solares caiam mais 30% até 2035. Isso consolidaria uma realidade na qual, até 2050, esses painéis vão gerar mais do que o dobro da eletricidade produzida pelo gás natural.

A queda acentuada nos custos da tecnologia solar decorre diretamente da fabricação em massa e das políticas industriais da China, que subsidia os seus fabricantes locais e inunda o mercado global com insumos baratos. 

“Os custos caem com cada duplicação da capacidade instalada”, afirmou o chefe de economia de energia da BloombergNEF, Matthias Kimmel, em entrevista ao TechCrunch. “No caso da solar, foi ainda mais rápido do que isso”, acrescentou o especialista.

Essa abundância solar começou a empurrar o mercado de baterias de grande porte para a mesma trajetória de barateamento. O cenário atual é muito parecido com o que a energia solar viveu em 2020.

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O Ministério de Portos e Aeroportos direciona R$ 10 bilhões em obras de ampliação portuária para aumentar a capacidade de recebimento de navios de nova geração e integrar projetos de hidrogênio verde e eletrificação nos terminais de Santos, Suape, Pecém e Açu.

Fonte: Portal Tecnologia Portuária
Data: 19/05/2026
Autor: não informado

O Ministério de Portos e Aeroportos destina R$ 10 bilhões em obras de ampliação da capacidade portuária para permitir o atracamento de navios de nova geração e conectar esses investimentos a projetos de hidrogênio verde e eletrificação nos portos de Santos, Suape, Pecém e Açu.

Ampliação física atende demanda de navios maiores

As obras incluem dragagem, ampliação de berços e construção de novos terminais que elevam a profundidade operacional e o comprimento de atracação. Santos, principal porto do país, receberá parte significativa dos recursos para modernizar o canal de acesso e os cais existentes.

Suape, em Pernambuco, Pecém, no Ceará, e Açu, no Rio de Janeiro, também figuram no plano com intervenções que preparam os terminais para embarcações com maior calado e capacidade de carga. Os projetos preveem conclusão de etapas principais até 2028.

Empresas operadoras como a Santos Brasil e a Portuaria Pecém já iniciaram licitações para os primeiros lotes de obras, alinhadas ao cronograma do ministério.

Hidrogênio verde e eletrificação integram o mesmo pacote

Os investimentos em infraestrutura física caminham juntos com iniciativas de descarbonização. Projetos de hidrogênio verde em Suape e Pecém preveem produção local para abastecer navios e equipamentos portuários, enquanto a eletrificação dos cais avança em Santos e Açu.

O Ministério de Portos e Aeroportos coordena esses programas com recursos do Fundo de Investimento Portuário e parcerias com a iniciativa privada. A meta é reduzir as emissões do transporte marítimo que hoje representam cerca de 3% dos gases de efeito estufa globais.

Um exemplo recente é o projeto de OPS em Santos, que permite navios desligarem motores a diesel durante a estadia no porto e conectarem-se à rede elétrica local.

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O LRCAP pode abrir o mercado, mas a execução definirá os vencedores

Fonte: Portal Solar
Data: 19/05/2026
Autor: Daniel Pansarella

Há alguns anos, quando falávamos de armazenamento de energia no Brasil, a conversa ainda parecia distante da realidade de mercado. O tema aparecia em painéis, estudos técnicos e apresentações institucionais, mas raramente avançava para uma discussão concreta sobre contratação, tributação, logística, financiamento e implantação em escala. Esse cenário mudou. Na minha visão, o avanço do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 — Armazenamento, o LRCAP, marca uma virada importante: o BESS deixa de ser apenas uma solução tecnológica promissora e passa a ser tratado como infraestrutura estratégica para o setor elétrico brasileiro.

O ponto que considero central é simples: o Brasil não precisa de baterias apenas porque elas são uma tendência global. O Brasil precisa de armazenamento porque a nossa matriz elétrica está mudando, porque a geração solar e eólica cresce em velocidade relevante, porque os desafios de flexibilidade aumentam e porque o sistema precisará remunerar atributos que antes eram menos visíveis, como resposta rápida, disponibilidade de potência, estabilidade operativa e capacidade de deslocar energia no tempo.

O próprio Ministério de Minas e Energia, ao tratar da modernização do setor elétrico e do LRCAP 2026, indicou que a contratação de potência proveniente de sistemas de armazenamento em baterias poderá contribuir para a estabilidade e a segurança do fornecimento. Essa sinalização é relevante, mas, para mim, ela deve ser lida com cautela estratégica: o leilão pode inaugurar o mercado, mas não será suficiente para estruturá-lo sozinho.

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