GD solar reduz risco hidrológico em 24%

28/06/22 | São Paulo

Reportagem publicada pelo Canal Solar

Estudo aponta ainda que o GD pode diminuir a emissão de gases de efeito estufa em 18% até 2031

Segundo estudo realizado pela consultoria especializada Volt Robotics, entre 2022 e 2031, um GD (geração distribuída) solar reduza o risco hidrológico em média em 24%.

No total, o custo sem geração distribuída seria de R$ 48,1 bilhões. Já com a tecnologia fotovoltaica de R$ 36,6 bilhões – totalizando uma redução de R$ 11,5 bilhões.

No caso de secas severas, a pesquisa apontou que a redução seria de 12%. Sem GD, o custo seria de R$ 226,1 bilhões, já com um solar de R$ 199,1 bilhões – redução de R$ 27 bilhões.

O levantamento traz, ainda, a projeção de redução de emissão de gases de efeito estufa, que nos cenários médios chega a 67 milhões de toneladas de CO2 até 2031.

No cenário de uma nova crise hídrica, com maior acionamento de termelétricas mais caras e poluentes, a redução dos gases do efeito seria de 121 milhões de toneladas de CO2.

Além deste dado, a empresa indicou que, entre 2022 e 2031, a GD reduz em média a produção termoelétrica em 1.519 MWm (15%). Em eventos de seca, a redução é de 2.726 MWm (19%).

Outro ponto destacado pela Volt Robotics é a sinalização do papel das políticas para viabilizar esses cenários futuros, sem a necessidade de aporte de recursos públicos, com foco em ações diretas e prags a ser adotadas nos âmbitos do MME (Ministério de Minas e Energia ), CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) e ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

“A ABSOLAR e o setor trabalham para garantir que a geração própria de energia fotovoltaica seja tratada de forma justa e equilibrada, conforme determina a Lei nº 14.300/2022”, disse Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.


Ademais, enfatizou que os benefícios da energia solar são corretamente identificados e incorporados nas diretrizes a ser oficializadas pelo CNPE por meio de resolução a ser publicada este ano, a partir do qual a ANEEL realizará os cálculos, para auditoria posterior da sociedade”, explicou.

Na visão da Associação, como diretrizes são estratégicas para o futuro da geração própria de energia renovável no Brasil, fundamental para o desenvolvimento sustentável do país.

“Por isso, é fundamental que o processo de definição de regras tenha um reflexo aprofundado e compatível com a abrangência e importância do tema para a sociedade brasileira”, comentou Bárbara Rubim, vice-presidente de geração distribuída da ABSOLAR.

Guilherme Susteras, coordenador do grupo de trabalho de geração distribuída da ABSOLAR, ressaltou que a população e o Congresso Nacional estão acompanhando de perto este trabalho.

“A ideia é justamente garantir que as renováveis recebam o tratamento correto, adequado e condizente com as necessidades do Brasil, de modo a maximizar os benefícios que podem proporcionar a todos os cidadãos”, concluiu.