Energia solar avança no Brasil e adiciona 10,6 GW em 2025, com mais de R$ 32,9 bi em investimentos
Data: 23/02/2026
Fonte: Instituto Brasil Logística (IBL)

Foto: ABSOLAR
Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), filiada ao Instituto Brasil Logística (IBL) aponta que o setor solar fotovoltaico adicionou 10,6 gigawatts (GW) ao longo de 2025, incluindo as grandes usinas e os pequenos sistemas nos telhados e terrenos.
Segundo a entidade, os investimentos na tecnologia fotovoltaica superaram R$ 32,9 bilhões no último ano, responsáveis pela criação de mais de 319,8 mil empregos verdes no Brasil, espalhados por todas as regiões do território nacional. Desde 2012, a fonte solar trouxe ao País mais de R$ 282,6 bilhões em investimentos acumulados e mais de 1,9 milhão de novos postos de trabalho.
No acumulado, o Brasil possui 64 GW de potência operacional da fonte solar e já contribuiu com mais de R$ 87,3 bilhões em arrecadação aos cofres públicos. Atualmente, a solar é a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira, representando 24,5% de todo o complexo de geração de eletricidade no Brasil.
“O crescimento da energia solar amplia o protagonismo do Brasil na geopolítica da transição energética global, fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e eleva a competitividade dos setores produtivos brasileiros”, diz Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR e membro do conselho gestor do IBL.
“Especialmente nos setores de logística e infraestrutura, a tecnologia fotovoltaica possui relevância significativa para a balança comercial do Brasil, com grande representatividade na rota de importação e exportação de equipamentos, além de contribuir de forma geral na economia, com a criação de empregos verdes, aumento na arrecadação pública e atração de investimentos, entre outros”, acrescenta.
Para Sauaia, o avanço da geração solar também alivia a pressão sobre os recursos hídricos, traz mais resiliência ao sistema elétrico e é um motor de desenvolvimento econômico, social e ambiental. “Adicionalmente, há imensas oportunidades em novas tecnologias, como armazenamento de energia elétrica, inteligência artificial e hidrogênio verde, nas quais o Brasil pode ser grande protagonista, se construir um bom ambiente de negócios para a atração de investimentos, empresas e empregos verdes”, conclui.
Embora a tecnologia fotovoltaica tenha avançado no País, projeções da ABSOLAR apontam para um cenário desafiador este ano, com a perspectiva de adicionar os mesmos 10,6 GW em 2026.
Como prioridade para o início deste ano, a ABSOLAR manterá o acompanhamento e e a atuação institucional em torno de determinados Projetos de Lei (PLs) considerados estratégicos para o setor, incluindo as discussões relacionadas aos cortes de geração renovável, à inversão de fluxo de potência e à regulamentação do armazenamento de energia, dada sua relevância para a segurança, eficiência e expansão sustentável do sistema elétrico.
Já no ambiente regulatório, a atuação será focada na implementação infralegal da Lei nº 14.300/2022, sobretudo nos cálculos a serem feito pela Aneel sobre os custos e benefícios da geração distribuída. O trabalho também envolve o acompanhamento da regulamentação da Lei nº. 15.269/2025, chamada de reforma do setor elétrico, e da possível aplicação da tarifa branca/ tarifa horária de forma compulsória a consumidores da baixa tensão.
Sobre a ABSOLAR
Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada. A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no País e representando o setor fotovoltaico brasileiro internacionalmente.


