Energia solar já garantiu mais de R$ 100 bilhões em impostos ao Governo; valor pagaria duas Belo Montes
Arrecadação do setor seria suficiente para financiar grandes obras e programas em todo o país; veja o que esse valor pagaria
Fonte: Canal Solar
Data: 14/07/2026
Autor: Henrique Hein
A energia solar já deixou de ser apenas uma alternativa para reduzir a conta de luz. Além de impulsionar a transição energética, a fonte também se consolidou como uma importante geradora de receitas para os cofres públicos.
Desde 2012, o setor já arrecadou mais de R$ 100,7 bilhões em tributos no Brasil, segundo dados divulgados pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).
No mesmo período, a fonte também atraiu R$ 320,4 bilhões em investimentos, gerou mais de 2,1 milhões de empregos verdes e evitou a emissão de 115,7 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera.
Mas, afinal, o que representa uma arrecadação de pouco mais de R$ 100 bilhões aos cofres públicos do Governo Federal?
Para se ter uma ideia da dimensão desse montante, a arrecadação gerada pela energia solar nos últimos anos seria suficiente para financiar grandes obras de infraestrutura e programas públicos em todo o país.
O montante equivale a mais de duas vezes o custo da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, um dos maiores empreendimentos de infraestrutura da história do Brasil, cujo investimento ficou em torno de R$ 40 bilhões.
O valor também representa mais de 60% de todo o orçamento do Bolsa Família previsto para 2026, estimado na casa dos R$ 158,6 bilhões. A cifra também impressiona quando comparada a outras áreas do setor público.
O valor seria suficiente para cobrir, por exemplo, mais de 40% de todo o orçamento anual do Ministério da Educação (R$ 233 bilhões) e mais de um terço do Ministério da Saúde (R$ 271 bilhões).
Além disso, corresponde a mais de 16 vezes os investimentos previstos para o programa Luz para Todos, estimados em cerca de R$ 6 bilhões.
No setor habitacional, os R$ 100,7 bilhões permitiriam viabilizar a construção de cerca de 580 mil moradias populares, com custo médio de R$ 170 mil por unidade.
Já no segmento elétrico, esse mesmo montante seria suficiente para impulsionar a transição energética do país, financiando a construção de até 30 complexos solares de grande porte, com 1 GW de capacidade cada.
Outro dado que chama atenção é que toda essa arrecadação corresponde a quase um terço dos R$ 320,4 bilhões investidos pela cadeia solar no Brasil desde 2012. Em outras palavras, para cada R$ 3,00 investidos no setor, cerca de R$ 1,00 retornou aos cofres públicos na forma de tributos.


