Conheça o potencial da energia solar flutuante para abastecer indústrias pesadas
Tecnologia vertical aumenta eficiência, utiliza lagos industriais e deve dominar a matriz renovável até 2030, segundo a IEA
A transição energética global exige não apenas a substituição de fontes fósseis, mas a otimização de como e onde captamos energia. Nesse cenário, os sistemas de energia solar flutuante deixaram de ser uma curiosidade técnica para se tornarem uma solução estratégica para indústrias de alto consumo, como as usinas de britagem. Localizadas frequentemente em áreas de mineração que possuem lagos em suas pedreiras, essas empresas encontraram na água o espaço ideal para instalar parques solares que não ocupam o solo produtivo.
A grande inovação reside na verticalidade e na bifacialidade dos módulos. Enquanto os sistemas tradicionais atingem seu pico de produção ao meio-dia — muitas vezes gerando um excedente que as redes locais não conseguem absorver —, os painéis verticais distribuem a geração ao longo de todo o dia. Ao captar os primeiros raios da manhã e a luz crepuscular na face traseira, o sistema oferece uma curva de fornecimento mais estável e alinhada à demanda industrial.


