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Energia solar deve dominar em 2035, mas data centers de IA manterão combustíveis vivos

Energia solar deve se tornar a maior fonte de eletricidade do mundo até 2035, mas combustíveis fósseis provavelmente não vão sumir tão cedo

Fonte: Olhar Digital
Data: 19/05/2026
Autor: Pedro Spadoni

A energia solar deve se tornar a maior fonte de eletricidade do planeta até 2035 por razões puramente econômicas. Esse avanço histórico na matriz energética global vai ocorrer de forma paralela ao crescimento expressivo do consumo de eletricidade, impulsionado pela expansão dos data centers de inteligência artificial (IA) e pela eletrificação de setores industriais.

No entanto, por causa da capacidade de operar de forma ininterrupta (24 horas por dia, sete dias por semana), os combustíveis fósseis ainda vão fornecer 51% da geração incremental exigida por esses data centers até 2050. 

Essa dependência contínua faz com que as empresas de tecnologia e os desenvolvedores de infraestrutura exerçam uma influência desproporcional sobre quais fontes de energia continuarão comercialmente viáveis até meados do século 21.

Data centers impulsionam energias renováveis, mas mantêm combustíveis fósseis ativos

De acordo com projeções da consultoria BloombergNEF, a demanda gerada pelos data centers vai injetar no mercado global um adicional de:

  • 1 terawatt de energia solar em escala de utilidade pública;
  • 400 gigawatts de energia solar distribuída;
  • 370 gigawatts de gás natural;
  • 110 gigawatts de carvão.

O avanço da energia fotovoltaica é sustentado pela expectativa de que os preços dos painéis solares caiam mais 30% até 2035. Isso consolidaria uma realidade na qual, até 2050, esses painéis vão gerar mais do que o dobro da eletricidade produzida pelo gás natural.

A queda acentuada nos custos da tecnologia solar decorre diretamente da fabricação em massa e das políticas industriais da China, que subsidia os seus fabricantes locais e inunda o mercado global com insumos baratos. 

“Os custos caem com cada duplicação da capacidade instalada”, afirmou o chefe de economia de energia da BloombergNEF, Matthias Kimmel, em entrevista ao TechCrunch. “No caso da solar, foi ainda mais rápido do que isso”, acrescentou o especialista.

Essa abundância solar começou a empurrar o mercado de baterias de grande porte para a mesma trajetória de barateamento. O cenário atual é muito parecido com o que a energia solar viveu em 2020.

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