Energia solar cresce 10% em dois meses no Brasil

10/05/21 | São Paulo

Reportagem publicada no Canal Solar

Levantamento da ABSOLAR aponta que o país atingiu a marca de 8,8 GW de potência operacional

A ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica)divulgou nesta segunda-feira (10) os números consolidados da energia solar no país, com a atualização dos resultados obtidos pelo setor até o dia 4 de maio.

De acordo com o balanço, o país atingiu a marca de 8,8 GW de potência operacional, sendo 5,48 GW de GD (geração distribuída) e 3,32 GW de GC (geração centralizada). Trata-se de um aumento de 10% em relação ao balanço do dia 28 fevereiro, quando 8 GW foram alcançados.

Desde 2012, a fonte solar foi diretamente responsável pela geração de mais de 240 mil empregos e investimentos superiores a R$ 46 bilhões no Brasil. Por se tratar de uma fonte de energia limpa e renovável, a tecnologia também evitou que mais de 9,5 milhões toneladas de gás carbônico fossem emitidas na atmosfera.

Até o momento, Minas Gerais é o estado que mais gerou potência instalada no país, com 977,3 MW. Na sequência, aparecem São Paulo (686,1) e Rio Grande do Sul (681,2). Em contrapartida, Roraima (3,0), Amapá (7,5) e Acre (9,6) apresentam os piores desempenhos entre as 27 unidades federativas.

“Temos ainda um espaço muito pequeno frente ao potencial. A energia solar já é a fonte mais barata no Brasil e no mundo. Portanto, quanto mais solar na matriz mais barata será a conta para todos os brasileiros, refletindo inclusive na redução dos preços dos alimentos e na redução das terríveis bandeiras vermelhas”, disse Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

No segmento de GD, o Brasil possui mais de 470 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, o que traz uma economia e sustentabilidade a mais de 596 mil unidades consumidoras.

Em número de sistemas, os consumidores residenciais estão no topo da lista, com 351.965 instalações realizadas, cerca de 74,9% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (36,7%), consumidores rurais (13,1%), indústrias (8,5%), poder público (1,2%), serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,02%).

No segmento de GC, o país possui 3,32 GW de potência instalada em usinas fotovoltaicas, o equivalente a 1,8% da matriz elétrica do Brasil. Em 2019, a fonte foi a mais competitiva entre as renováveis nos dois Leilões de Energia Nova, A-4 e A-6, com preços-médios abaixo dos US$ 21,40 MWh.

Atualmente, as plantas solares de grande porte são a sétima maior fonte de geração do país, com empreendimentos em operação em onze estados brasileiros, nas regiões Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) e Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Tocantins).