Área de associados Trabalhe no setor solar

Energia solar será 40% mais barata em 2050, aponta BNEF

13/04/21 | São Paulo

Reportagem publicada no Canal Solar

Levantamento da BloombergNEF aponta ainda que o hidrogênio verde deve ser mais econômico que o gás natural

O custo da energia solar fotovoltaica deve cair 40% até 2050, segundo levantamento realizado pela BNEF (BloombergNEF).

De acordo com o relatório, os custos são 13% menores do que a previsão anterior para 2030 e 17% menor do que a previsão anterior para daqui a 30 anos.

Os preços reduzidos serão impulsionados por uma fabricação mais automática, menos consumo de silício e prata, maior eficiência fotovoltaica das células e maior rendimento usando painéis bifaciais.

Leia mais: Especialista elenca parâmetros de dimensionamento dos painéis bifaciais

Outro dado apresentado pela BNEF é com relação aos valores do hidrogênio verde, que devem ser mais econômicos que o gás natural até 2050 em 15 dos 28 mercados estudados – esses países responderam por um terço do PIB global em 2019.

Os custos desta tecnologia sustentável caem (queda de 85%) bem abaixo de $2 / kg em 2030 e bem abaixo de $1 / kg em 2050 na maioria dos mercados.

“Esses baixos custos de hidrogênio renovável poderiam reescrever completamente o mapa de eletricidade. Mostram que, no futuro, pelo menos 33% da economia mundial poderia ser movida a energia limpa por não um centavo a mais do que paga pelos combustíveis fósseis”, destacou Martin Tengler, analista na BloombergNEF.

No entanto, de acordo com ele, para isso acontecer será preciso de um apoio governamental contínuo. “Estamos na parte alta da curva de preços agora, e o investimento com base em políticas é necessário para chegar à parte baixa”.

“Em 2030, fará pouco sentido econômico construir instalações de produção de hidrogênio azul na maioria dos países, a menos que as restrições de espaço sejam um problema para as renováveis”, explicou.

Leia mais: Preço das baterias deve cair mais rápido que a solar fotovoltaica

Para Tengler, as empresas que atualmente apostam na produção de hidrogênio a partir de combustíveis fósseis terão no máximo dez anos antes de sentir o aperto. “Eventualmente, esses ativos serão prejudicados, como o que está acontecendo com o carvão no setor de energia hoje”.

“Por um lado, a redução na previsão foi surpreendente, por outro, não. É assim que acontece com a energia limpa. A cada ano ela fica mais barata e mais rápida do que se espera. O principal fator é a queda do custo da eletricidade solar fotovoltaica”, concluiu o especialista.