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Geração fotovoltaica cresce 18,2% na primeira quinzena de março, aponta CCEE

04/04/21 | São Paulo

Reportagem publicada no InfoSolar

Usinas solares do país registraram 735 megawatts médios, contra 622 megawatts médios no mesmo período do exercício anterior

A geração de energia fotovoltaica cresceu 18,2% nos primeiros quinze dias de março de 2021, na comparação com o igual período do ano passado, mostram dados divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). As usinas solares do país registraram 735 megawatts médios, contra 622 megawatts médios na mesma quinzena de 2020.

Conforme a câmara, as usinas hidráulicas reduziram sua produção em 7,8%, enquanto as demais fontes apresentaram aumento. As eólicas mais do que dobraram a geração, com um volume 117,1% superior ao mesmo período do ano passado. As térmicas ampliaram sua geração em 36,6%.

No total, a geração de energia cresceu 1,8% na comparação entre a primeira quinzena de março de 2021 e de 2020. As usinas que integram o Sistema Interligado Nacional (SIN), somadas às importações, geraram 69.992 MW médios no período.

O levantamento também apontou que o consumo de energia elétrica no Brasil na primeira quinzena de março foi 1,5% superior ao do mesmo período de 2020, alcançando os 65.689 megawatts (MW) médios.

O Ambiente de Contratação Livre (ACL) registrou crescimento de 6,3%. Na outra ponta, o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) caiu 0,7% na comparação anual. “Ao desconsiderarmos as migrações entre ambientes, ou seja, expurgando o efeito das cargas que saíram de um segmento e passaram a atuar no outro, o mercado regulado teve alta de 1,4% e o livre registrou um aumento de 1,5%”, detalha a CCEE.

A entidade ressalta que os dados, são preliminares, mas já mostram que, dos 15 ramos de atividades monitorados, houve queda de consumo naqueles pressionados pelo recrudescimento das medidas de combate à COVID-19. Os setores mais afetados foram os de serviços, com queda de 14,6%, e bebidas, que recuou com 7,6%. Os dados desconsideram as cargas migradas no período.

Os segmentos que apresentaram maiores taxas de crescimento foram quase todos eletrointensivos: metalurgia e produtos de metal (7,9%), extração de minerais metálicos (7,8%), minerais não-metálicos (3,5%) e químicos (3,1%).