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Greener: Importação de módulos fotovoltaicos sobe 47% no primeiro trimestre

26/04/21 | São Paulo

Reportagem publicada no Infosolar

Segundo a consultoria, geradores bifaciais representaram 20% do montante mensal

A importação de painéis para produção de energia solar no Brasil atingiu 958 MWp em março, contribuindo para soma de 2,3 GWp em equipamentos trazidos do exterior no primeiro trimestre deste ano – crescimento de 47% em relação a igual período do ano passado.

Segundo a consultoria especializada no mercado fotovoltaico Greener, os módulos bifaciais representaram 20% do montante mensal e os módulos de alta potência (+500 Wp) atingiram 46 MWp, “reforçando a tendência de crescimento no uso dessas tecnologias”.

“Há uma corrida no Brasil por módulos de alta potência”, afirmou o diretor da Go Solar, Jean Tremura. Ele explicou que as usinas de maior porte estão demandando equipamentos com potência cada vez maior, devido à busca por redução de custos. No entanto, essa correlação não é diretamente proporcional, pois é preciso considerar o aumento de custo de outros itens.

Segundo o executivo, o ganho em aumentar a potência do módulo é para ter um melhor aproveitamento de área por metro quadrado, porém a estrutura fica mais cara devido ao peso dos equipamentos que podem saltar de 25 quilos para 35 quilos. O custo de mão-de-obra tende a aumentar também pela necessidade de mais profissionais.

As usinas de grande porte, explicou Tremura, acaba por gerar uma tendência no mercado solar como um todo. Porém, devido ao peso não é comum utilizar módulos com potência acima de 500 Wp na geração distribuída. “Usinas de solo têm buscado os módulos de maior potência porque o preço da terra é caro”, esclareceu.

Desaceleração

Ainda de acordo com o relatório, em março houve um aumento de 0,5% no preço médio dos módulos comparados com fevereiro de 2021. Entretanto, a variação média nos últimos 12 meses apresenta uma redução de 9,42% no custo dos equipamentos importados, sendo os módulos “poli perc” a tecnologia que apresentou a maior queda no período.