Área de associados Trabalhe no setor solar

MME: Governo não vê grande demanda para os leilões de energia A-3 e A-4

26/04/21 | São Paulo

Reportagem publicada no Infosolar

Foram cadastrados 1.841 projetos únicos para os certames, totalizando mais de 66 GW de oferta, com a participação de empreendimentos eólicos, fotovoltaicos, hidrelétricos e termelétricos a biomassa

O governo federal não vê grande demanda para os leilões de energia A-3 e A-4 previstos para serem realizados de forma sequencial em 25 de junho de 2021. Mesmo assim, a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia (MME), Marisete Pereira, disse nesta segunda-feira (26) que a expectativa é “positiva”.

“A gente está com uma expectativa positiva. Só que, por outro lado, a gente tem que observar que hoje entorno de 36% já é mercado livre e onde a gente tem sinal dos leilões é no mercado regulado. As distribuidoras veem numa trajetória de sobrecontratação [de energia] e acredito que para os leilões a-3 e a-4 talvez não tenhamos grande demanda”, declarou a representante do governo durante o Agenda Setorial.

Ao todo, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 1.841 projetos únicos para esses leilões, totalizando mais de 66 GW de oferta, com a participação de empreendimentos eólicos, fotovoltaicos, hidrelétricos e termelétricos a biomassa.

“Quando eu olho os projetos cadastrados nesses leilões, vemos o interesse no setor de energia”, afirmou Pereira.

Leilões estruturais

Segundo a secretária executiva do MME, a expectativa de demanda é maior para os outros dois leilões estruturais de contratação de energia, que prevê a participação de empreendimentos eólicos, fotovoltaicos, hidrelétricos e termelétricos, incluindo um produto inédito dedicado à recuperação energética de resíduos sólidos urbanos.

Pereira disse que o grande desafio desses leilões será “modelar” a forma de contratação, separando o que é capacidade (segurança) do que é energia (demanda). Os leilões A-5 e A-6 estão oficialmente previstos para serem realizados em 30 de setembro de 2021, porém a executiva citou um novo calendário, antecipando provável mudança de agenda.

“O leilão está planejado para que a gente realize entre novembro e dezembro de 2021”, disse durante o evento virtual. “A nossa preocupação é fazer esse leilão fazendo com que todos paguem pela segurança. Nos últimos 15 anos quem pagou pela segurança do sistema foi o mercado regulado… Por isso que a gente tem uma grande migração para o mercado livre em função do aumento das tarifas.”