ABSOLAR http://absolar2.test Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica Thu, 03 Feb 2022 02:07:59 +0000 pt-BR 1.2 http://absolar2.test http://absolar2.test 17 20 19 https://wordpress.org/?v=5.9 http://absolar2.test/wp-content/uploads/2021/03/cropped-fav-absolar-32x32.png ABSOLAR http://absolar2.test 32 32 <![CDATA[Home Blog]]> http://absolar2.test/home-blog/ Wed, 02 Sep 2020 00:57:19 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=7

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<![CDATA[ABSOLAR Inside]]> http://absolar2.test/absolar-inside/ Fri, 09 Apr 2021 14:08:53 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9194

Fique por dentro de todos os episódios

do programa de TV digital da ABSOLAR

Episódio 1 - A oportunidade está perto ou ainda longe?

O primeiro episódio do ABSOLAR Inside foi ao ar no dia 18/08/2020. A jornalista Priscila Brandão apresentou o programa ao lado do âncora e Coordenador do GT de Armazenamento da ABSOLAR, Markus Vlasits. Os convidados Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR; Rodrigo Pedroso, CEO do Grupo Pacto Energia; e Jos Theuns, fundador e diretor da ATEPS, falaram sobre o panorama do armazenamento de energia no Brasil e no mundo.

Episódio 2 - Armazenamento é para a minha empresa?

O segundo episódio do aconteceu no dia 27/08/2020. O âncora e Coordenador do GT de Armazenamento da ABSOLAR, Markus Vlasits, se juntou aos convidados Marcel Haratz, CEO da Comerc ESCO, e Mathias Becker, Diretor-sócio da PowerHaus. Com apresentação da jornalista Priscila Brandão, o programa colocou em pauta as mudanças do setor causadas pela pandemia e o impacto sobre o potencial de mercado das soluções de armazenamento.

Episódio 3 - Como fazer acontecer?

O terceiro episódio do ABSOLAR Inside aconteceu no dia 03/09/2020 e trouxe aos espectadores um panorama dos projetos de armazenamento que existem no Brasil e as oportunidades e desafios da área. A jornalista Priscila Brandão e o âncora e Coordenador do GT de Armazenamento da ABSOLAR, Markus Vlasits, falaram com os convidados Marcio Takata, Diretor da Greener; e Ricardo Rüther, Professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Episódio 1 - Solar no mercado livre de energia: a nova fronteira

O primeiro episódio da segunda temporada foi ao ar no dia 03/11/2020. A jornalista Priscila Brandão apresentou o programa de TV digital ao lado do âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin. Os convidados Ricardo Barros, Head of Country da Lightsource BP; Pedro Vaquer, CEO da Solatio; e Alecio Barreto, CEO da Carpe Vie, falaram sobre o cenário atual da energia solar fotovoltaica no mercado livre de energia.

Episódio 2 - O mercado já começou: cases e oportunidades

O segundo episódio do ABSOLAR Inside especial sobre o mercado livre de energia aconteceu no dia 04/11/2020. A partir de alguns cases, o âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin, se juntou aos convidados Gustavo Vajda, Business Development Director e Country Manager da Canadian Solar; Gustavo Checcucci, Diretor de Energia da Braskem; e Josiane Palomino, Diretora de Gestão de Geradores e GD da Comerc Energia. Com apresentação da jornalista Priscila Brandão, o programa colocou em pauta as principais oportunidades desse mercado.

Episódio 3 - Fazendo acontecer

O último episódio da temporada aconteceu no dia 05/11/2020, trazendo mais dicas importantes sobre o segmento do mercado livre de energia. A apresentadora Priscila Brandão e o âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin, receberam Camila Ramos, Diretora da CELA, para falar a respeito dos novos mecanismos e riscos de financiamento. O time ficou completo com a participação de Leonardo de Almeida Alonso, Gerente do Departamento de Energia Elétrica do BNDES, e Raphael Gomes, sócio da área de Energia e Recursos Naturais da Demarest.

Episódio 1 - Solar FV no pós-pandemia

A terceira temporada é resultado de uma parceria da associação com a Intersolar South America, a maior feira do setor solar FV da América do Sul. A estreia aconteceu no dia 12/11/2020.

O ABSOLAR Inside by Intersolar conta com a apresentação da jornalista Priscila Brandão e Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, como âncora. No primeiro episódio, eles estiveram ao lado de Luiza Demôro, Analista Chefe da Bloomberg NEF; Gervano Pereira, Gerente de Vendas para Utility Scale da Jinko Solar; e Ricardo Cyrino, CEO da Atiaia Energia.

Episódio 2 - Os incentivos governamentais

O segundo episódio foi ao ar no dia 17/11/2020 e abordou as novidades e as principais informações sobre os incentivos do governo ao setor solar.

Com apresentação da jornalista Priscila Brandão e tendo Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, como âncora, o programa tratou dos incentivos governamentais ao setor solar fotovoltaico. Rachel Freixo, Subsecretária de Competitividade do Espírito Santo; José Renato Casagrande, Governador do Espírito Santo; Marcos Knelp Navarro, Secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo; e Rodrigo Limp, Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), estavam entre os convidados do episódio.

Episódio 3 - Inovação, tecnologia e novos produtos

O episódio de encerramento da temporada aconteceu no dia 25/11/2020, e recebeu o Prof. Roberto Zilles, Diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo - IEE/USP, como convidado.

Convidados internacionais trouxeram conteúdo exclusivo: Garrett Nilsen, Diretor Adjunto do Escritório de Tecnologias de Energia Solar do Departamento de Energia dos Estados Unidos; Eicke Weber, Vice-Presidente da European Solar Manufacturing Council (ESMC); e Michael Shmela, Consultor Executivo da SolarPower Europe. Eles falaram sobre inovação no setor solar fotovoltaico, as fronteiras tecnológicas e novos produtos.

Novos Modelos de Negócios

O início da temporada 2021 foi ao ar no dia 29 de abril. A jornalista Priscila Brandão esteve ao vivo junto à âncora e Vice-Presidente de GD da ABSOLAR, Bárbara Rubim, e com os convidados Rodrigo Marcolino, sócio da Axis Renováveis; e Rodrigo Pedroso, CEO do Grupo Pacto Energia. O programa também contou com a presença dos parceiros Rodolfo Meyer, CEO do Portal Solar; Carolina Reis, Diretora Comercial do Meu Financiamento Solar; e Bruno Reis, Diretor Comercial da Genyx Solar.

O primeiro episódio trouxe informações importantes sobre os novos modelos de negócio – como a geração compartilhada – e as perspectivas do setor diante do marco legal da geração distribuída, que está em discussão no Congresso. No segundo bloco, a mesa redonda com os convidados parceiros tratou dos diferentes aspectos do setor – como o financiamento em momentos de incerteza e, também, como a flutuação do câmbio tem afetado a venda de equipamentos solares fotovoltaicos.

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<![CDATA[ABSOLAR Inside: Armazenamento de energia – Episódio 1 – A oportunidade está perto ou ainda longe?]]> http://absolar2.test/absolar-inside-armazenamento-de-energia-episodio-1-a-oportunidade-esta-perto-ou-ainda-longe/ Fri, 16 Apr 2021 21:50:58 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9311

ABSOLAR Inside: Armazenamento de energia

Episódio 1 – A oportunidade está perto ou ainda longe?


O primeiro episódio do ABSOLAR Inside foi ao ar no dia 18/08/2020. A jornalista Priscila Brandão apresentou o programa ao lado do âncora e Coordenador do GT de Armazenamento da ABSOLAR, Markus Vlasits. Os convidados Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR; Rodrigo Pedroso, CEO do Grupo Pacto Energia; e Jos Theuns, fundador e diretor da ATEPS, falaram sobre o panorama do armazenamento de energia no Brasil e no mundo. A estreia do programa em formato de TV ao vivo teve mais de 2.000 inscrições e abriu as portas para mais oportunidades de formatos revolucionários de informação de qualidade dentro do setor. Confira abaixo o conteúdo técnico de tudo o que aconteceu neste primeiro episódio.

O segmento de armazenamento e a transformação do setor elétrico


No início do programa, Markus Vlasits comentou sobre a capacidade que o armazenamento tem de transformar o setor elétrico. Segundo o âncora do ABSOLAR Inside, o segmento já realizou este efeito em países como Alemanha, Coreia do Sul e China. No Brasil, a Aneel implantou um programa relacionado a armazenamento, que já possibilitou a implementação de pelo menos vinte iniciativas. Vlasits considera a tecnologia estratégica, pois resulta em negócios promissores.

Rodrigo Pedroso comentou sobre a participação do Grupo Energia em um projeto piloto que o governo americano está desenvolvendo no Brasil. Uma tecnologia específica de baterias de fluxo está sendo desenvolvida para o projeto, que visa atendimento de consumidor no horário de ponta, com o carregamento de baterias pela produção de eletricidade em sistemas fotovoltaicos, entregando energia ao cliente em horário de pico. Essa pode ser uma visão de futuro no segmento.

Segundo Rodrigo Sauaia, acreditava-se no passado que a tecnologia fotovoltaica tinha apenas aplicações específicas e viabilidade no futuro. Este equívoco tem se repetido no caso do armazenamento. A versatilidade do armazenamento pode ser vista como um canivete suíço para o setor elétrico, servindo a aplicações de pequeno a grande porte.

Jos Theuns fala sobre o papel do armazenamento no aumento da receita de sistemas fotovoltaicos


No primeiro vídeo que o empresário holandês Jos Theuns concedeu exclusivamente ao ABSOLAR Inside, foi destacado como o armazenamento pode ajudar no aumento da receita de sistemas fotovoltaicos com uso de energia em horários de ponta. Markus Vlasits comentou que os benefícios informados por Theuns se referem ao sistema "atrás do medidor". “Armazenar energia da concessionária fora da ponta é capaz de gerar benefício, assim como gerenciamento da demanda contratada”, afirma.

Outro grande benefício é o de "aposentar" os geradores à diesel ao servir como backup de sistemas de energia em momentos de falha na rede. De acordo com o âncora, o sistema de armazenamento dará autonomia ao produtor de energia solar fotovoltaica com opções de armazenar e vender energia excedente.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante dois momentos do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Como tem avançado a regulação para inversores híbridos? Já é possível desenvolver sistemas de geração distribuída com armazenamento utilizando esta tecnologia?

Markus Vlasits: O inversor híbrido é um tema estratégico, que trará maior competitividade aos sistemas fotovoltaicos. Porém, do ponto de vista de normas técnicas, há ainda uma lacuna em termos de regulamentação, resultando na falta de segurança a investidores.

Há críticas à tecnologia de lítio e outras tecnologias por não terem processos de reciclagem adequados. As tecnologias de armazenamento são de fato sustentáveis?

Markus Vlasits: Baterias são muito diferentes quimicamente. O primeiro ponto a se observar é o cobalto - material problemático em termos de mineração e produção. Desta forma, o primeiro objetivo seria reduzir e eliminar o cobalto.
O segundo ponto é a reciclagem de lítio, que ainda não foi efetuada dado o tamanho reduzido do mercado. Há processos comprovados de reciclagem de lítio em baterias usadas e estes serão implementados com aumento da escala de produção de baterias. Uma aplicação positiva é a segunda vida de baterias de carros elétricos, para uso estacionário e, posteriormente, uma terceira vida na reciclagem e reaproveitamento das substâncias.
Sem dúvida, a reciclagem é a área de desenvolvimento e que envolverá esforços na melhoria da cadeia do Lítio, assim como a cadeia de reciclagem do Silício deverá ser aprimorada para a cadeia fotovoltaica.

Rodrigo Pedroso: Não basta que baterias sejam recicláveis, elas têm que ser de fato recicladas. Precisa-se criar as cadeias para esta atividade.

Rodrigo Sauaia: O Plano Nacional de Resíduos Sólido é uma lei que exige responsabilidade com descarte de resíduos de tecnologias. O setor fotovoltaico já começa a dar exemplo e fabricantes já possuem certificação de ciclo fechado. Sistemas fotovoltaicos e de armazenamento tem muito valor ao final de sua vida útil.

O crescimento do armazenamento da energia solar deixará o consumidor final mais livre? Será viável também para os pequenos consumidores?

Markus Vlasits: Temos projeto em ecoresort no qual o suprimento de energia elétrica é pouco confiável. Desejo por liberdade será fator importante para impulsionar decisão por soluções completas.

Rodrigo Pedroso: Gostaria de comemorar quando o consumidor de eletricidade for independente das concessionárias. O setor solar não pode ser medido em anos e sim em meses, por conta do dinamismo. A modernização do setor elétrico tem sido muito forte. Sem dúvida, teremos smart grids e possibilidade de bairros estarem desconectados do sistema, gerenciando e intercambiando energia internamente.

Rodrigo Sauaia: Há casos de consumidores que não conseguem aumentar produção por falta de acesso adequado à energia da rede, cuja decisão depende da distribuidora. Existe um mercado importante de consumidores que querem produzir mais, para os quais armazenamento aliado a energia fotovoltaica seria oportunidade.

Facilidades e desafios da implementação de armazenamento no Brasil

Para Markus Vlasits, a tendência é que a redução de preços de baterias continue, dada a alta demanda global e o aumento da cadeia produtiva deve gerar economia de escala, o que será muito positivo para o setor solar fotovoltaico. No caso do Brasil, a tributação é um desafio. Optou-se por tributar de forma pesada as baterias; o custo para a nacionalização destes equipamentos supera os 80% do valor total, o que inviabiliza muitos projetos.

Rodrigo Pedroso comentou que espera que diferentes tipos de investimentos sejam disponibilizados, pois a tecnologia já está madura para ir ao mercado. O “boom” da geração fotovoltaica a partir de 2015 se deu por viabilidade econômica, visto que os desafios tecnológicos já estavam superados. De acordo com o convidado, o desafio agora é ter project finance apropriado e arcabouço econômico para suportar esses projetos.

Jos Theuns comenta sobre a dificuldade de regulação ao redor do mundo

Em seu segundo vídeo, Jos Theuns falou sobre a dificuldade de aconselhar mudanças regulatórias em outros países. A regulação do setor elétrico é muito antiga em alguns lugares do mundo, como na Holanda. O empresário aconselha que ocorra a diferenciação de premissas de sistemas "atrás do medidor" e "na frente do medidor" e quem injeta energia na rede poderia ter incentivos.

Markus Vlasits complementou dizendo que o comentário de Theuns traz consolo no sentido de que o desafio de adequar o marco regulatório é global. É preciso regras claras sobre conexão de sistemas de projetos atrás do medidor, inexistentes hoje. Em relação a projetos na frente do medidor, é importante quantificar seus benefícios ao setor elétrico e gerar modelos de remuneração e contratação desses serviços. Há demanda reprimida para eles.

Rodrigo Pedroso informou que o Grupo de Trabalho de Armazenamento da ABSOLAR tem trabalhado constantemente para aprimorar o tema.

Tecnologia de NCM de Lítio é tema de terceiro vídeo de Jos Theuns

Jos Theuns falou sobre o uso da tecnologia de NCM de Lítio, a tecnologia mais bem sucedida. O empresário informou que há certa dificuldade em inserir outras tecnologias dado o custo de pesquisas. Segundo ele, o custo de desenvolver baterias apenas para um nicho encarece pesquisas e o valor final.

Markus Vlasits comentou que o Brasil não precisa esperar uma revolução tecnológica para mostrar viabilidade de armazenamento. “A bateria de lítio tem propriedades fascinantes, como descarga total sem que seja danificada”, afirmou. A mobilidade elétrica tem requisitos específicos: alta densidade elétrica e possibilidade de carga e descarga.

Rodrigo Sauaia complementou dizendo que, além do aprimoramento na regulamentação, financiamento e tributação, há trabalho importante em normativas técnicas, de forma a garantir que requisitos técnicos sejam atendidos e produtos superem expectativas de consumidor em qualidade e segurança.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores tiveram a oportunidade de duas salas privativas para participarem. A BV Financiamento e Ecori foram as empresas responsáveis por cada uma. Confira o que rolou em cada uma:

Sala BV - Financiamento para Energia Solar BV

Na sala da BV, o Superintendente Daniel Monteiro informou que a empresa preza pelas parcerias e visão da remuneração do ecossistema pelos serviços prestados. É o quinto maior banco privado do Brasil, com ações no atacado e varejo, e atua em linhas para pessoa física. A BV informou que financia equipamento e ainda mão de obra de sistemas fotovoltaicos, que consideram ser a lacuna do mercado. Daniel divulgou que promovem financiamento de 100% do projeto e prazo de 90 dias para primeira parcela, além de 72 meses para o pagamento total e taxas de 0,75% ao mês. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail solar@bv.com.br.

Sala Ecori - Desmistificando sistemas fotovoltaicos com microinversores

Na sala da Ecori, João Paulo Souza, especialista em energia solar fotovoltaica, falou sobre microinversores. Ele afirmou que o componente de confiabilidade é usado para sistemas interdependentes, nos quais falhas em componentes específicos podem gerar reações em cadeia. Este não é o caso dos sistemas fotovoltaicos com microinversores, já que cada componente funciona em paralelismo. Assim, no caso de mau funcionamento de um módulo ou inversor, os demais não falharão.

Segundo João Paulo, os microinversores não se aquecem excessivamente ao serem instalados no telhado, como se pensa, e nem são mais caros. A respeito do valor, é importante realizar uma análise completa. A Ecori colocou que é possível avaliar cada componente individualmente, o que torna muito mais fácil fazer um diagnóstico do sistema e identificar um possível problema, como sombreamento, por exemplo. Em alguns casos, a fácil identificação da ocorrência pode eliminar uma manutenção mais complexa.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside: Armazenamento de energia – Episódio 2 – Armazenamento: é para minha empresa?]]> http://absolar2.test/absolar-inside-armazenamento-de-energia-episodio-2-armazenamento-e-para-minha-empresa/ Mon, 19 Apr 2021 15:57:05 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9518

ABSOLAR Inside: Armazenamento de energia

Episódio 2 – Armazenamento: é para minha empresa?


Segundo episódio do ABSOLAR Inside traz o potencial de mercado das soluções de armazenamento e as perspectivas para o setor

O novo episódio do ABSOLAR Inside aconteceu no dia 27 de agosto, e apresentou a pergunta “Armazenamento: é para minha empresa?”. Para responder essa e outras dúvidas, o âncora e Coordenador do GT de Armazenamento da ABSOLAR, Markus Vlasits, se juntou aos convidados Marcel Haratz, CEO da Comerc ESCO, e Mathias Becker, Diretor-sócio da PowerHaus. Com apresentação da jornalista Priscila Brandão, o programa teve mais de 2.700 inscrições e ainda colocou em pauta as mudanças do setor causadas pela pandemia e o impacto sobre o potencial de mercado das soluções de armazenamento.

Confira abaixo o conteúdo técnico de tudo o que aconteceu neste segundo episódio da série.

Armazenamento é presente e futuro

O ABSOLAR Inside começou respondendo a uma dúvida do setor: armazenamento é só coisa do futuro? E a resposta de Markus Vlasits foi que o segmento já tem projetos implantados e está presente no País, principalmente, após a realização do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel. Marcel complementou a fala do âncora ao informar que a Comerc ESCO fundou a Micropower Comerc, a primeira empresa a oferecer serviço de bateria cobrando a parcela da economia de energia do consumidor. “Já temos cinco projetos no Brasil, levando economia, confiabilidade e soluções inovadoras para o mercado”, disse.

Como o cenário de Covid-19 está afetando o mercado de energia elétrica no Brasil?

Não há como falar do setor no presente sem comentar sobre o fator que rege o mundo todo no momento: a crise causada pela Covid-19. “Atravessamos uma das maiores pandemias da humanidade e precisamos debater como ela afeta a questão energética, a aplicação e a evolução de sistemas de armazenamento”, afirmou Markus.

No vídeo que Mathias Becker concedeu ao ABSOLAR Inside, foi destacada a queda significativa da demanda de eletricidade neste ano, o que gera desafios regulatórios. No entanto, segundo o Diretor-sócio da PowerHaus, esta redução deve se restabelecer ao longo do tempo. Com a pandemia, o planeta teve uma nova consciência sobre o meio ambiente – o que pode causar mais demandas de geração de energias sustentáveis e armazenamento.

Markus complementa a fala de Mathias relembrando o que foi dito no primeiro episódio do programa: o armazenamento traz liberdade e independência energética à sociedade neste momento de consciência. “Gostaria que o bilhete da autonomia nos ajude a viabilizar projetos, mas, sobretudo, ajude a melhorar a conta de eletricidade de usuários”, comentou.

Para Marcel, a bateria é um facilitador da inserção das energias renováveis na matriz energética brasileira, pois possibilita o armazenamento da energia solar gerada durante o dia e seu uso à noite. “Energia solar e bateria estabelecem uma parceria muito boa, na qual o consumidor pode produzir, ou prossumir energia”, complementou.

Papel da pandemia diante da procura por energias limpas

Mathias Becker informou em seu vídeo que a demanda por energia sustentável certamente trará maior procura por armazenamento. Por outro lado, há o impacto econômico nas empresas para que estas tecnologias sejam, de fato, introduzidas. Segundo o convidado, é possível que haja atraso nessa introdução, mas que a Covid-19 terá o papel de impulsionar a tendência no médio prazo. Para Markus, o reflexo da pandemia não é tão óbvio, mas enxerga o surgimento do tema da “sustentabilidade” com mais intensidade.

“Em alguns países e parcelas da sociedade, acontece uma mudança de perspectiva nesse sentido, com a facilitação de políticas públicas para armazenamento de energias renováveis. No curto prazo, o desafio prioritário é reerguer empresas e implementar medidas de ganho de competitividade e, nesse sentido, o armazenamento terá seu lugar” disse o âncora.

De acordo com Marcel, a redução do preço de bateria também é uma tendência, puxada pelo aumento da demanda pela eletromobilidade. Carros elétricos alimentados por energia solar fotovoltaica se beneficiariam em cenário de dificuldade de abastecimento com combustíveis fósseis, como vivenciado este ano em períodos de lockdown.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante dois momentos do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Como está a viabilidade de projetos de armazenamento com Tarifa Branca?

Markus Vlasits: A Tarifa Branca é uma modalidade voluntária para consumidores de energia em baixa tensão, sendo uma opção de tarifa mais barata fora da ponta e mais cara na ponta durante a noite. Há a possibilidade de benefícios em aplicações de armazenamento para esta tarifa. Projetos em baixa tensão, por exemplo, ganham muita viabilidade, quando acoplados a sistemas fotovoltaicos com o bônus de evitarem o consumo da rede e poderem armazenar energia para uso durante a ponta.

Marcel Haratz: A Tarifa Branca implica baterias um pouco menores e, consequentemente, mais caras. O armazenamento deste porte é mais difícil de ser viabilizado em comparação a projetos de médio porte. A lógica de aplicação faz sentido e o uso de bateria como forma de backup resulta na redução do uso do diesel, redução de custos de combustível e ganhos de sustentabilidade. O backup com sistemas de armazenamento é mais ágil que o uso de geradores a diesel, que requerem tempo de partida e, desta forma, reduzem-se riscos de falta de suprimento de eletricidade em atividades essenciais que poderiam ter perdas de insumos e produtos ou impactos à saúde humana.

Já existe alguma solução de armazenamento para ser usada em parques híbridos ou associados?

Marcel Haratz: Existem várias tecnologias, como Íon-litio, mais utilizada em carros, e baterias de fluxo, como Iron Flow e Vanadium Flow. As baterias que descarregam muito, tem como consequência a degradação e a redução da vida útil. Para aplicações de carga e descarga constante, recomenda-se a bateria de fluxo.

Na visão de vocês, existe alguma tecnologia além de baterias e usinas reversíveis que pode ser considerada competitiva no curto e médio prazo?

Markus Vlasits: Sim, as tecnologias de Fluxo, Ion-Lítio e Chumbo Ácido são as mais competitivas.

Marcel Haratz: Desconheço outras soluções competitivas. O fundo de investimento investiu recentemente em armazenamento por energia cinética, então teremos outras tecnologias e tempo de maturação até sua competitividade.

Teriam informações sobre o procedimento correto de segurança para a atuação de uma brigada de incêndio em edificações com sistema de armazenamento e energia fotovoltaica no telhado?

Markus Vlasits: Sistemas mal instalados podem pegar fogo. Em tese, não gostaríamos que a brigada de incêndio fosse acionada. Tecnologias têm perfis de risco diferentes e bateria de ferro-fosfato tem estabilidade maior. O conjunto de componentes de sistemas de armazenamento precisa ter segurança própria, tanto por software de detecção de aquecimento, como sistema automatizado de combate a incêndio, incluso em sistemas de armazenamento de primeira linha. Se tudo der errado, normas existem, por exemplo, nos mercados dos Estados Unidos e Alemanha. Nos EUA, o Corpo de Bombeiro tem desenvolvido normas técnicas em caso de incêndios de baterias de lítio.

Marcel Haratz: Cabe acrescentar que, muitas vezes, fabricantes não autorizam que instalações sejam feitas dentro de prédios, para minimizar problemas

Desafios para investimento no mercado de armazenamento

Mathias Becker revelou que existem três frentes estratégicas para a aceleração do mercado de armazenamento:

  1. Regulatória: explorando vantagens em aumentar qualidade de fornecimento pelo uso de sistemas de armazenamento e potencialização de uso de energias intermitentes;
  2. Financiamento: hoje recursos são financiados em conjunto com sistemas de geração ou sistemas de distribuidoras para redes. Reconhecimento do valor de serviços ancilares ajudará a estabelecer condições ideais de financiamento;
  3. Debate sobre conhecimento: disseminando o entendimento de que o armazenamento é versátil e tem funções para aplicações específicas

Marcel complementou dizendo que o tema “financiamento” precisa ser mais abordado, há a necessidade de criação de linhas específicas. É preciso intensificar o debate sobre o uso da bateria em múltiplas aplicações, como o gerenciamento da demanda de grandes consumidores e o suprimento de eletricidade em usos finais agrícolas como a irrigação, reduzindo a dependência do diesel. Segundo Markus, é preciso enxergar on-grid e off-grid de formas distintas quando se fala na questão regulatória. A bateria apresenta benefícios para os usuários, pois também estabiliza a rede.

“Subsidiamos a geração em sistemas isolados na conta de combustíveis fósseis; gastamos bilhões de reais na CCC, mas optamos por tributar a bateria em 80%. Tributamos insumos estratégicos que poderiam estar evitando o consumo e os gastos em combustíveis fósseis e temos debatido muito a importância sobre evolução de marco regulatório, considerando pouco destaque do PNE sobre o tema”, explicou o âncora.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores puderam participar de duas salas privativas com diferentes conteúdos, apresentados pelos parceiros BV e Ecori. Confira o que rolou em cada uma:

Sala BV - Financiamento para Energia Solar BV. Soluções rápidas e simples para financiar seu projeto

Na sala da BV, a Diretora do Meu Financiamento Solar, Carolina Reis, apresentou a nova plataforma, adequada para instaladores e integradores que ofertam linhas à clientes. Com o serviço, que será lançado em 1º de setembro, será possível acompanhar propostas em tempo real. A plataforma ainda possui vários simuladores: de financiamento, simulador solar e de parcelas, além do status de propostas pendentes, aprovadas e recusadas – com a opção de que estas sejam salvas para que possam ser posteriormente revertidas. Os leads aprovados são direcionados aos parceiros. O diferencial do financiamento solar é que o processo é totalmente digital, com 0,69% de juros ao mês e parcelas em muitos casos inferior ao que o cliente pagaria na conta de eletricidade. As taxas não variam de acordo com perfil do cliente.

Como integrar o simulador da BV em meu site?
A BV fornece um código-fonte para rodar em outros sites, sendo possível simular em tempo real. O uso do simulador é gratuito.

É preferível atuar por correspondente bancário ou por meio do financiamento BV?
Com o financiamento BV, há uma equipe especializada para conduzir propostas e converter clientes. Entre em contato pelo e-mail contato@meufinanciamentosolar.com.br.

Sala Ecori - Segurança e eficiência em instalações de pequenos a grandes sistemas

A sala da Ecori contou com a apresentação do Rodrigo Matias, Diretor Comercial da Ecori, que falou sobre a solução de microinversores APSystems, que simplificam o projeto do sistema fotovoltaico. A solução conta com nível de proteção IP67 e potting. Com o sistema, é possível monitorar cada módulo fotovoltaico remotamente, garantindo uma maior facilidade na detecção e prevenção de falhas. Durante a sala privativa, a Ecori também apresentou as soluções de equipamentos Solaredge, que, com desmembramento em vários pequenos dispositivos, otimizadores e inversores, apresenta um grande paralelo entre segurança e eficiência, reduzindo o custo de sistema. Como mecanismo de segurança, utiliza o Safe DC, para a redução automática do nível de corrente contínua do sistema em caso de falhas.

Qual a eficiência dos inversores?
Com base em estudos imparciais de entidades renomadas no setor, como o da NREL: “Photovoltaic Shading Testbed for Module-Level Power Electronics: 2016 Performance Data Update”, os microinversores geram mais energia e têm um desempenho muito maior que inversores String.

Quais os benefícios de se investir em microinversores para sistemas fotovoltaicos?
Atualmente, com a pandemia de Covid-19, muito se fala sobre investimentos seguros, que devem se basear em três pilares: maximizar receitas, diminuir despesas e mitigar riscos. Pilares que, segundo a Ecori, são atingidos com o investimento em microinversores. Há aumento de receita, na medida que há maior geração de energia, e a possibilidade de inclusão de mais módulos fotovoltaicos, principalmente em telhados com características de recorte nos quais é mais difícil se instalar sistemas String.

Como seria feito o SPDA para as plantas FV?
Em uma residência, é possível ter um sistema de ar-condicionado, um sistema de água, um sistema fotovoltaico, entre outros. O SPDA, da mesma forma, é um outro sistema, portanto, quem instala o sistema FV, não é obrigado a instalar este sistema. Se houver a necessidade de um SPDA, é possível que o integrador notifique o cliente, ou até mesmo indique uma empresa.

Afinal, o armazenamento é para a minha empresa?

De acordo com Markus Vlasits, podemos enxergar o mercado de energia em baixa e média tensão cativas e alta tensão no mercado livre e off-grid. Se a sua empresa é consumidora de média tensão cativa – como shoppings, restaurantes e clínicas – a resposta é sim. No Nordeste do Brasil, as condições tarifárias favorecem ainda mais o armazenamento. Outras aplicações viáveis, são em sistemas fotovoltaicos off-grid de médio e grande porte para atividades agropecuárias e de mineração.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside: Armazenamento de energia – Episódio 3 – Como fazer acontecer]]> http://absolar2.test/absolar-inside-armazenamento-de-energia-episodio-3-armazenamento-como-fazer-acontecer/ Fri, 23 Apr 2021 13:53:42 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9560

ABSOLAR Inside: Armazenamento de energia

Episódio 3 – Como fazer acontecer


Terceiro e último episódio do ABSOLAR Inside fala sobre os projetos pioneiros de armazenamento do Brasil

O terceiro episódio do ABSOLAR Inside aconteceu na última quinta-feira, 3 de setembro, e trouxe aos espectadores um panorama dos projetos de armazenamento que existem no Brasil e as oportunidades e desafios da área. A jornalista Priscila Brandão e o âncora e Coordenador do GT de Armazenamento da ABSOLAR, Markus Vlasits, falaram com os convidados Marcio Takata, Diretor da Greener; e Ricardo Rüther, Professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O último episódio da série de armazenamento do ABSOLAR Inside teve mais de 3.200 inscritos!

Confira abaixo o conteúdo técnico de tudo o que aconteceu neste episódio:

Aplicações em armazenamento devem tornar o segmento cada vez mais presente no País

Markus Vlasits abriu o programa falando sobre o poder transformador do armazenamento químico e das baterias de alta performance, que possibilitaram até mesmo o uso de internet móvel e de aplicativos. Essa transformação está cada vez mais presente, principalmente nos setores elétrico e de eletromobilidade. Aproveitando a participação de Marcio Takata, Markus perguntou a ele quem são os pioneiros de armazenamento e quais os projetos da primeira geração. O diretor da Greener respondeu que o segmento está começando a ter relevância no Brasil e terá cada vez mais espaço nos próximos anos. Atualmente, já são observadas aplicações importantes, como soluções off-grid, projetos que permitem a redução de despesas de consumidores e novos modelos de negócios a partir do armazenamento, que estão sendo estruturados por empreendedores.

Baterias de segunda vida são tema de estudo da UFSC

Ricardo Rüther contou que, no laboratório da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), há um estudo sobre as baterias Nissan, de veículos elétricos, para o projeto de baterias de segunda vida. Como resultado, perceberam que é possível ter disponibilidade de 15 GWh-ano para segunda vida em 2025 e 100 GWh-ano em 2030. As características de funcionamento destes materiais são plenas e eles podem ser usados em aplicações estacionárias. Markus comentou que a iniciativa da UFSC é muito interessante e relembrou dois temas-chave abordados nos episódios anteriores do ABSOLAR Inside: custo e reciclagem e baterias de segunda vida. Do ponto de vista técnico, há desafios a serem superados, como o fato de baterias envelhecerem de forma diferente e a necessidade do uso de software para maximizar o uso dessas baterias. No horizonte de tempo de 5 a 10 anos, haverá disponibilidade de baterias para uso estacionário. Marcio Takata complementou dizendo que a conexão da área de armazenamento com mercado automobilístico é importante, considerando-o como vetor do desenvolvimento tecnológico.

Convidados comentam os desafios diante dos projetos no mercado

De acordo com Rüther, o maior desafio para a implementação de projetos é a disponibilidade de baterias no mercado, que é muito aquecido dada a queda de preços. “Temos dificuldade em atender prazos de projetos e a variação cambial também é um problema grande”, afirma. Em relação à regulamentação, projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) têm contribuído para a construção e evolução de iniciativas.

Marcio Takata comentou a fala do professor da UFSC dizendo que, apesar dos desafios, há condições bastante atrativas em regiões do Brasil, para diferentes perfis de consumidores. “Há casos de aplicação entregando maior confiabilidade e redução de despesas para consumidores. A visão que eu tenho hoje é que a evolução vai acontecer mais rápido do que imaginávamos antes”, disse. Segundo Markus, Rüther não mencionou durabilidade, aplicabilidade ou segurança, o que indica que a parte tecnológica está pacificada e a solução está pronta para ser utilizada. "É importante otimizar projetos para que sua utilização ganhe escala", afirma o âncora.

Cada cliente é um projeto

Rüther aconselhou que, quem pensa em implementar projetos, procure clientes que justifiquem o uso intensivo da bateria de lítio. O professor afirmou que, de acordo com a tarifa, faz sentido usar sistema de armazenamento para competir com tarifa na ponta. Markus completou que a fala de Rüther se tratava de aplicação clássica atrás do medidor. No ponto de vista do âncora e Coordenador do GT de Armazenamento da ABSOLAR, avaliar um projeto de armazenamento passa por avaliar o contexto do cliente. “Por exemplo, um centro de logística no estado de São Paulo começou como um projeto fotovoltaico, mas o cliente cogitou o uso de geração a diesel e mostramos a ele que sistema híbrido de fotovoltaica com baterias tira a dor de cabeça de manutenção e operação, além de ter um custo melhor do que a operação a diesel 24 horas”, disse.

Para Takata, existe o sentido econômico à muitos consumidores, não apenas para o gerenciamento da demanda, mas também complementando este benefício com outros. Isso traz vantagens econômicas, estabilidade à rede elétrica local e benefícios que são estendidos aos demais consumidores. Em algumas situações, já se viabiliza o conjunto de solar com armazenamento, inclusive, para aplicações de média tensão.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante dois momentos do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Existe a possibilidade de utilização de carros elétricos para arbitragem entre as tarifas ponta e fora ponta?

Markus Vlasits: Este é um ponto de aplicação interessante. Nos Estados Unidos, se chama "vehicle to grid" e já há projetos-piloto no Japão e na Dinamarca. Este segundo é um país pequeno, com bastante geração eólica, que é uma fonte energética intermitente. Baterias tanto estacionárias como móveis são usadas para gerenciar esta energia. Em um futuro não muito distante, consumidores, como nós, pagaremos tarifas binômias mais baratas de dia e mais caras à noite. Poderemos carregar nosso veículo elétrico de dia e utilizar energia à noite. O veículo elétrico prestará serviço de estabilização à rede. Por exemplo, o carro elétrico é carregado durante um jantar em um restaurante e potencialmente torna o jantar “grátis” por estar prestando serviços à rede.

Marcio Takata: O veículo elétrico fará parte de recursos elétricos distribuídos. A monetização para esse tipo de aplicação depende de regulação.

Quais seriam as aplicações diferentes à off-grid que o Marcio comentou? Quais os tipos aplicáveis aos consumidores B?

Markus Vlasits: Aplicações conectadas à rede se distinguem entre atrás do medidor e em frente do medidor. Em relação ao grupo B, são atrás do medidor, onde vislumbramos três funcionalidades básicas: injetar energia em momentos em que a eletricidade é muito cara, fazer gestão da demanda e fazer backup de energia. No caso do grupo B, mencionamos no episódio anterior sobre a possibilidade da tarifa branca, na qual aplicações são válidas. Em muitos locais turísticos brasileiros, a qualidade de energia é baixa, o que beneficia o backup.

Marcio Takata: Um exemplo de backup na classe B foi utilizado na Greener e está sendo fundamental. Temos atividades sensíveis a prazo, nas quais a falta de energia tem forte impacto. Neste caso, o retorno de investimento em sistema de armazenamento se mostra muito grande, nos garantindo a possibilidade de mantermos nossas atividades em caso de queda de energia. Grande parte de consumidores em média tensão fazem uso de tarifas diferenciadas por horário. A solução de arbitragem é modelo de negócio bastante atrativo para diferentes regiões e concessionárias do Brasil, em progressão à redução do Capex dos sistemas de armazenamento. A redução de demanda é outra aplicação interessante. Em caso de limitações de acesso à rede de distribuição, soluções de armazenamento podem aumentar a autonomia do consumidor.

Markus Vlasits: Duas aplicações interessantes no médio prazo são os serviços ancilares, com o uso de bateria não apenas para que usuário se proteja contra oscilações, mas que estabilizem a rede para terceiros. Outro exemplo é a introdução do PLD horário, que acontecerá no ano que vem, no qual consumidores terão preço diferenciado a cada hora.

Poderiam comentar também sobre armazenagem utilizando processos mecânicos e/ou térmicos, além dos eletroquímicos?

Markus Vlasits: Quando falamos de armazenamento não-eletroquímico, temos processos mecânicos, térmicos e também o exemplo de PCHs reversíveis, por meio do armazenamento de água. Há vários projetos de armazenamento mecânico, a partir do uso de blocos de concreto. São instalações grandes, enquanto baterias eletroquímicas são compactas e práticas.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores puderam participar de duas salas privativas com diferentes conteúdos, apresentados pelos parceiros BV e Ecori. Confira o que rolou em cada uma:

Sala BV - Economia no mercado de energia solar

Na sala BV, tivemos a apresentação do Roberto Padovani, Economista Chefe da BV, trazendo o motivo pelo qual a BV considera o mercado fotovoltaico como estratégico para a BV, para o Brasil e para consumidores.

Vivemos em um país com um histórico de choques de custos e volatilidade histórica das tarifas de eletricidade. Há grande pressão por controle de custos e aumento de eficiência em empresas. Adicionalmente, contratos de fornecimento de eletricidade são expostos a choques cambiais. Todos estes problemas representam oportunidade para consumidores, com juros baixos e dólar em queda, o que irá baratear ainda mais os equipamentos.

O mercado de energia é marcado por incertezas regulatórias e ambientais. Em 2012, foi forçada queda de tarifas, que depois foram realinhadas entre 2014 e 2015. Há restrições para a produção de usinas hidrelétricas e problemas hidrológicos por conta do regime de chuva. Nesses momentos, mais energia é gerada por termelétricas, o que contribui para o aumento do preço da eletricidade.

A contração de renda no País é a maior desde 2006. Atualmente, o faturamento das empresas está se recuperando, mas ainda está em níveis recessivos. Juros reais estão negativos pela primeira vez no Brasil e os juros futuros também tendem a ser baixos.

A BV analisou que os movimentos atuais de câmbio, assim como a taxa real do câmbio indicam que o dólar deve cair e voltar a ter média histórica. Juros e financiamento barato aliados à queda de preço de equipamentos importados fotovoltaicos são excelentes oportunidades para investir em sistemas fotovoltaicos no momento.

Sala Ecori - O que uma distribuidora de equipamentos pode fazer por você, seu negócio e seus clientes

A sala privativa da Ecori abordou as melhores práticas de fornecedores e contou com uma apresentação do Leandro Martins, Presidente da Ecori. Segundo ele, ao se escolher uma empresa fornecedora é importante que sejam prestados serviços para além da importação e venda do produto.

A Ecori tem uma equipe que presta suporte ao revendedor, um departamento comercial com engenheiros eletricistas, que conseguem entender em um nível mais profundo as questões tecnológicas e de projeto. A empresa também realiza um trabalho de curadoria, buscando novos equipamentos para serem trazidos ao Brasil.

Outro benefício é uma equipe de apoio ao revendedor, que consegue atuar até mesmo contribuindo em reuniões de fechamento de propostas com clientes. Assim, a empresa se sente mais confortável em saber que a fornecedora dos equipamentos está engajada com o tema. O revendedor da Ecori pode vender sem ter estoque, que é coberto pela empresa. Muitos entendem o passivo de se vender para o cliente final, já que ele busca o melhor preço e qualidade, muitas vezes sem saber os parâmetros da qualidade. Deve ser um objetivo de todos trabalhar a educação do consumidor, já que uma venda levará a outra.

Quais são os próximos passos da ABSOLAR no mercado de armazenamento?

Markus explicou que a ABSOLAR pretende contratar uma consultoria especializada para quantificar benefícios de diferentes formas de armazenamento para o setor elétrico brasileiro. A associação irá provocar os tomadores de decisão com proposta de políticas públicas. O âncora chamou os associados da ABSOLAR a participarem do projeto, com cotas diferenciadas de participação e vantagens específicas, como informações internas, associação de marca a tema em crescimento e acesso às reuniões com tomadores de decisão. “Temos na ABSOLAR um grupo muito ativo de armazenamento, junte-se a nós”, finaliza.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia – Episódio 1 – Solar no mercado livre de energia: a nova fronteira]]> http://absolar2.test/absolar-inside-mercado-livre-de-energia-episodio-1-solar-no-mercado-livre-de-energia-a-nova-fronteira/ Mon, 26 Apr 2021 19:35:39 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9759

ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia

Episódio 1 – Solar no mercado livre de energia: a nova fronteira


Lançamento da nova temporada do programa ABSOLAR Inside traz informação de qualidade sobre o Mercado Livre de Energia

O primeiro episódio do ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia foi ao ar no dia 3 de novembro de 2020. A jornalista Priscila Brandão apresentou o programa de TV digital ao lado do âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin. Os convidados Ricardo Barros, Head of Country da Lightsource BP; Pedro Vaquer, CEO da Solatio; e Alecio Barreto, CEO da Carpe Vie, falaram sobre o cenário atual da energia solar fotovoltaica no mercado livre de energia. Essa nova temporada do programa da ABSOLAR é uma continuidade do sucesso da primeira, quando o tema foi Armazenamento e abriu as portas para um formato revolucionário de informação dentro do setor.

Confira abaixo o resumo de tudo o que aconteceu no episódio de estreia.

A diferença entre o mercado regulado e o mercado livre de energia

No início do programa, Marcio Trannin explicou como o setor de energia se acostumou a crescer por meio de leilões regulados, com demanda estabelecida a partir da declaração das distribuidoras de energia elétrica ao governo. Nestes leilões, o governo convida os agentes com o objetivo de cumprir as necessidades de energia elétrica, por meio de um contrato, sobre o qual o agente gerador tem pouco ou nenhum poder de barganha. Já no mercado livre de energia, segundo Trannin, a demanda de energia é estabelecida por meio das necessidades dos clientes e suprida em negociações bilaterais. Nestas negociações, dadas as exigências diferentes de cada cliente, o agente gerador tem de estar mais apto a flexibilizar condições.

Ricardo Barros complementou a análise sob a visão do consumidor, que, no mercado cativo, só pode comprar energia da distribuidora, a preços pré-definidos e regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por outro lado, no mercado livre de energia, que, de maneira simplificada, é restrito a consumidores a partir de 500 kW de demanda contratada, o consumidor pode contratar sua energia livremente, a exemplo do que acontece no mercado de telefonia. Neste segmento, ele também ganha poder de negociação, podendo estabelecer os critérios contratuais, como penalidades, condições técnicas, preços, prazos etc. Atualmente, este mercado corresponde a 30% da energia consumida no Brasil, com alto potencial de expansão.

Pedro Vaquer fala sobre as oportunidades e desafios da energia solar fotovoltaica no ACL

O CEO da Solatio afirmou que a financiabilidade é um grande desafio. Desta forma, o agente gerador deve selecionar com cuidado a contraparte, já que existe uma oferta limitada de projetos e uma demanda maior. Segundo Pedro Vaquer, a fonte solar fotovoltaica está ficando mais barata, sendo uma das mais competitivas. No submercado Sudeste, por exemplo, ela já é a mais competitiva. Isso implica que, desde que o sistema comporte uma alta penetração de renováveis variáveis, o crescimento se torna bem interessante. Neste contexto, a expectativa de Vaquer para a fonte fotovoltaica é uma forte expansão nos próximos anos.

De acordo com Marcio Trannin, o mercado regulado vem com uma contraparte muito forte: o próprio governo ou ainda um conjunto de distribuidoras. Já no mercado livre de energia, o risco se torna maior quando a contraparte deixa de ser a mesma, tornando a financiabilidade um dos desafios para os agentes. Ainda que o crescimento da solar fotovoltaica acarrete desafios operacionais ao sistema, a literatura internacional aponta que eles podem ser facilmente superados. A abundância do recurso da fonte solar fotovoltaica permite que sejam atendidos pontos na rede, de acordo com a necessidade do cliente e do próprio sistema.

Ricardo Barros complementou dizendo que o grande desafio e a grande virtude da energia solar fotovoltaica é se adaptar ao cliente, tanto aos tipos de contrato, quanto ao local de entrega. A fonte é muito competitiva no Brasil inteiro e os resultados no mercado livre de energia têm mostrado isso.

É possível mapear os agentes que atuam no mercado livre de energia?

Marcio Trannin afirmou que os agentes que atuam no mercado livre de energia não mudam muito em comparação ao mercado regulado. No entanto, diferente do mercado regulado, no mercado livre o primeiro pilar fundamental é o consumidor, que tem se mostrado exigente. O segundo pilar é o desenvolvedor do projeto. Neste segmento, o vencedor não é o melhor projeto, mas o melhor projeto para determinado cliente. O terceiro pilar é o agente financiador, que tem de se reinventar, já que a dinâmica do mercado é diferente.

Para Ricardo Barros, o mercado estava acostumado a participar de dois ou três leilões por ano e vender a energia com contratos bancáveis de vinte anos, que os bancos financiavam bem. Agora, a realidade tem sido atender a diferentes perfis de consumidor. “O desafio neste cenário é fazer um mix de contratos de tal forma a equilibrar a bancabilidade, a rentabilidade dos projetos e, ainda assim, se adequar às necessidades do cliente”, disse. Por outro lado, o mercado tem visado a digitalização. Segundo o Country Manager da Light Source BP, no futuro, as empresas poderão comprar energia digitalmente, como hoje acontece com pacotes de internet no mercado de telefonia móvel.

Alecio Barreto fala sobre o risco de conexão

O CEO da Carpe Vie mencionou que, em apenas três meses após a emissão da nota de conexão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diversos projetos tiveram conexão negada. Segundo ele, para evitar o risco, os empreendedores têm de fazer estudos e revisá-los constantemente. “É necessário sempre estar atento a oportunidades e desafios, de modo a mitigar este risco, já que ainda não se tem mecanismos para mapear os projetos no mercado livre de energia na margem de conexão” disse.

A discussão tem acontecido entre as entidades do setor elétrico, para que sejam sinalizados locais com demanda acima do esperado. Atualmente, a conexão só é garantida com a assinatura dos contratos CUST e CCT. O ONS já está antecipando o problema e considerando para análises internas a possibilidade de contabilizar projetos ainda em trâmite, com solicitação de acesso solicitada.

Segundo Alecio Barreto, para o caso do Norte de Minas, é necessário um planejamento profundo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para subsidiar o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel, de modo a estabelecer novos leilões de transmissão. Até que estes leilões aconteçam e as novas linhas estejam operacionais, haverá um atraso de alguns anos.

Trannin comentou que este problema não ocorre apenas no Brasil. “O esforço para crescimento da rede tem de acompanhar o crescimento das energias renováveis; é necessário parar de pensar no Brasil nos moldes do mercado regulado, quando os leilões permitiam tempo para planejamento”, afirmou. Para o Vice-Presidente da ABSOLAR, será necessário olhar áreas do Brasil mais propensas ao crescimento e criar a infraestrutura de transmissão necessária nesses locais.

Tendo em vista o investimento e os empregos gerados pela energia solar fotovoltaica no Brasil, Ricardo Barros considera que será essencial antecipar a construções das linhas de transmissão, para que a expansão da fonte continue a gerar empregos e investimentos. Nesse sentido, a ABSOLAR está trabalhando junto à EPE e ONS. Adicionalmente, ele destacou a importância de uma boa escolha do fornecedor de energia. “Em MG, por exemplo, considerando as outorgas e despachos de registro de outorga (DRO), há mais de 30GW e o consumidor tem de escolher uma parte sólida que tenha capacidade de tocar os projetos”, explicou.

O investidor entre o mercado livre de energia e o ambiente de contratação regulada

Para Marcio Trannin, a isonomia torna-se fundamental para o investidor, que é o mesmo nos mercados livre de energia e regulado. Se um determinado agente desenvolve um projeto no mercado livre de energia em um dado ponto de conexão, a ocorrência de um leilão naquele mesmo ponto pode provocar a perda do ponto, bem como dos montantes investidos. Outro problema é metodologia de cálculo da TUST, diferente entre mercado livre de energia e ambiente de contratação regulada. A ABSOLAR tem defendido a previsibilidade e a isonomia entre os dois mercados, já que ambos terão de coexistir.

Para Ricardo Barros, a TUST é o maior custo operacional de uma usina solar fotovoltaica, com os custos superiores aos de toda a operação e manutenção das usinas. “O gerador poderia ser mais competitivo no fornecimento de energia ao cliente se fosse adotada outra metodologia. Adicionalmente, é importante garantir a isonomia na contratação dos leilões regulados”, afirmou. Ao se analisar a contratação dos últimos leilões e dos planos de expansão realizados pela EPE, ainda que a energia solar fotovoltaica seja a fonte mais competitiva, apresenta uma contratação inferior às outras fontes, imputando maiores custos de energia elétrica aos consumidores.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e a Jinko. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

A CLAMPER, empresa 100% brasileira, fundada em 1991, trabalha com Dispositivos de Proteção contra surtos elétricos (DPS). Segundo a apresentação do Thiago Gomes, Coordenador de Suporte Técnico da CLAMPER, a proteção de sistemas solares fotovoltaicos contra descargas elétricas pode ser feita calculando o período entre uma descarga elétrica e outra.

Este cálculo pode ser feito de duas formas: pela incidência de raios no módulo fotovoltaico ou em um raio de 500m ao redor dos módulos fotovoltaicos. Independentemente dos cálculos utilizados, é necessária a utilização de Dispositivos de Proteção conta Surtos (DPS) para proteger o sistema das oscilações de corrente que as descargas atmosféricas podem trazer

Sala Jinko Solar - Diferenciais técnicos dos produtos Jinko

Nesta sala, Gustavo Silva, Gerente Técnico da Jinko, apresentou as diferenças entre os módulos solares fotovoltaicos da Jinko em relação aos concorrentes no mercado. Ele afirmou que a empresa se baseia em uma pirâmide, cuja base é a durabilidade, seguida da confiabilidade e da potência. A durabilidade é garantida por um processo de fabricação avançado e o uso de componentes de qualidade.

Segundo ele, em um módulo fotovoltaico, as falhas acontecem com maior probabilidade por conta do backsheet que, no caso da Jinko, utiliza o Tedlar, da marca Dupont - considerada por estudos como a tecnologia que apresenta a menor probabilidade de falhas. Adicionalmente, ele apresentou a nova linha de módulos da Jinko: Tiger e Tiger Pró.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante um momento do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Como o mercado está enxergando e criando soluções para a financiabilidade dos projetos no ACL, dado o curto/médio prazo dos PPAs?

Ricardo Barros: não existe uma solução única de mercado. Cada projeto é específico e depende do risco de crédito dos clientes, do agente financiador e bancos que concederão a fiança bancária. O mercado tem visto, inclusive, clientes fornecendo garantias. Ainda assim, para 90% dos projetos, os recursos têm vindo do BNDES, BNB e, eventualmente, de alguma complementação com debêntures. A inovação do mercado tem acontecido em negociações que aumentam a lucratividade e a bancabilidade

Como o dólar e o mercado chinês de módulos fotovoltaicos estão afetando o Capex dos projetos e o preço final da energia para o mercado livre de energia?

Marcio Trannin: o câmbio tem um forte impacto nos projetos, especialmente porque o mercado trabalha com importações. É natural que um câmbio instável faça com que a previsibilidade do Capex seja difícil, mas este é um desafio de todo o setor. Tanto no mercado regulado como no mercado livre de energia, tem-se utilizado hedge, que não é um produto barato. Neste segmento, é possível gerar outros mecanismos. Existem casos nos quais o próprio consumidor se sente à vontade para compartilhar alguns tipos de risco. Em alguns momentos, também são estipulados mecanismos que permitem a flutuação de preços, indexados ao dólar, dentro de limites mínimos e máximos aceitáveis no contrato.

Ricardo Barros: este risco trouxe ideias fora da caixa. Existem mecanismos contratuais indexados ou ajustados no longo prazo, em dólar, que funcionam como um hedge natural, tanto para o agente gerador como para o consumidor, que por vezes também exporta e tem receita em dólar.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia – Episódio 1 – Solar no mercado livre de energia: a nova fronteira]]> http://absolar2.test/absolar-inside-mercado-livre-de-energia-episodio-1-solar-no-mercado-livre-de-energia-a-nova-fronteira-2/ Tue, 22 Jun 2021 18:21:51 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9784

ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia

Episódio 1 – Solar no mercado livre de energia: a nova fronteira


Lançamento da nova temporada do programa ABSOLAR Inside traz informação de qualidade sobre o Mercado Livre de Energia

O primeiro episódio do ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia foi ao ar no dia 3 de novembro de 2020. A jornalista Priscila Brandão apresentou o programa de TV digital ao lado do âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin. Os convidados Ricardo Barros, Head of Country da Lightsource BP; Pedro Vaquer, CEO da Solatio; e Alecio Barreto, CEO da Carpe Vie, falaram sobre o cenário atual da energia solar fotovoltaica no mercado livre de energia. Essa nova temporada do programa da ABSOLAR é uma continuidade do sucesso da primeira, quando o tema foi Armazenamento e abriu as portas para um formato revolucionário de informação dentro do setor.

Confira abaixo o resumo de tudo o que aconteceu no episódio de estreia.

A diferença entre o mercado regulado e o mercado livre de energia

No início do programa, Marcio Trannin explicou como o setor de energia se acostumou a crescer por meio de leilões regulados, com demanda estabelecida a partir da declaração das distribuidoras de energia elétrica ao governo. Nestes leilões, o governo convida os agentes com o objetivo de cumprir as necessidades de energia elétrica, por meio de um contrato, sobre o qual o agente gerador tem pouco ou nenhum poder de barganha. Já no mercado livre de energia, segundo Trannin, a demanda de energia é estabelecida por meio das necessidades dos clientes e suprida em negociações bilaterais. Nestas negociações, dadas as exigências diferentes de cada cliente, o agente gerador tem de estar mais apto a flexibilizar condições.

Ricardo Barros complementou a análise sob a visão do consumidor, que, no mercado cativo, só pode comprar energia da distribuidora, a preços pré-definidos e regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por outro lado, no mercado livre de energia, que, de maneira simplificada, é restrito a consumidores a partir de 500 kW de demanda contratada, o consumidor pode contratar sua energia livremente, a exemplo do que acontece no mercado de telefonia. Neste segmento, ele também ganha poder de negociação, podendo estabelecer os critérios contratuais, como penalidades, condições técnicas, preços, prazos etc. Atualmente, este mercado corresponde a 30% da energia consumida no Brasil, com alto potencial de expansão.

Pedro Vaquer fala sobre as oportunidades e desafios da energia solar fotovoltaica no ACL

O CEO da Solatio afirmou que a financiabilidade é um grande desafio. Desta forma, o agente gerador deve selecionar com cuidado a contraparte, já que existe uma oferta limitada de projetos e uma demanda maior. Segundo Pedro Vaquer, a fonte solar fotovoltaica está ficando mais barata, sendo uma das mais competitivas. No submercado Sudeste, por exemplo, ela já é a mais competitiva. Isso implica que, desde que o sistema comporte uma alta penetração de renováveis variáveis, o crescimento se torna bem interessante. Neste contexto, a expectativa de Vaquer para a fonte fotovoltaica é uma forte expansão nos próximos anos.

De acordo com Marcio Trannin, o mercado regulado vem com uma contraparte muito forte: o próprio governo ou ainda um conjunto de distribuidoras. Já no mercado livre de energia, o risco se torna maior quando a contraparte deixa de ser a mesma, tornando a financiabilidade um dos desafios para os agentes. Ainda que o crescimento da solar fotovoltaica acarrete desafios operacionais ao sistema, a literatura internacional aponta que eles podem ser facilmente superados. A abundância do recurso da fonte solar fotovoltaica permite que sejam atendidos pontos na rede, de acordo com a necessidade do cliente e do próprio sistema.

Ricardo Barros complementou dizendo que o grande desafio e a grande virtude da energia solar fotovoltaica é se adaptar ao cliente, tanto aos tipos de contrato, quanto ao local de entrega. A fonte é muito competitiva no Brasil inteiro e os resultados no mercado livre de energia têm mostrado isso.

É possível mapear os agentes que atuam no mercado livre de energia?

Marcio Trannin afirmou que os agentes que atuam no mercado livre de energia não mudam muito em comparação ao mercado regulado. No entanto, diferente do mercado regulado, no mercado livre o primeiro pilar fundamental é o consumidor, que tem se mostrado exigente. O segundo pilar é o desenvolvedor do projeto. Neste segmento, o vencedor não é o melhor projeto, mas o melhor projeto para determinado cliente. O terceiro pilar é o agente financiador, que tem de se reinventar, já que a dinâmica do mercado é diferente.

Para Ricardo Barros, o mercado estava acostumado a participar de dois ou três leilões por ano e vender a energia com contratos bancáveis de vinte anos, que os bancos financiavam bem. Agora, a realidade tem sido atender a diferentes perfis de consumidor. “O desafio neste cenário é fazer um mix de contratos de tal forma a equilibrar a bancabilidade, a rentabilidade dos projetos e, ainda assim, se adequar às necessidades do cliente”, disse. Por outro lado, o mercado tem visado a digitalização. Segundo o Country Manager da Light Source BP, no futuro, as empresas poderão comprar energia digitalmente, como hoje acontece com pacotes de internet no mercado de telefonia móvel.

Alecio Barreto fala sobre o risco de conexão

O CEO da Carpe Vie mencionou que, em apenas três meses após a emissão da nota de conexão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diversos projetos tiveram conexão negada. Segundo ele, para evitar o risco, os empreendedores têm de fazer estudos e revisá-los constantemente. “É necessário sempre estar atento a oportunidades e desafios, de modo a mitigar este risco, já que ainda não se tem mecanismos para mapear os projetos no mercado livre de energia na margem de conexão” disse.

A discussão tem acontecido entre as entidades do setor elétrico, para que sejam sinalizados locais com demanda acima do esperado. Atualmente, a conexão só é garantida com a assinatura dos contratos CUST e CCT. O ONS já está antecipando o problema e considerando para análises internas a possibilidade de contabilizar projetos ainda em trâmite, com solicitação de acesso solicitada.

Segundo Alecio Barreto, para o caso do Norte de Minas, é necessário um planejamento profundo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para subsidiar o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel, de modo a estabelecer novos leilões de transmissão. Até que estes leilões aconteçam e as novas linhas estejam operacionais, haverá um atraso de alguns anos.

Trannin comentou que este problema não ocorre apenas no Brasil. “O esforço para crescimento da rede tem de acompanhar o crescimento das energias renováveis; é necessário parar de pensar no Brasil nos moldes do mercado regulado, quando os leilões permitiam tempo para planejamento”, afirmou. Para o Vice-Presidente da ABSOLAR, será necessário olhar áreas do Brasil mais propensas ao crescimento e criar a infraestrutura de transmissão necessária nesses locais.

Tendo em vista o investimento e os empregos gerados pela energia solar fotovoltaica no Brasil, Ricardo Barros considera que será essencial antecipar a construções das linhas de transmissão, para que a expansão da fonte continue a gerar empregos e investimentos. Nesse sentido, a ABSOLAR está trabalhando junto à EPE e ONS. Adicionalmente, ele destacou a importância de uma boa escolha do fornecedor de energia. “Em MG, por exemplo, considerando as outorgas e despachos de registro de outorga (DRO), há mais de 30GW e o consumidor tem de escolher uma parte sólida que tenha capacidade de tocar os projetos”, explicou.

O investidor entre o mercado livre de energia e o ambiente de contratação regulada

Para Marcio Trannin, a isonomia torna-se fundamental para o investidor, que é o mesmo nos mercados livre de energia e regulado. Se um determinado agente desenvolve um projeto no mercado livre de energia em um dado ponto de conexão, a ocorrência de um leilão naquele mesmo ponto pode provocar a perda do ponto, bem como dos montantes investidos. Outro problema é metodologia de cálculo da TUST, diferente entre mercado livre de energia e ambiente de contratação regulada. A ABSOLAR tem defendido a previsibilidade e a isonomia entre os dois mercados, já que ambos terão de coexistir.

Para Ricardo Barros, a TUST é o maior custo operacional de uma usina solar fotovoltaica, com os custos superiores aos de toda a operação e manutenção das usinas. “O gerador poderia ser mais competitivo no fornecimento de energia ao cliente se fosse adotada outra metodologia. Adicionalmente, é importante garantir a isonomia na contratação dos leilões regulados”, afirmou. Ao se analisar a contratação dos últimos leilões e dos planos de expansão realizados pela EPE, ainda que a energia solar fotovoltaica seja a fonte mais competitiva, apresenta uma contratação inferior às outras fontes, imputando maiores custos de energia elétrica aos consumidores.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e a Jinko. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

A CLAMPER, empresa 100% brasileira, fundada em 1991, trabalha com Dispositivos de Proteção contra surtos elétricos (DPS). Segundo a apresentação do Thiago Gomes, Coordenador de Suporte Técnico da CLAMPER, a proteção de sistemas solares fotovoltaicos contra descargas elétricas pode ser feita calculando o período entre uma descarga elétrica e outra.

Este cálculo pode ser feito de duas formas: pela incidência de raios no módulo fotovoltaico ou em um raio de 500m ao redor dos módulos fotovoltaicos. Independentemente dos cálculos utilizados, é necessária a utilização de Dispositivos de Proteção conta Surtos (DPS) para proteger o sistema das oscilações de corrente que as descargas atmosféricas podem trazer

Sala Jinko Solar - Diferenciais técnicos dos produtos Jinko

Nesta sala, Gustavo Silva, Gerente Técnico da Jinko, apresentou as diferenças entre os módulos solares fotovoltaicos da Jinko em relação aos concorrentes no mercado. Ele afirmou que a empresa se baseia em uma pirâmide, cuja base é a durabilidade, seguida da confiabilidade e da potência. A durabilidade é garantida por um processo de fabricação avançado e o uso de componentes de qualidade.

Segundo ele, em um módulo fotovoltaico, as falhas acontecem com maior probabilidade por conta do backsheet que, no caso da Jinko, utiliza o Tedlar, da marca Dupont - considerada por estudos como a tecnologia que apresenta a menor probabilidade de falhas. Adicionalmente, ele apresentou a nova linha de módulos da Jinko: Tiger e Tiger Pró.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante um momento do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Como o mercado está enxergando e criando soluções para a financiabilidade dos projetos no ACL, dado o curto/médio prazo dos PPAs?

Ricardo Barros: não existe uma solução única de mercado. Cada projeto é específico e depende do risco de crédito dos clientes, do agente financiador e bancos que concederão a fiança bancária. O mercado tem visto, inclusive, clientes fornecendo garantias. Ainda assim, para 90% dos projetos, os recursos têm vindo do BNDES, BNB e, eventualmente, de alguma complementação com debêntures. A inovação do mercado tem acontecido em negociações que aumentam a lucratividade e a bancabilidade

Como o dólar e o mercado chinês de módulos fotovoltaicos estão afetando o Capex dos projetos e o preço final da energia para o mercado livre de energia?

Marcio Trannin: o câmbio tem um forte impacto nos projetos, especialmente porque o mercado trabalha com importações. É natural que um câmbio instável faça com que a previsibilidade do Capex seja difícil, mas este é um desafio de todo o setor. Tanto no mercado regulado como no mercado livre de energia, tem-se utilizado hedge, que não é um produto barato. Neste segmento, é possível gerar outros mecanismos. Existem casos nos quais o próprio consumidor se sente à vontade para compartilhar alguns tipos de risco. Em alguns momentos, também são estipulados mecanismos que permitem a flutuação de preços, indexados ao dólar, dentro de limites mínimos e máximos aceitáveis no contrato.

Ricardo Barros: este risco trouxe ideias fora da caixa. Existem mecanismos contratuais indexados ou ajustados no longo prazo, em dólar, que funcionam como um hedge natural, tanto para o agente gerador como para o consumidor, que por vezes também exporta e tem receita em dólar.


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ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia

Episódio 1 – Solar no mercado livre de energia: a nova fronteira


Lançamento da nova temporada do programa ABSOLAR Inside traz informação de qualidade sobre o Mercado Livre de Energia

O primeiro episódio do ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia foi ao ar no dia 3 de novembro de 2020. A jornalista Priscila Brandão apresentou o programa de TV digital ao lado do âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin. Os convidados Ricardo Barros, Head of Country da Lightsource BP; Pedro Vaquer, CEO da Solatio; e Alecio Barreto, CEO da Carpe Vie, falaram sobre o cenário atual da energia solar fotovoltaica no mercado livre de energia. Essa nova temporada do programa da ABSOLAR é uma continuidade do sucesso da primeira, quando o tema foi Armazenamento e abriu as portas para um formato revolucionário de informação dentro do setor.

Confira abaixo o resumo de tudo o que aconteceu no episódio de estreia.

A diferença entre o mercado regulado e o mercado livre de energia

No início do programa, Marcio Trannin explicou como o setor de energia se acostumou a crescer por meio de leilões regulados, com demanda estabelecida a partir da declaração das distribuidoras de energia elétrica ao governo. Nestes leilões, o governo convida os agentes com o objetivo de cumprir as necessidades de energia elétrica, por meio de um contrato, sobre o qual o agente gerador tem pouco ou nenhum poder de barganha. Já no mercado livre de energia, segundo Trannin, a demanda de energia é estabelecida por meio das necessidades dos clientes e suprida em negociações bilaterais. Nestas negociações, dadas as exigências diferentes de cada cliente, o agente gerador tem de estar mais apto a flexibilizar condições.

Ricardo Barros complementou a análise sob a visão do consumidor, que, no mercado cativo, só pode comprar energia da distribuidora, a preços pré-definidos e regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por outro lado, no mercado livre de energia, que, de maneira simplificada, é restrito a consumidores a partir de 500 kW de demanda contratada, o consumidor pode contratar sua energia livremente, a exemplo do que acontece no mercado de telefonia. Neste segmento, ele também ganha poder de negociação, podendo estabelecer os critérios contratuais, como penalidades, condições técnicas, preços, prazos etc. Atualmente, este mercado corresponde a 30% da energia consumida no Brasil, com alto potencial de expansão.

Pedro Vaquer fala sobre as oportunidades e desafios da energia solar fotovoltaica no ACL

O CEO da Solatio afirmou que a financiabilidade é um grande desafio. Desta forma, o agente gerador deve selecionar com cuidado a contraparte, já que existe uma oferta limitada de projetos e uma demanda maior. Segundo Pedro Vaquer, a fonte solar fotovoltaica está ficando mais barata, sendo uma das mais competitivas. No submercado Sudeste, por exemplo, ela já é a mais competitiva. Isso implica que, desde que o sistema comporte uma alta penetração de renováveis variáveis, o crescimento se torna bem interessante. Neste contexto, a expectativa de Vaquer para a fonte fotovoltaica é uma forte expansão nos próximos anos.

De acordo com Marcio Trannin, o mercado regulado vem com uma contraparte muito forte: o próprio governo ou ainda um conjunto de distribuidoras. Já no mercado livre de energia, o risco se torna maior quando a contraparte deixa de ser a mesma, tornando a financiabilidade um dos desafios para os agentes. Ainda que o crescimento da solar fotovoltaica acarrete desafios operacionais ao sistema, a literatura internacional aponta que eles podem ser facilmente superados. A abundância do recurso da fonte solar fotovoltaica permite que sejam atendidos pontos na rede, de acordo com a necessidade do cliente e do próprio sistema.

Ricardo Barros complementou dizendo que o grande desafio e a grande virtude da energia solar fotovoltaica é se adaptar ao cliente, tanto aos tipos de contrato, quanto ao local de entrega. A fonte é muito competitiva no Brasil inteiro e os resultados no mercado livre de energia têm mostrado isso.

É possível mapear os agentes que atuam no mercado livre de energia?

Marcio Trannin afirmou que os agentes que atuam no mercado livre de energia não mudam muito em comparação ao mercado regulado. No entanto, diferente do mercado regulado, no mercado livre o primeiro pilar fundamental é o consumidor, que tem se mostrado exigente. O segundo pilar é o desenvolvedor do projeto. Neste segmento, o vencedor não é o melhor projeto, mas o melhor projeto para determinado cliente. O terceiro pilar é o agente financiador, que tem de se reinventar, já que a dinâmica do mercado é diferente.

Para Ricardo Barros, o mercado estava acostumado a participar de dois ou três leilões por ano e vender a energia com contratos bancáveis de vinte anos, que os bancos financiavam bem. Agora, a realidade tem sido atender a diferentes perfis de consumidor. “O desafio neste cenário é fazer um mix de contratos de tal forma a equilibrar a bancabilidade, a rentabilidade dos projetos e, ainda assim, se adequar às necessidades do cliente”, disse. Por outro lado, o mercado tem visado a digitalização. Segundo o Country Manager da Light Source BP, no futuro, as empresas poderão comprar energia digitalmente, como hoje acontece com pacotes de internet no mercado de telefonia móvel.

Alecio Barreto fala sobre o risco de conexão

O CEO da Carpe Vie mencionou que, em apenas três meses após a emissão da nota de conexão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diversos projetos tiveram conexão negada. Segundo ele, para evitar o risco, os empreendedores têm de fazer estudos e revisá-los constantemente. “É necessário sempre estar atento a oportunidades e desafios, de modo a mitigar este risco, já que ainda não se tem mecanismos para mapear os projetos no mercado livre de energia na margem de conexão” disse.

A discussão tem acontecido entre as entidades do setor elétrico, para que sejam sinalizados locais com demanda acima do esperado. Atualmente, a conexão só é garantida com a assinatura dos contratos CUST e CCT. O ONS já está antecipando o problema e considerando para análises internas a possibilidade de contabilizar projetos ainda em trâmite, com solicitação de acesso solicitada.

Segundo Alecio Barreto, para o caso do Norte de Minas, é necessário um planejamento profundo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para subsidiar o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel, de modo a estabelecer novos leilões de transmissão. Até que estes leilões aconteçam e as novas linhas estejam operacionais, haverá um atraso de alguns anos.

Trannin comentou que este problema não ocorre apenas no Brasil. “O esforço para crescimento da rede tem de acompanhar o crescimento das energias renováveis; é necessário parar de pensar no Brasil nos moldes do mercado regulado, quando os leilões permitiam tempo para planejamento”, afirmou. Para o Vice-Presidente da ABSOLAR, será necessário olhar áreas do Brasil mais propensas ao crescimento e criar a infraestrutura de transmissão necessária nesses locais.

Tendo em vista o investimento e os empregos gerados pela energia solar fotovoltaica no Brasil, Ricardo Barros considera que será essencial antecipar a construções das linhas de transmissão, para que a expansão da fonte continue a gerar empregos e investimentos. Nesse sentido, a ABSOLAR está trabalhando junto à EPE e ONS. Adicionalmente, ele destacou a importância de uma boa escolha do fornecedor de energia. “Em MG, por exemplo, considerando as outorgas e despachos de registro de outorga (DRO), há mais de 30GW e o consumidor tem de escolher uma parte sólida que tenha capacidade de tocar os projetos”, explicou.

O investidor entre o mercado livre de energia e o ambiente de contratação regulada

Para Marcio Trannin, a isonomia torna-se fundamental para o investidor, que é o mesmo nos mercados livre de energia e regulado. Se um determinado agente desenvolve um projeto no mercado livre de energia em um dado ponto de conexão, a ocorrência de um leilão naquele mesmo ponto pode provocar a perda do ponto, bem como dos montantes investidos. Outro problema é metodologia de cálculo da TUST, diferente entre mercado livre de energia e ambiente de contratação regulada. A ABSOLAR tem defendido a previsibilidade e a isonomia entre os dois mercados, já que ambos terão de coexistir.

Para Ricardo Barros, a TUST é o maior custo operacional de uma usina solar fotovoltaica, com os custos superiores aos de toda a operação e manutenção das usinas. “O gerador poderia ser mais competitivo no fornecimento de energia ao cliente se fosse adotada outra metodologia. Adicionalmente, é importante garantir a isonomia na contratação dos leilões regulados”, afirmou. Ao se analisar a contratação dos últimos leilões e dos planos de expansão realizados pela EPE, ainda que a energia solar fotovoltaica seja a fonte mais competitiva, apresenta uma contratação inferior às outras fontes, imputando maiores custos de energia elétrica aos consumidores.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e a Jinko. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

A CLAMPER, empresa 100% brasileira, fundada em 1991, trabalha com Dispositivos de Proteção contra surtos elétricos (DPS). Segundo a apresentação do Thiago Gomes, Coordenador de Suporte Técnico da CLAMPER, a proteção de sistemas solares fotovoltaicos contra descargas elétricas pode ser feita calculando o período entre uma descarga elétrica e outra.

Este cálculo pode ser feito de duas formas: pela incidência de raios no módulo fotovoltaico ou em um raio de 500m ao redor dos módulos fotovoltaicos. Independentemente dos cálculos utilizados, é necessária a utilização de Dispositivos de Proteção conta Surtos (DPS) para proteger o sistema das oscilações de corrente que as descargas atmosféricas podem trazer

Sala Jinko Solar - Diferenciais técnicos dos produtos Jinko

Nesta sala, Gustavo Silva, Gerente Técnico da Jinko, apresentou as diferenças entre os módulos solares fotovoltaicos da Jinko em relação aos concorrentes no mercado. Ele afirmou que a empresa se baseia em uma pirâmide, cuja base é a durabilidade, seguida da confiabilidade e da potência. A durabilidade é garantida por um processo de fabricação avançado e o uso de componentes de qualidade.

Segundo ele, em um módulo fotovoltaico, as falhas acontecem com maior probabilidade por conta do backsheet que, no caso da Jinko, utiliza o Tedlar, da marca Dupont - considerada por estudos como a tecnologia que apresenta a menor probabilidade de falhas. Adicionalmente, ele apresentou a nova linha de módulos da Jinko: Tiger e Tiger Pró.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante um momento do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Como o mercado está enxergando e criando soluções para a financiabilidade dos projetos no ACL, dado o curto/médio prazo dos PPAs?

Ricardo Barros: não existe uma solução única de mercado. Cada projeto é específico e depende do risco de crédito dos clientes, do agente financiador e bancos que concederão a fiança bancária. O mercado tem visto, inclusive, clientes fornecendo garantias. Ainda assim, para 90% dos projetos, os recursos têm vindo do BNDES, BNB e, eventualmente, de alguma complementação com debêntures. A inovação do mercado tem acontecido em negociações que aumentam a lucratividade e a bancabilidade

Como o dólar e o mercado chinês de módulos fotovoltaicos estão afetando o Capex dos projetos e o preço final da energia para o mercado livre de energia?

Marcio Trannin: o câmbio tem um forte impacto nos projetos, especialmente porque o mercado trabalha com importações. É natural que um câmbio instável faça com que a previsibilidade do Capex seja difícil, mas este é um desafio de todo o setor. Tanto no mercado regulado como no mercado livre de energia, tem-se utilizado hedge, que não é um produto barato. Neste segmento, é possível gerar outros mecanismos. Existem casos nos quais o próprio consumidor se sente à vontade para compartilhar alguns tipos de risco. Em alguns momentos, também são estipulados mecanismos que permitem a flutuação de preços, indexados ao dólar, dentro de limites mínimos e máximos aceitáveis no contrato.

Ricardo Barros: este risco trouxe ideias fora da caixa. Existem mecanismos contratuais indexados ou ajustados no longo prazo, em dólar, que funcionam como um hedge natural, tanto para o agente gerador como para o consumidor, que por vezes também exporta e tem receita em dólar.


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ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia

Episódio 1 – Solar no mercado livre de energia: a nova fronteira


Lançamento da nova temporada do programa ABSOLAR Inside traz informação de qualidade sobre o Mercado Livre de Energia

O primeiro episódio do ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia foi ao ar no dia 3 de novembro de 2020. A jornalista Priscila Brandão apresentou o programa de TV digital ao lado do âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin. Os convidados Ricardo Barros, Head of Country da Lightsource BP; Pedro Vaquer, CEO da Solatio; e Alecio Barreto, CEO da Carpe Vie, falaram sobre o cenário atual da energia solar fotovoltaica no mercado livre de energia. Essa nova temporada do programa da ABSOLAR é uma continuidade do sucesso da primeira, quando o tema foi Armazenamento e abriu as portas para um formato revolucionário de informação dentro do setor.

Confira abaixo o resumo de tudo o que aconteceu no episódio de estreia.

A diferença entre o mercado regulado e o mercado livre de energia

No início do programa, Marcio Trannin explicou como o setor de energia se acostumou a crescer por meio de leilões regulados, com demanda estabelecida a partir da declaração das distribuidoras de energia elétrica ao governo. Nestes leilões, o governo convida os agentes com o objetivo de cumprir as necessidades de energia elétrica, por meio de um contrato, sobre o qual o agente gerador tem pouco ou nenhum poder de barganha. Já no mercado livre de energia, segundo Trannin, a demanda de energia é estabelecida por meio das necessidades dos clientes e suprida em negociações bilaterais. Nestas negociações, dadas as exigências diferentes de cada cliente, o agente gerador tem de estar mais apto a flexibilizar condições.

Ricardo Barros complementou a análise sob a visão do consumidor, que, no mercado cativo, só pode comprar energia da distribuidora, a preços pré-definidos e regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por outro lado, no mercado livre de energia, que, de maneira simplificada, é restrito a consumidores a partir de 500 kW de demanda contratada, o consumidor pode contratar sua energia livremente, a exemplo do que acontece no mercado de telefonia. Neste segmento, ele também ganha poder de negociação, podendo estabelecer os critérios contratuais, como penalidades, condições técnicas, preços, prazos etc. Atualmente, este mercado corresponde a 30% da energia consumida no Brasil, com alto potencial de expansão.

Pedro Vaquer fala sobre as oportunidades e desafios da energia solar fotovoltaica no ACL

O CEO da Solatio afirmou que a financiabilidade é um grande desafio. Desta forma, o agente gerador deve selecionar com cuidado a contraparte, já que existe uma oferta limitada de projetos e uma demanda maior. Segundo Pedro Vaquer, a fonte solar fotovoltaica está ficando mais barata, sendo uma das mais competitivas. No submercado Sudeste, por exemplo, ela já é a mais competitiva. Isso implica que, desde que o sistema comporte uma alta penetração de renováveis variáveis, o crescimento se torna bem interessante. Neste contexto, a expectativa de Vaquer para a fonte fotovoltaica é uma forte expansão nos próximos anos.

De acordo com Marcio Trannin, o mercado regulado vem com uma contraparte muito forte: o próprio governo ou ainda um conjunto de distribuidoras. Já no mercado livre de energia, o risco se torna maior quando a contraparte deixa de ser a mesma, tornando a financiabilidade um dos desafios para os agentes. Ainda que o crescimento da solar fotovoltaica acarrete desafios operacionais ao sistema, a literatura internacional aponta que eles podem ser facilmente superados. A abundância do recurso da fonte solar fotovoltaica permite que sejam atendidos pontos na rede, de acordo com a necessidade do cliente e do próprio sistema.

Ricardo Barros complementou dizendo que o grande desafio e a grande virtude da energia solar fotovoltaica é se adaptar ao cliente, tanto aos tipos de contrato, quanto ao local de entrega. A fonte é muito competitiva no Brasil inteiro e os resultados no mercado livre de energia têm mostrado isso.

É possível mapear os agentes que atuam no mercado livre de energia?

Marcio Trannin afirmou que os agentes que atuam no mercado livre de energia não mudam muito em comparação ao mercado regulado. No entanto, diferente do mercado regulado, no mercado livre o primeiro pilar fundamental é o consumidor, que tem se mostrado exigente. O segundo pilar é o desenvolvedor do projeto. Neste segmento, o vencedor não é o melhor projeto, mas o melhor projeto para determinado cliente. O terceiro pilar é o agente financiador, que tem de se reinventar, já que a dinâmica do mercado é diferente.

Para Ricardo Barros, o mercado estava acostumado a participar de dois ou três leilões por ano e vender a energia com contratos bancáveis de vinte anos, que os bancos financiavam bem. Agora, a realidade tem sido atender a diferentes perfis de consumidor. “O desafio neste cenário é fazer um mix de contratos de tal forma a equilibrar a bancabilidade, a rentabilidade dos projetos e, ainda assim, se adequar às necessidades do cliente”, disse. Por outro lado, o mercado tem visado a digitalização. Segundo o Country Manager da Light Source BP, no futuro, as empresas poderão comprar energia digitalmente, como hoje acontece com pacotes de internet no mercado de telefonia móvel.

Alecio Barreto fala sobre o risco de conexão

O CEO da Carpe Vie mencionou que, em apenas três meses após a emissão da nota de conexão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diversos projetos tiveram conexão negada. Segundo ele, para evitar o risco, os empreendedores têm de fazer estudos e revisá-los constantemente. “É necessário sempre estar atento a oportunidades e desafios, de modo a mitigar este risco, já que ainda não se tem mecanismos para mapear os projetos no mercado livre de energia na margem de conexão” disse.

A discussão tem acontecido entre as entidades do setor elétrico, para que sejam sinalizados locais com demanda acima do esperado. Atualmente, a conexão só é garantida com a assinatura dos contratos CUST e CCT. O ONS já está antecipando o problema e considerando para análises internas a possibilidade de contabilizar projetos ainda em trâmite, com solicitação de acesso solicitada.

Segundo Alecio Barreto, para o caso do Norte de Minas, é necessário um planejamento profundo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para subsidiar o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel, de modo a estabelecer novos leilões de transmissão. Até que estes leilões aconteçam e as novas linhas estejam operacionais, haverá um atraso de alguns anos.

Trannin comentou que este problema não ocorre apenas no Brasil. “O esforço para crescimento da rede tem de acompanhar o crescimento das energias renováveis; é necessário parar de pensar no Brasil nos moldes do mercado regulado, quando os leilões permitiam tempo para planejamento”, afirmou. Para o Vice-Presidente da ABSOLAR, será necessário olhar áreas do Brasil mais propensas ao crescimento e criar a infraestrutura de transmissão necessária nesses locais.

Tendo em vista o investimento e os empregos gerados pela energia solar fotovoltaica no Brasil, Ricardo Barros considera que será essencial antecipar a construções das linhas de transmissão, para que a expansão da fonte continue a gerar empregos e investimentos. Nesse sentido, a ABSOLAR está trabalhando junto à EPE e ONS. Adicionalmente, ele destacou a importância de uma boa escolha do fornecedor de energia. “Em MG, por exemplo, considerando as outorgas e despachos de registro de outorga (DRO), há mais de 30GW e o consumidor tem de escolher uma parte sólida que tenha capacidade de tocar os projetos”, explicou.

O investidor entre o mercado livre de energia e o ambiente de contratação regulada

Para Marcio Trannin, a isonomia torna-se fundamental para o investidor, que é o mesmo nos mercados livre de energia e regulado. Se um determinado agente desenvolve um projeto no mercado livre de energia em um dado ponto de conexão, a ocorrência de um leilão naquele mesmo ponto pode provocar a perda do ponto, bem como dos montantes investidos. Outro problema é metodologia de cálculo da TUST, diferente entre mercado livre de energia e ambiente de contratação regulada. A ABSOLAR tem defendido a previsibilidade e a isonomia entre os dois mercados, já que ambos terão de coexistir.

Para Ricardo Barros, a TUST é o maior custo operacional de uma usina solar fotovoltaica, com os custos superiores aos de toda a operação e manutenção das usinas. “O gerador poderia ser mais competitivo no fornecimento de energia ao cliente se fosse adotada outra metodologia. Adicionalmente, é importante garantir a isonomia na contratação dos leilões regulados”, afirmou. Ao se analisar a contratação dos últimos leilões e dos planos de expansão realizados pela EPE, ainda que a energia solar fotovoltaica seja a fonte mais competitiva, apresenta uma contratação inferior às outras fontes, imputando maiores custos de energia elétrica aos consumidores.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e a Jinko. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

A CLAMPER, empresa 100% brasileira, fundada em 1991, trabalha com Dispositivos de Proteção contra surtos elétricos (DPS). Segundo a apresentação do Thiago Gomes, Coordenador de Suporte Técnico da CLAMPER, a proteção de sistemas solares fotovoltaicos contra descargas elétricas pode ser feita calculando o período entre uma descarga elétrica e outra.

Este cálculo pode ser feito de duas formas: pela incidência de raios no módulo fotovoltaico ou em um raio de 500m ao redor dos módulos fotovoltaicos. Independentemente dos cálculos utilizados, é necessária a utilização de Dispositivos de Proteção conta Surtos (DPS) para proteger o sistema das oscilações de corrente que as descargas atmosféricas podem trazer

Sala Jinko Solar - Diferenciais técnicos dos produtos Jinko

Nesta sala, Gustavo Silva, Gerente Técnico da Jinko, apresentou as diferenças entre os módulos solares fotovoltaicos da Jinko em relação aos concorrentes no mercado. Ele afirmou que a empresa se baseia em uma pirâmide, cuja base é a durabilidade, seguida da confiabilidade e da potência. A durabilidade é garantida por um processo de fabricação avançado e o uso de componentes de qualidade.

Segundo ele, em um módulo fotovoltaico, as falhas acontecem com maior probabilidade por conta do backsheet que, no caso da Jinko, utiliza o Tedlar, da marca Dupont - considerada por estudos como a tecnologia que apresenta a menor probabilidade de falhas. Adicionalmente, ele apresentou a nova linha de módulos da Jinko: Tiger e Tiger Pró.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante um momento do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Como o mercado está enxergando e criando soluções para a financiabilidade dos projetos no ACL, dado o curto/médio prazo dos PPAs?

Ricardo Barros: não existe uma solução única de mercado. Cada projeto é específico e depende do risco de crédito dos clientes, do agente financiador e bancos que concederão a fiança bancária. O mercado tem visto, inclusive, clientes fornecendo garantias. Ainda assim, para 90% dos projetos, os recursos têm vindo do BNDES, BNB e, eventualmente, de alguma complementação com debêntures. A inovação do mercado tem acontecido em negociações que aumentam a lucratividade e a bancabilidade

Como o dólar e o mercado chinês de módulos fotovoltaicos estão afetando o Capex dos projetos e o preço final da energia para o mercado livre de energia?

Marcio Trannin: o câmbio tem um forte impacto nos projetos, especialmente porque o mercado trabalha com importações. É natural que um câmbio instável faça com que a previsibilidade do Capex seja difícil, mas este é um desafio de todo o setor. Tanto no mercado regulado como no mercado livre de energia, tem-se utilizado hedge, que não é um produto barato. Neste segmento, é possível gerar outros mecanismos. Existem casos nos quais o próprio consumidor se sente à vontade para compartilhar alguns tipos de risco. Em alguns momentos, também são estipulados mecanismos que permitem a flutuação de preços, indexados ao dólar, dentro de limites mínimos e máximos aceitáveis no contrato.

Ricardo Barros: este risco trouxe ideias fora da caixa. Existem mecanismos contratuais indexados ou ajustados no longo prazo, em dólar, que funcionam como um hedge natural, tanto para o agente gerador como para o consumidor, que por vezes também exporta e tem receita em dólar.


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ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia

Episódio 2 – O mercado já começou: cases e oportunidades


Segundo episódio do ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia traz cases e indica oportunidades de mercado

O novo episódio do ABSOLAR Inside especial sobre o mercado livre de energia aconteceu no dia 4 de novembro de 2020. A partir de alguns cases, o âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin, se juntou aos convidados Gustavo Vajda, Business Development Director e Country Manager da Canadian Solar; Gustavo Checcucci, Diretor de Energia da Braskem; e Josiane Palomino, Diretora de Gestão de Geradores e GD da Comerc Energia. Com apresentação da jornalista Priscila Brandão, o programa colocou em pauta as principais oportunidades desse mercado. Confira abaixo o conteúdo técnico de tudo o que aconteceu neste segundo episódio da série.

Principais exemplos de comercialização e consumo do mercado livre de energia

O ABSOLAR Inside começou com Marcio Trannin explicando que o tripé que sustenta o setor solar fotovoltaico no ambiente de contratação livre (ACL) é composto pelo investidor, consumidor e agente financiador. Priscila Brandão então fez uma pergunta aos convidados: “qual a vantagem que existe no ACL em comparação com o mercado regulado de energia?”. Respondendo à apresentadora, Gustavo Vajda afirmou que o mercado livre de energia tem a grande vantagem de não depender de leilões federais, pois são negociações bilateriais em leilões privados. “Os leilões começaram no ano passado e o crescimento foi explosivo neste ano, como resultado do ganho de confiança dos clientes. Esperava-se que este ano fosse mais difícil por conta da pandemia, mas o mercado foi explosivo e os players bateram suas metas de 2020”, disse. Para o executivo da Canadian Solar, o mercado livre de energia veio para ficar e é o novo driver de crescimento do segmento.

Marcio Trannin completou dizendo que o Brasil se acostumou a crescer por leilões no mercado regulado, inclusive esse conceito de leilões foi exportado a outros países como mecanismo de sucesso. “De repente, veio, junto com a necessidade crescente do consumidor ser dono de sua própria energia fora do mercado cativo, o movimento de aquisição de melhores serviços por menores preços, assim como aconteceu no mercado de telefonia”, explica. Este movimento natural da busca dos consumidores pelos fornecedores chegou junto com a evolução das condições competitivas da energia solar, cobrindo a lacuna da oferta de preços competitivos.

Comercializadoras podem ser um canal de expansão da solar no mercado livre de energia?

Segundo Josiane Palomino, o papel das comercializadoras no mercado livre de energia é fundamental, visto que cada vez mais energia é destinada ao ambiente de contratação livre. A Diretora de Gestão de Geradores e GD da Comerc Energia destacou que as comercializadoras têm um papel importante na alocação dessa energia em contratos de longo prazo e no apoio a consumidores cada vez menores, que têm entrado nesse mercado. “Quando falamos de contratos de longo prazo, de cinco a dez anos, um dos entraves é a correção do preço pela inflação. Se não for bem estruturada, a energia tende a ficar cada vez mais cara e impactar a comercializadora”, disse. O impacto pode ser mitigado trabalhando o custo da energia de forma estruturada ao longo do prazo do contrato e a financiabilidade de contratos pode ser um apoio. No Ambiente de Contratação Regulado (ACR), a referência de financiamento é o BNDES. Para o mercado livre de energia, o aprendizado tem que ser desenvolvido.

Para Trannin, o setor solar fotovoltaico veio para romper paradigmas estabelecidos e há formas diferentes de fazer negócios. “Quando as primeiras comercializadoras apareceram entre 1997 e 1998, entendia-se que vieram para estabelecer contratos em curto prazo e que não eram aptas para contratos de longo prazo. Esta percepção está mudando, pois elas terão papel preponderante em contratos de longo prazo”, explica. Segundo o Vice-Presidente da ABSOLAR, as comercializadoras irão se adaptar à garantia da expansão da carga.

De acordo com Gustavo Vajda, o contrato de longo prazo é essencial para geradores e os projetos devem ser ancorados em contratos de dez ou mais anos. A bancabilidade é ancorada nos recebíveis dos projetos, a partir de uma proporção alta da energia gerada. A outra parte do contrato pode ser trabalhada com comercializadoras de energia, que pulverizam a de clientes menores. A próxima onda será o estabelecimento de contratos diretamente entre comercializadora e gerador. “O Brasil sempre teve defasagem de cinco anos em relação a mercados mais evoluídos, mas no caso do ACL este processo se acelerou”, afirma.

Quais as vantagens do ACR em pontos nos quais o ACL deixa a desejar?

Durante o programa, Priscila Brandão perguntou para Gustavo Vajda quais vantagens ele enxerga no ambiente de contratação regulado e o que o mercado livre de energia deixa a desejar. O convidado informou que o ACR é mais digerido pelos investidores e considerado de baixo risco, com prazos longos, em horizontes de tempo que podem superar os vinte anos. Por outro lado, há mais competição entre projetos e preços baixos. No ACL, as regras podem ser combinadas, em condições ideais para gerador e consumidor, como em relação às condições da correção de preços pelo IPCA. Como cada mercado tem suas vantagens, é comum ver mixes de venda de energia em ambos os mercados.

Marcio Trannin complementou a fala de Vajda ao destacar que a expansão do Brasil por leilões regulados deixou o País em uma zona de conforto. “A alternativa do mercado livre de energia apresenta uma série de desafios e oportunidades e pede inovação”, disse. Para o âncora, os desenvolvedores apresentavam projetos muito simples chamados de "ready to bid" e agora, o ACL demanda projetos mais maduros. Atualmente, os consumidores também viram a oportunidade de comprar energia por dois ou três anos, mas precisam garantir energia barata por prazos mais longos. “Com a geração de energia solar muito mais barata, veio a demanda de contratos de longo prazo, para financiar com taxas de retorno atrativas”, informa.

Braskem firma contratos de longo prazo no mercado livre de energia

A Braskem opera no mercado livre há muitos anos. De acordo com Gustavo Checcucci, Diretor de Energia da Braskem, a busca por uma matriz energética renovável fez com que a empresa desenvolvesse parcerias de longo prazo para o desenvolvimento de projetos de energias renováveis. “A expansão do sistema baseada no mercado livre de energia veio para ficar e o avanço de competitividade das fontes renováveis tem sido um fator preponderante neste processo”, conta. Checcucci acredita que há uma demanda reprimida para modelos de negócios no mercado livre de energia, mas é possível chegar a um cenário de atendimento desta demanda no médio prazo. Para atender a consumidores que precisam de contatos de média duração, será importante desenvolver estas opções.

Gustavo Vajda complementou dizendo que “empresas de diferentes segmentos têm cobranças internas de consumo crescente de energias renováveis”. Hoje, além da sustentabilidade, elas percebem o custo mais baixo e a possibilidade de não estarem presas a contratos longos. Para Trannin, a energia solar está ligada à sustentabilidade social, ambiental e econômica, pois é a melhor fonte para se trabalhar. “O mais interessante da fala do Gustavo Checcucci é a menção ao processo transformacional da matriz renovável e sustentável. O consumidor olhava para o fator dos custos, mas passa a colocar a sustentabilidade como pilar de definição”, comenta. Existem muitos clientes que privilegiam pagar mais caro para cumprir metas ambientais e mecanismos, como green bonds, dão a pegada da sustentabilidade e empresas expandem metas verdes a filiais em outros países."

A importância das soluções inovadoras para os pequenos consumidores

O Diretor de Energia da Braskem informou que os pequenos consumidores poderão ser beneficiados com o aumento de soluções inovadoras no mercado. Para Vajda, os geradores se adaptam à competição e tendem a se adaptar ao mercado. “Tenho um exemplo de contrato a grande consumidor, que atende a toda sua cadeia de fornecedores de consumo menor”, informa.

Trannin disse que “muita gente instala energia solar por entender que assim ajudam a matriz elétrica a ser mais sustentável”. Com isso, há consumidores, como no exemplo do Gustavo Vajda, que se preocupam que toda sua cadeia de valor seja mais sustentável.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e a Jinko. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

Na sala da CLAMPER, Thiago Gomes, Coordenador de Suporte Técnico da CLAMPER, começou apresentando a empresa. A CLAMPER, 100% brasileira, foi fundada em 1991. Hoje, é sediada em Lagoa Santa, em Minas Gerais. Durante os quase 30 anos de mercado, são especialistas em Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS), oferecendo a proteção de eletroeletrônicos contra danos causados por raios e surtos elétricos. “O Brasil lidera o ranking com maior incidência de raios, em todos os equipamentos, registrando um prejuízo anual de R$ 1 bilhão. Cientistas estimam que o incremento da temperatura resulta em aumento entre 10% a 20% na incidência de raios”, explicou Thiago Gomes na apresentação. Segundo Thiago Gomes, a CLAMPER oferece equipamentos tanto para corrente alternada como para contínua. O propósito da empresa é a economia, conforto e segurança.

Sala Jinko Solar - Posicionamento da Jinko no mercado global

A sala da Jinko contou com a apresentação de Gervano Pereira, Gerente de Vendas para Utility Scale, responsável pela geração centralizada no Brasil. Ele falou sobre o posicionamento da empresa no mercado global de tecnologia, qualidade e sustentabilidade. Segundo Gervano, a Jinko está presente em mais de 40 países, já entregou mais de 60 GW em módulos e tem subsidiárias na América do Norte, Central e do Sul. A empresa vem crescendo em média 41% ao ano desde seu surgimento em 2012, um ritmo acompanhado pelo aumento de seu market share. Para o gerente, o crescimento se deu no desenvolvimento e investimento da tecnologia em suas próprias fábricas, garantindo a excelência e qualidade de seus produtos.

Gervano Pereira afirmou que o cenário atual é desafiador para qualquer setor de negócios e, apesar disso, a Jinko vem confirmando sua posição no mercado. A empresa prevê alcançar entre 18 GW e 20 GW de contratos ainda neste ano e um crescimento de 30%. “Apresentamos produtos nas linhas Tiger e Tiger Pro mono e bifaciais, alcançando até 580 Wp. Também desenvolvemos projeto superior a 1,1 GW nos Emirados Árabes, com módulos bifaciais da Jinko e participamos de projetos de grande porte no Brasil, Chile, Colômbia, entre 10 MW e mais de 100 MW de capacidade instalada”, finalizou.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante um momento do programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Sobre os grandes projetos de geração centralizada: hoje as empresas falam em 18 meses para desenvolver um projeto e mais 18 meses entre a construção e o início da operação comercial. Vocês acreditam que é possível reduzir esses prazos?

Gustavo Vajda: o mercado mudou e o cliente quer comprar energia rápida, para daqui a dois anos. Projetos em fases preliminares terão que avançar mais rapidamente nas etapas de licenciamento, outorga e conexão, de 18 para seis meses. Na construção, também terão que acelerar em etapas como a conexão à rede de transmissão.

Marcio Trannin: ontem debatemos no ABSOLAR Inside a importância do tema de conexão e riscos envolvidos. Projetos "ready to bid" têm ficado em segundo plano em relação a projetos mais prontos. Garantir o parecer de acesso o quanto antes é fundamental para que projetos garantam valor no mercado.

Como fica a competitividade de projetos híbridos no mercado livre de energia?

Marcio Trannin: usinas híbridas ainda carecem de regulamentação e, nesse sentido, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou consulta pública recentemente. Projetos têm grande vantagem de compartilhamento de estruturas em instalação, que seriam, de outra forma, usadas apenas por uma tecnologia. Por exemplo, o Brasil tem potencial de vento noturno e solar durante o dia. Desta forma, projetos são dimensionados para limite de escoamento local e a hibridização otimiza a disponibilidade de energia para a rede. A propósito, a ABSOLAR tem um Grupo de Trabalho (GT) voltado ao armazenamento de energia, que terá papel importante para o ganho de competitividade de projetos híbridos.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia – Episódio 3 – Fazendo acontecer]]> http://absolar2.test/absolar-inside-mercado-livre-de-energia-episodio-3-fazendo-acontecer/ Mon, 26 Apr 2021 20:57:05 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9810

ABSOLAR Inside: Mercado Livre de Energia

Episódio 3 – Fazendo acontecer


Segunda temporada do ABSOLAR Inside finaliza com dicas de financiamento e projetos

O último episódio do programa digital da ABSOLAR no dia 5 de novembro de 2020, trazendo mais dicas importantes sobre o segmento do mercado livre de energia. A apresentadora Priscila Brandão e o âncora e Vice-Presidente da ABSOLAR, Marcio Trannin, receberam Camila Ramos, Diretora da CELA, para falar a respeito dos novos mecanismos e riscos de financiamento. O time ficou completo com a participação de Leonardo de Almeida Alonso, Gerente do Departamento de Energia Elétrica do BNDES, e Raphael Gomes, sócio da área de Energia e Recursos Naturais da Demarest. Confira abaixo tudo o que rolou no terceiro episódio do ABSOLAR Inside.

Os principais desafios do financiamento no mercado livre de energia

O programa começou com Camila Ramos explicando a relevância do mercado livre de energia em seu papel de ser uma tendência global e uma grande oportunidade para o mercado renovável. A Diretora da CELA destacou os dados da Bloomberg, que, em 2019, revelou que as compras no ACL superaram os 20 GW e, neste ano, 9 GW. O grande driver, no entanto, tem sido a demanda por eletricidade livre e renovável. “Instituições financeiras têm se adaptado a essa realidade: muitas aderiram a 100% de energias renováveis em suas matrizes”, disse.

Para Camila, os financiamentos em projetos de energias renováveis precisam ser viáveis para consumidores e investidores. A CELA realizou um estudo sobre PPAs no mercado livre de energia do Brasil, equivalentes a 1 GW médio contratado e 1 GW médio em contratação. O levantamento mostrou que os prazos das PPAs estão mais longos, entre 10 e 15 anos. “O perfil do consumidor também está mudando: compradores eram em sua maioria concessionárias e agora são os consumidores finais. Estruturações também estão migrando de produtores independentes para a autoprodução”, explicou.

A mudança de paradigma impacta todos os stakeholders. De acordo com a Diretora da CELA, migramos de um modelo de vendas no mercado regulado que tinha bastante concorrência entre competidores, resultando em preços baixos, para um contexto no mercado livre com condições de contratos bem diferentes. “Para vencer um leilão no Ambiente de Contratação Regulado (ACR), o capital era a principal variável do projeto. Já no mercado livre de energia, ter acesso ao cliente é o maior diferencial” comentou.

No mercado livre de energia, a diversificação é muito maior, segundo ela. Os bancos de desenvolvimento possuem taxas atrativas, porém, há também a participação crescente de debêntures incentivadas, classificadas como títulos verdes. Estes incentivos promovem benefício de estruturação customizada para as necessidades do emissor. Marcio Trannin complementou informando que ainda existe carência de alternativas de financiamento. “Apesar do setor ter as debêntures, mecanismos de equity e financiamento de bancos de desenvolvimento, o mercado vai deslanchar mesmo com o aumento da oferta de alternativas de financiamento’, disse.

A autoprodução de projetos solares fotovoltaicos

Raphael Gomes falou sobre o principal desafio de investidores de projetos solares fotovoltaicos em encaixar um modelo de autoprodução em seus negócios. Para ele, a autoprodução está inserida em uma janela de oportunidade que pode se fechar a qualquer momento, o que explica a corrida para fechamento de operações durante a pandemia. Um modelo amplamente utilizado é a autoprodução por equiparação – conhecida também como autoprodução Lego – que traz mais flexibilidade na alocação de riscos. Ele utiliza estruturas diferentes a partir de conceitos regulatórios, societários e operacionais nas regras de comercialização.

Para o sócio da área de Energia e Recursos Naturais da Demarest, o benefício de ser um autoprodutor é não recolhimento de diversos encargos incidentes na carga, que podem proporcionar a redução de 20% a 30% nos custos globais de energia do consumidor. Isso faz com que o gerador negocie um spread maior. Há também o diferencial em relação a metas de sustentabilidade de empresas em seus países-sede.

Raphael também destacou os desafios no momento de viabilizar um PPA com autoprodução. Neste caso, é agregar a matriz de risco desenhada nos instrumentos societários, que é o contrato de opção de compra de ações e o acordo de acionistas. O desafio está em elaborar documentos societários com conhecimento regulatório e elaborar PPA conhecendo os conceitos societários. Já o PPA em dólar merece atenção redobrada. Segundo ele, são necessários três elementos para a proteção do contrato a análises externas: a conexão com uma ou mais exceções legais, substância econômica e o efeito interpartes.

Marcio Trannin destacou a fala do participante como dois temas complexos. “O primeiro ponto é que somos criativos nas formas de negociar, dando o nome de 'autoprodução Lego'. A autoprodução é um produto complexo e uma demanda de 9 em cada 10 consumidores que solicitam PPAs no mercado livre. Acabou o momento em que se fechava um PPA sem considerar a autoprodução. Comercializadoras, por outro lado, compram PPA puro e, ao repassar para consumidores, consideram a autoprodução”, disse. Em relação ao primeiro PPA em dólar, o âncora informou que o mercado mostra, na prática, que é possível inovar e adequar necessidades dos consumidores ao rígido mercado elétrico. Camila Ramos complementou dizendo que, ao conversar com agentes do setor no início do ano, eram poucos que estavam a par dos conceitos da autoprodução. Hoje, todos tentam entender. “Bancos já conhecem um pouco melhor o financiamento da autoprodução e vão percorrer esta curva de aprendizado; projetos tem que ser estruturados para não trazerem risco regulatório”, informou.

A financiabilidade de projetos na expansão da energia solar no mercado livre de energia

Segundo Leonardo de Almeida Alonso, o mercado livre de energia tem ganhado cada vez mais destaque nos últimos anos e destacou a necessidade que o BNDES teve de conhecer os riscos do segmento. Em 2018, o BNDES deu o primeiro passo e lançou o “PLD Suporte”. Em 2019, lançou a nova metodologia de preço suporte, estabelecendo diferentes valores para energia descontratada e permitindo maior flexibilidade comercial dos clientes para contratação de energia descontratada nos mercados de médio, curto e até longo prazo.

O Gerente do Departamento de Energia Elétrica do BNDES informou que a metodologia de preço suporte pressupõe que o cliente assuma obrigações adicionais relacionadas à capitalização do IPCA. Neste caso, o cliente deverá manter pelo menos 75% de sua energia contratada quatro anos à frente. Se o cliente optar por pagar variação de IPCA juntamente com parcela de principal e juros, também terá que manter 75% da energia contratada nos primeiros dez anos e, a partir do 11º ano, a obrigação cai para 50% da energia. Por fim, caso o cliente opte por um projeto merchant 100% descontratado, o preço suporte passa a ser de R$90, sem obrigação de contratação mínima de energia. Com isso, a parcela de IPCA deverá ser paga com juros.

A apresentação da metodologia pode ser vista no site do BNDES. A outra contribuição do BNDES ao desenvolvimento do setor solar fotovoltaico foi a alteração da política de financiamento para sistemas fotovoltaicos, que entrou em vigor em agosto.

As atualizações do mercado livre de energia na visão das instituições financeiras

Segundo Leonardo, o sistema fotovoltaico que tiver conteúdo nacional de pelo menos 30%, com trackers ou inversores credenciados no BNDES, poderá ser financiado. Neste caso, o spread do banco é igualado às outras fontes de energia elétrica. “Acreditamos que a alteração da política de financiamento e a nova metodologia de atuação do banco no mercado livre darão grande impulso ao desenvolvimento do setor”, disse.

Segundo Camila Ramos, as novidades do BNDES são importantes, pois mostram que instituições financeiras trabalham para acompanhar as atualizações do mercado livre de energia. Ela acredita que a análise de consumidores e investidores se torna importante para mitigar riscos.

Marcio Trannin complementou dizendo que aqueles que entendem o papel do BNDES no fomento da matriz elétrica e enxergam a flexibilização do banco para a contratação de energia solar fotovoltaica percebem a mudança de paradigma e a necessidade de adequação do banco às necessidades do mercado. “O BNDES e o BNB têm que evoluir por uma questão de sobrevivência. O Brasil não pode se sustentar com plantas estritamente merchant; o preço spot se justificava em momento de escassez de energia”, disse. O âncora acredita que, no contexto atual, o preço spot flutua muito e dificulta a sustentabilidade de financiamentos. “O PPA passa a ser primordial para se buscar financiamento e um PPA de longo prazo é o que o banco busca. Se o setor quiser surfar as melhores ondas, terá que conviver com esta realidade diferente”, explica.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e a Jinko. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

Nesta sala privativa, Thiago Gomes, Coordenador de Suporte Técnico da CLAMPER, apresentou a empresa especialista em Dispositivos de Proteção Contra Surtos (DPS), fundada em 1991, com sede em Lagoa Santa, Minas Gerais. Segundo ele, estes equipamentos são de extrema importância, principalmente no Brasil, que lidera o ranking mundial de maior incidência de descargas atmosféricas. Estas descargas causam danos em equipamentos, que somados, atingem a marca de R$ 1 bilhão por ano.

De acordo com Thiago Gomes, garantir a segurança e a durabilidade dos equipamentos, no caso dos sistemas solares fotovoltaicos, é extremamente importante. O coordenador informa que é possível constatar o período entre as descargas diretas e indiretas em um sistema, no perímetro de 500m do sistema solar fotovoltaico. O período entre descargas diretas pode ser obtido por meio da área em que o sistema está instalado e um índice médio entre descargas. Já o período entre descargas indiretas, é calculado considerando um perímetro de 500m no entorno do sistema solar fotovoltaico, já que as descargas atmosféricas, mesmo que não aconteçam diretamente no sistema, geram campos eletromagnéticos que podem danificar os equipamentos. Este tipo de ocorrência pode ser bem frequente, mesmo em sistemas menores, evidenciando a necessidade da implementação deste tipo de proteção.

Sala Jinko Solar - Tire suas dúvidas sobre os produtos da Jinko

Na sala privativa, Eduardo Gama, Gerente Comercial da Jinko Solar, respondeu algumas perguntas frequentes que a empresa recebe. Confira:

Quais são os produtos, globalmente falando, que estão sendo desenvolvidos pela Jinko? Qual a expectativa para os produtos no ano de 2021?
No Brasil, a Jinko tem trabalhado em famílias nas potências de 400 W (Cheetah). A família do Tiger Pro tem categorias de 60 (até 440 W), 72 (até 540 W) e 78 células (até 585 W).
A empresa tem bifacial no Brasil e produtos da família Tiger. Eduardo informou que há certa mudança no mercado com fabricantes focando em células monocristalinas e apenas aquelas com potências acima de 400 W tendem a ser trabalhadas.

Há alguma solução no campo de armazenamento sendo desenvolvida pela Jinko ou parceiros?
O armazenamento é o próximo grande passo para o desenvolvimento de energias renováveis e fabricantes trabalham de maneira paralela para o desenvolvimento de produtos. A Jinko espera lançar novidades neste segmento. Para efeito de comparação, a empresa apostou em células de 182 mm, que acredita que teriam o melhor breakeven, e aumentou a potência de módulo inserindo diferentes tecnologias. A escolha desta célula se deve à maturidade e confiabilidade. Células de 210 mm apresentam menor resistência mecânica.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Quais as diferenças para a Unidade Consumidora entre a migração para o ACL como consumidor e como autoprodutor?

Marcio Trannin: quando se decide migrar do mercado cativo para o livre, é necessário se tornar um agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Dependendo de como for migrar e em qual categoria, poderá assinar PPAs puros de venda de energia, dependendo de nível de demanda contratada. Se for produtor, fará jus às vantagens de abatimento de encargos setoriais que incidem sobre sua parcela de consumo.

É possível um investidor somente construir uma usina solar fotovoltaica e alugar esta usina para um grande consumidor de energia, que exerceria o papel de um autoprodutor?

Camila Ramos: esta é uma das variantes da autoprodução que tem sido estudada. Não ouvimos exemplos de estruturação desta forma. Em cenário de autoprodução de arrendamento, há contrato entre consumidor e gerador, não PPA ou SPA. Nesses casos, o gerador arrenda equipamento para o consumidor de energia.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside by Intersolar – Episódio 1 – Solar FV no pós-pandemia]]> http://absolar2.test/absolar-inside-by-intersolar-episodio-1-solar-fv-no-pos-pandemia/ Mon, 26 Apr 2021 21:54:48 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9827

ABSOLAR Inside by Intersolar

Episódio 1 – Solar FV no pós-pandemia


Nova temporada do programa ABSOLAR Inside conta com a parceria da Intersolar South America

O programa digital em formato de TV ao vivo da ABSOLAR agora tem uma novidade: a terceira temporada é resultado de uma parceria da associação com a Intersolar South America, a maior feira do setor solar FV da América do Sul. São três episódios - um a cada semana até o final de novembro – e a estreia na última quinta-feira, dia 12, foi com o pé direito!

O ABSOLAR Inside by Intersolar conta com a apresentação da jornalista Priscila Brandão e Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, como âncora. No primeiro episódio, eles estiveram ao lado de Luiza Demôro, Analista Chefe da Bloomberg NEF; Gervano Pereira, Gerente de Vendas para Utility Scale da Jinko Solar; e Ricardo Cyrino, CEO da Atiaia Energia.

As boas-vindas ficaram a cargo do Diretor Executivo da Solar Promotion International, Florian Wessendorf, que fez uma introdução ao tema do dia com rápida análise do cenário pós-pandemia em alguns mercados do mundo. Confira abaixo o conteúdo da estreia dessa série:

Florian Wessendorf é o anfitrião do ABSOLAR Inside by Intersolar e fala sobre o crescimento do mercado solar no cenário internacional

Na abertura do programa, Florian Wessendorf falou sobre os mercados internacionais do setor solar fotovoltaico. Segundo o diretor executivo da Solar Promotion International, a previsão da capacidade instalada para este ano é de 115 GW, número que, apesar da pandemia, está 5% acima do crescimento no ano passado. Ele citou o recente estudo da Wood Mackenzie, que constatou a continuação do crescimento anual do mercado solar para os próximos anos, alcançando 145 GW em 2025. É previsto que a China seja novamente o maior mercado do ano, com 39 GW.

O cronograma de instalação de geração centralizada (GC) nos Estados Unidos não se alterou com a pandemia, mas houve a redução de 23% em instalações residenciais e 90% em outros ambientes da geração distribuída (GD). A queda de crescimento do setor solar fotovoltaico também é prevista na Índia. Por conta das medidas severas para a contenção da Covid-19, o País deve atingir 4,9 GW em 2020. Esse cenário se repete na Alemanha, onde o crescimento será de 4,5 GW também neste ano.

BNEF lança estudo sobre evolução da matriz elétrica em 2050 com projeções também para a solar fotovoltaica

Para chegar a resultados relevantes, o estudo New Energy Outlook utilizou um cenário de menor custo, levantando quais são as tecnologias mais baratas, que são capazes de atender a demanda global de eletricidade durante todas as horas do dia, até 2050. Segundo Luiza Demôro, foi considerada a capacidade instalada do Brasil dobrando nesse horizonte. “Sem considerar a capacidade que sairá de operação, serão adicionados 250 GW de capacidade adicionada, dos quais 50% virá de solar. Quase 70% desses 120 GW de solar fotovoltaica virá de geração distribuída. Como resultado, mais de 20% da eletricidade gerada no Brasil em 2050 virá da fonte solar fotovoltaica”, explicou.

Rodrigo Sauaia complementou ao informar que o resultado do New Energy Outlook não é baseado em políticas públicas, mas em mercado e preço. Essa projeção é observada também em diferentes países. O estudo foi lançado há poucos dias e seu evento de lançamento será nas próximas semanas. Aqueles que tiverem interesse em participar, podem entrar em contato pelo e-mail ldemoro@bloomberg.net. O estudo pode ser acessado aqui.

Quais foram os impactos da pandemia para o setor solar fotovoltaico?

De acordo com Gervano Pereira, no início da pandemia houve forte retração de demanda para o setor solar fotovoltaico, que afetou importações e a expansão do mercado, antes prevista entre 260% e 300% em 2020 apenas na geração distribuída. A geração centralizada também foi impactada, embora os investimentos neste segmento demandem mais tempo e planejamento. Durante a pandemia, este mercado se manteve ativo, porém em ritmo mais lento. Apesar da retração, o gerente de vendas para Utility Scale da Jinko Solar acredita que o setor solar fotovoltaico será um dos poucos que apresentará crescimento este ano. “Com a melhora do cenário da pandemia e a redução das medidas de contenção, o setor vem demonstrando retomada forte nos últimos meses e juros baixos têm atraído investimentos, contribuindo para a recuperação econômica. Outro fator favorável é que a geração fotovoltaica é um mercado de capital pulverizado”, disse.

Para Rodrigo Sauaia, uma parada abrupta em tempos de crise é compreensível, pois em um ambiente de incertezas, o consumidor mitiga riscos, tanto em relação às medidas de saúde quanto às despesas. Entretanto, o setor solar fotovoltaico tem condições de acelerar a contribuição econômica. “Em termos de logística, atrasos e interrupções foram superados rapidamente. O desafio é manter os estoques de equipamentos e atender a alta demanda do mercado. No caso brasileiro, houve mobilização forte da ABSOLAR para ajudar a GC e a GD da melhor maneira possível”, explicou.

Sauaia comentou ainda que a expectativa é que tivéssemos 4 GW adicionados este ano e já ultrapassamos mais de 2,3 GW até o momento - mais do que o crescimento do ano passado. Com relação à taxa de juros, por um lado o crédito ficou mais barato, por outro, opções de investimentos que remuneravam bem, se tornaram menos atrativas e sequer recuperam as perdas da inflação. “Neste sentido, investidores buscam soluções e o setor solar fotovoltaico se transformará em destino para estes investimentos”, afirmou.

Luiza informou que todas as renováveis apresentaram crescimentos em 2020. A palavra do ano para estas fontes foi resiliência. “Provavelmente bateremos outro recorde de adição anual com as fontes solar e eólica; houve número maior de investimento global no primeiro semestre de 2020 em comparação ao ano passado”, comentou. Para a analista chefe da Bloomberg NEF, é importante mencionar que o Brasil foi o único país que continuou atraindo investimentos apesar da pandemia. “O País está no top 3 de energias renováveis e continuará sendo destino para investimentos, na visão de investidores estrangeiros”, disse. Rodrigo Sauaia completou a fala da convidada dizendo que o Brasil continuará a ter uma demanda interna crescente, considerando que o uso de eletricidade per capita ainda é muito baixo. “Teremos uma oportunidade muito grande nas próximas décadas, mas, por outro lado, a capacidade de crescimento de vizinhos sul-americanos é menor que a do Brasil”, acrescentou.

As oportunidades e desafios da energia solar no ano de pandemia

Luiza Demôro acredita que os impactos na economia devem acontecer em 2021 e espera que a economia volte a crescer em 2022. “No momento em que economia e a demanda voltarem a crescer, precisaremos ter fontes de energia com os menores custos de capacidade para atendê-la, portanto, veremos eólica e solar atendendo a este requisito”, disse. Para ela, o custo da tecnologia solar tende a cair mais de 90% nos próximos dez anos.

A convidada acrescentou que, ao olhar para o cenário em 2010, apenas 6% dos países do mundo, concentrados na Europa, tinham solar como a tecnologia mais adicionada. Dez anos depois, um terço dos países do mundo teve a solar como a principal tecnologia adicionada. Incluindo a fonte eólica, mais da metade dos países do planeta tiveram ambas as fontes como tecnologia mais adicionada, incluindo países africanos.

Como a energia solar se destaca neste momento de busca de aumento de competitividade?

Segundo Ricardo Cyrino, com a transição energética e a disseminação das práticas de Environmental, Social and Corporate Governance (ESG), as energias renováveis - como a solar fotovoltaica - têm um papel fundamental. Elas garantem a competitividade econômica e o desenvolvimento social e, por terem previsibilidade de geração, terão vantagem adicional com entrada do mecanismo de PLD horário à partir de 2021. De acordo com o CEO da Atiaia Energia, a formação de preços por oferta está contemplada na modernização do setor elétrico em curso e o mercado livre é muito promissor na formação de modelos de negócios, tanto para a energia centralizada quanto distribuída.

Sauaia informou que o ponto importante levantado por Cyrino é a sustentabilidade, com muitos países e até mesmo estados assumindo compromissos de metas de aumento de geração de energia e eletricidade renováveis. Desta forma, acontece também um reconhecimento maior dos atributos técnicos, econômicos, sociais e ambientais, que revelam uma mudança de paradigma do setor elétrico, que no passado se contentava com uma matriz elétrica com combustíveis fósseis.

Para o âncora, as renováveis não são apenas uma escolha ambiental, são também uma escolha competitiva. Em relação à geração de energia, quando consideramos as fontes renováveis separadamente, elas parecem sazonais. O grande segredo está na complementação de fontes, incluindo os reservatórios das hidrelétricas, que consideramos como “baterias de água”, as eólicas e a solar fotovoltaica. Sauaia destacou o estudo da EPE, do ONS e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), publicado recentemente, que responde se a matriz elétrica se sustenta com energias renováveis. “A resposta é afirmativa: a matriz elétrica pode ter segurança de suprimento com mais de 40% de participação de solar e eólica, sem a adição de mais energias fósseis. O armazenamento vem com força para trazer mais estabilidade para a geração de energias renováveis e a nova tendência é o hidrogênio verde, que pode ser estocado para gerar eletricidade ou outras finalidades”, explicou.

Luiza destacou que outro ponto interessante mencionado por Cyrino é o papel das empresas. “Temos uma equipe na Bloomberg que monitora este setor e os compromissos assumidos pelas empresas”, disse. Segundo a convidada, a RE 100 é uma das maiores iniciativas e um compromisso de 100% de consumo de energias renováveis firmado por 250 empresas. Para atender a essa meta, serão necessários quase 100 GW de eletricidade renovável. “No Brasil, tivemos o maior ano em termos de contratos anunciados entre corporações e fornecedores de energia”, acrescentou.

Global Innovation Lab está com inscrições abertas

Durante o programa, Rodrigo Sauaia contou uma novidade: o Global Innovation Lab está em busca de novas ideias para a atração de investimentos sustentáveis e da recuperação econômica - e as ideias vindas do Brasil têm prioridade. As propostas selecionadas recebem consultoria de desenvolvimento, design e análise de mercado. O prazo vai até 22 de dezembro, clique aqui para acessar as informações.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside by Intersolar, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e o Meu Financiamento Solar. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

A CLAMPER é especialista em dispositivos de proteção contra surtos elétricos (DPS), que promove proteção para todos os equipamentos eletroeletrônicos, com tecnologia exclusiva para a proteção de sistemas fotovoltaicos. Nesta sala privativa, Eliane Cândido, Coordenadora de Negócios Corporativos da CLAMPER, apresentou produtos para residências e iluminação pública.

Para ela, a necessidade de proteção cresce com o desenvolvimento da tecnologia e a troca de insumos de equipamentos. O Brasil é líder na incidência de raios e os equipamentos são pensados na tropicalidade de países. A CLAMPER pensa nesse cenário, tanto no Sul quanto no Nordeste do país. “Temos DPS de corrente contínua, ideais para sistemas fotovoltaicos. Alertamos para que stringbox com DPS de corrente alternada não sejam usados, por conta de riscos”, disse.

Entre em contato com a empresa pelo e-mail fotovoltaico@clamper.com.br ou telefone (11) 3689 9578.

Sala Meu Financiamento Solar - Saiba como ofertar aos seus clientes a linha de crédito do BV

Carolina Reis apresentou a nova plataforma exclusiva para financiamento de energia solar da BV, que pode ser acessada no link: www.meufinanciamentosolar.com.br.

A plataforma é fácil de utilizar e possibilita fazer simulações rápidas de financiamento, incluindo as parcelas finais. Os benefícios para as empresas incluem:

• Atendimento sempre por um mesmo analista, facilitando a interação;
• Acompanhamento do status das propostas em tempo real;
• Suporte para a aprovação dos clientes;
• Simulador de financiamento.

O financiamento cobre o projeto completo, incluindo equipamento e serviço, e o pagamento é imediato. As taxas fixas são de 0,71% ao mês, o prazo é de 12 até 72 meses e a primeira parcela pode ser paga em até 90 dias. Os limites de financiamento são de R$ 200 mil para pessoas físicas e R$ 2 milhões para pessoas jurídicas.

Qualquer empresa pode se cadastrar na plataforma, desde que comprove experiência prévia em instalações de sistemas fotovoltaicos.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

O sistema de conexão brasileiro estará preparado para absorver o aumento da geração solar centralizada?

Rodrigo Sauaia: Para que mantenhamos o sistema elétrico operando com qualidade, precisaremos expandir a malha da rede de transmissão. O Brasil tem o diferencial de ter um sistema interligado e um operador centralizado do sistema. Com isso podemos aproveitar todos os recursos energéticos gerados nas diferentes regiões do país.

É possível estimar os impactos das mudanças na resolução 482 ou da evolução do mercado livre de energia nas projeções de 2021?

Luiza Demôro: Na projeção da BNEF de 2050, consideramos políticas públicas no curto prazo, mas não no longo prazo. No curto prazo, políticas públicas afetam os ganhos de payback para as tecnologias, mas no longo prazo, a curva de aprendizado faz com que eventuais perdas sejam compensadas e a tecnologia em questão continue a valer a pena.

Rodrigo Sauaia: O tema é muito importante para o mercado. Mudanças regulatórias acontecerão apenas em 2021 com a estruturação de um marco legal de geração distribuída no Congresso Nacional. Estas mudanças não podem estar descoladas da realidade mundial e da sociedade. A proposta inicial da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não atendeu às expectativas do setor e temos a possibilidade de construir um bom marco que abra espaço ao mercado. Em 2021, ainda não haverá grandes impactos, considerando que as mudanças levarão um tempo para serem implementadas

Qual a expectativa para o pequeno integrador solar no cenário pós-pandemia?

Rodrigo Sauaia: Minha dica é focar mais em divulgação digital e presença em redes. Esta realidade mudou na pandemia e se manterá. Pode também focar em nichos de mercado para atendimento preferencial, como comércio, indústria, produtores rurais ou consumidores residenciais. Cada segmento precisa de um modelo de negócio ajustado. Apesar das dificuldades deste ano, 2021 será um ano muito mais ensolarado.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside by Intersolar – Episódio 2 – Os incentivos governamentais]]> http://absolar2.test/absolar-inside-by-intersolar-episodio-2-os-incentivos-governamentais/ Mon, 26 Apr 2021 22:24:37 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9879

ABSOLAR Inside by Intersolar

Episódio 2 – Os incentivos governamentais


ABSOLAR Inside by Intersolar traz novidades e as principais informações sobre os incentivos do governo ao setor solar

O novo episódio do programa digital em formato de TV da ABSOLAR em parceria com a Intersolar South America, a maior feira do setor solar FV da América do Sul, aconteceu na última terça-feira, dia 17. Com apresentação da jornalista Priscila Brandão e tendo Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, como âncora, o programa recebeu tratou dos incentivos governamentais ao setor solar fotovoltaico. Rachel Freixo, Subsecretária de Competitividade do Espírito Santo; José Renato Casagrande, Governador do Espírito Santo; Marcos Knelp Navarro, Secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo; e Rodrigo Limp, Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), estavam entre os convidados do episódio.

Mais uma vez, as boas-vindas ficaram a cargo do Diretor Executivo da Solar Promotion International, Florian Wessendorf, que fez uma análise sobre os custos da energia solar atualmente. Confira abaixo o conteúdo deste programa:

Anfitrião Florian Wessendorf fala sobre as novidades do setor solar no relatório World Energy Outlook 2020

Na abertura do ABSOLAR Inside by Intersolar, Florian Wessendorf apresentou os temas do dia: o papel do estado, os programas em andamento e o apoio do governo à energia solar fotovoltaica. Durante sua fala, o diretor executivo da Solar Promotion International destacou o dado do relatório World Energy Outlook 2020, da Agência Internacional de Energia (IEA), sobre os projetos solares já oferecerem a energia mais barata da história. Florian apontou que, segundo o documento, houve expansão da fonte, que já está entre 20% a 50% mais barata do que a IEA esperava. “A IEA previa um custo de capital entre 7% e 8%, mas o valor para solar é inferior a 5% nos EUA e na China, por conta de políticas de redução de risco ao investimento em energias renováveis”, disse.

Nos melhores locais de recurso solar, com acesso a políticas favoráveis de incentivo à fonte, o custo de geração fotovoltaica é inferior a US$20/MWh. Segundo o anfitrião do programa, atualmente as novas usinas solares de grande porte custam entre 20 US$/MWh e 60 US$/MWh na Europa e, nos Estados Unidos, o valor fica entre 20 US$/MWh e 40 US$/MWh. Na China e na Índia, estes valores estão abaixo da faixa de custos para novas térmicas à carvão e na faixa de térmicas em operação.

Qual o papel da sustentabilidade para um estado com as características do Espírito Santo?

Para Raquel Freixo, quando falamos em sustentabilidade - incluindo os pilares econômico, social e ambiental - a característica do Espírito Santo é manter políticas públicas saudáveis, como as finanças públicas, por exemplo. Estes pilares são fundamentais para manter o crescimento contínuo e prestar melhor serviço para a população capixaba.

Rodrigo Sauaia complementou informando que o estado já tem 71,9 MW de sistemas de geração distribuída, representados por 5.335 sistemas fotovoltaicos de pequeno porte, que abastecem 6.296 unidades consumidoras. Já foram investidos mais de R$ 350 milhões no setor fotovoltaico do Espírito Santo, que geraram mais de 2 mil empregos. Com isso, mais de R$ 95 milhões foram arrecadados aos cofres públicos.

Governo do Espírito Santo promove ações para acelerar a energia solar FV no estado

De acordo com Renato Casagrande, existe um compromisso no Espírito Santo de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, a partir de um programa estadual de mudanças climáticas. “Incentivar energias renováveis é fundamental para que o estado contribua com as metas que esperamos que o Brasil leve às Nações Unidas; no ano passado, apresentamos um decreto, no qual toda nova construção da administração pública terá instalações de energia solar”, apontou.

Segundo o governador do Espírito Santo, o estado também aderiu ao convênio do Confaz de incentivo fiscal a instalações fotovoltaicas e, nos próximos dias, deve ser lançado o programa Gerar, para incentivo a energias renováveis. “Estamos também selecionando bons projetos de PCHS (Pequenas Centrais Hidrelétricas), que tenham sua liberação agilizada para contribuir com a ampliação das energias renováveis no estado”, disse.

Programa Gerar é alternativa de investimento, emprego e oportunidade no Espírito Santo

Marcos Kneip Navarro complementou a fala de Casagrande sobre o novo programa Gerar, que será lançado pelo governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento. Ele informou que, além do incentivo à geração de energias renováveis, o programa trabalha pilares importantes como financiamento, simplificação de licenciamento ambiental e incentivos fiscais. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento, o objetivo é proporcionar um ambiente de investimentos desburocratizado para investidores no setor solar fotovoltaico.

O programa valerá para todo o estado, considerando que existe importante incidência solar em todas as áreas do ES, e será lançado nos próximos dias. “A promoção de energia eólica e solar fotovoltaica tem como objetivo melhorar a posição do Espírito Santo no ranking, trabalhando eixos de atuação como desburocratização, regulamentação, incentivos tributários, acesso à rede, financiamento com bancos públicos e desenvolvimento regional”, disse.

Rodrigo Sauaia afirmou que a construção do programa é um sonho realizado, após muitas ações e iniciativas também da ABSOLAR. O âncora e presidente executivo da associação destacou que se os investimentos forem triplicados, eles resultarão no primeiro bilhão em investimentos no Espírito Santo. “Estamos ajudando o governo capixaba na estruturação do programa; o lançamento é o primeiro passo, seguido pela atração de empresas e viabilização de projetos”, disse.

Neste conceito, Sauaia deu ainda um exemplo de crescimento, que aconteceu em Goiás. No lançamento do programa Goiás Solar, em fevereiro de 2017, o estado estava em 14º lugar no ranking estadual de geração distribuída solar fotovoltaica e agora ocupa a 6ª posição. Hoje, o Espírito Santo está em 16º no mesmo ranking. “Estamos otimistas com o programa Gerar e em mostrar novo mercado a investidores de energia solar fotovoltaica. Além de aproveitar as praias capixabas, o recurso solar tem característica diferente, sendo mais intenso na zona costeira, onde é concentrada a população e o consumo de energia elétrica”, explicou.

Propostas do governo federal visam levar geração de energia renovável às comunidades remotas na Amazônia

Rodrigo Limp declarou que a fonte solar fotovoltaica tem a maior possibilidade de oferecer energia limpa para comunidades remotas, especialmente na região Norte. Para possibilitar que essas áreas tenham acesso à energia elétrica, o governo criou o programa Mais Luz para a Amazônia (MLA), que pretende atender pelo menos 350 mil pessoas nos nove estados da Amazônia Legal, com investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões. Para atender essas regiões, serão instalados sistemas de geração locais ou coletivos, principalmente a partir da fonte solar fotovoltaica. “O MLA contribuirá para o desenvolvimento social e econômico dessas comunidades, com fomento de atividades para o aumento da renda familiar e o uso sustentável de recursos naturais da região”, explicou.

Na sequência do Decreto nº 10.221, de 05 de fevereiro, que institui o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica na Amazônia Legal - Mais Luz para a Amazônia, o MME publicou o Manual de Operacionalização do Programa. Ele estabelece as atribuições dos agentes envolvidos: o MME, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Eletrobrás e as distribuidoras de energia. “Já foram assinados termos de compromisso com todas as distribuidoras responsáveis por executar os empreendimentos e estamos na fase de obras para que, em 2021, seja possível o fornecimento de eletricidade a essas famílias” informou.

Sauaia acredita que o Mais Luz para Amazônia é extremamente importante e trata do segmento off-grid, que no passado era visto com pouca representatividade econômica. “No entanto, os números que o secretário Limp trouxe representam cerca de 10% do que a solar fotovoltaica já gerou em investimentos”, destacou. De acordo com ele, os sistemas ajudarão a reduzir um problema crônico no Brasil: a elevadíssima conta de desenvolvimento energético.

Neste ano pagaremos mais de R$ 7,5 bilhões na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para levar diesel e geradores a diesel para abastecer comunidades remotas. Se reduzirmos essa conta com a substituição de geradores a diesel por sistemas fotovoltaicos, teremos a oportunidade de aliviar o bolso dos consumidores”, disse.

O âncora destacou que o avanço do MLA é o sucesso da energia solar fotovoltaica em aplicação remota. A ABSOLAR está acompanhando tudo de perto em reuniões entre os agentes que estão operacionalizando o programa. A entidade divulgará os editais quando forem lançados pelas distribuidoras, para que empresas possam oferecer equipamentos e serviços.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside by Intersolar, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e o Meu Financiamento Solar. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

Nesta sala privativa, Rebeca Cardoso apresentou a empresa, especialista e líder no País no mercado de Dispositivos de Proteção Contra Surtos (DPS). Fundada em 1991, com sede em Lagoa Santa, Minas Gerais, a CLAMPER atua com soluções de DPS tanto no mercado residencial quanto empresarial e público. Sua atuação é baseada em três pilares: economia, conforto e segurança.

Segundo Cardoso, estes equipamentos são de extrema importância, principalmente no Brasil, que lidera o ranking mundial de maior incidência de descargas atmosféricas. “São quase 80 milhões de raios por ano e, segundo o INPE, com a elevação da temperatura média do planeta, a tendência é que este número continue a crescer”, informou. Rebeca ainda explicou que estas descargas causam danos em equipamentos que, somados, atingem a marca de R$ 1 bilhão por ano. A apresentação também contou com os produtos da CLAMPER para usinas de pequeno e grande porte.

Sala Meu Financiamento Solar - Sessão de perguntas e respostas sobre o Financiamento para Energia Solar BV e como otimizar o preenchimento de proposta dos seus clientes

Nesta sala privativa, Carolina Reis apresentou o Meu Financiamento Solar como a nova plataforma de crédito do BV. “Temos uma promoção de extensão de carência de 120 dias, válida até 11 de dezembro, além de novos limites de crédito de R$ 500 mil para pessoa física e R$ 3 milhões para pessoa jurídica”, disse. Durante a apresentação, Carolina respondeu algumas perguntas sobre a plataforma. Confira:

Qual o prazo de retorno de propostas enviadas?
Dependendo do perfil do cliente, pode ser aprovado simultaneamente ou ter proposta pendente se o banco solicitar informações extras. O prazo limite é de 48 horas.

Quais fornecedores são cadastrados com o BV?
O BV financia todos os fornecedores homologados com o banco, que são hoje mais de 50. Se o seu parceiro não for homologado, eles abrem contato para cadastro.

Financiam apenas equipamento ou está incluída mão de obra?
Eles podem financiar equipamentos e serviços, na conta PJ de sua empresa.

Como saber o status de minha proposta?
Acessando a plataforma ou por e-mail. Toda empresa tem acesso direto ao analista vinculado.

É possível ter financiamento para condomínios?
Infelizmente ainda não, por conta da dificuldade de ter um analista único responsável pelo financiamento, assim como para o terceiro setor em geral.

Financiam sistema off-grid?
Não, apenas on-grid, conectado na rede.

Quiz ao vivo com espectadores promove a tendência de crescimento das renováveis no mundo

Durante o programa, Rodrigo Sauaia lançou um desafio aos espectadores: “quantos países já adotaram metas para atingir 100% de energias renováveis em suas matrizes?”. Após palpites dos participantes e espectadores no chat do programa, o âncora deu a resposta. Segundo o estudo Toward 100% Renewable Energy - Utilities in Transition, lançado no início deste ano pela agência IRENA, 61 países já têm essa meta. Deste número, 14 países possuem a meta de tornarem suas matrizes 100% renováveis até 2030. Essa tendência continua ganhando força. “Nas redes da ABSOLAR, divulgamos meta da China, Japão e sabemos que o próximo presidente dos EUA deve trazer o País de volta ao Acordo de Paris e anunciar metas de transição. O Brasil não pode ficar de fora. Centenas de cidades no mundo também já fazem parte desse processo”, disse.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Sou do Rio Grande do Sul, estado em segundo lugar no ranking do País em geração de energia solar fotovoltaica. Temos como trazer programas assim para nosso estado para crescer ainda mais?

Rodrigo Sauaia: O Rio Grande do Sul caiu para terceiro lugar de acordo com nosso novo Infográfico. A ABSOLAR está em contato direto com o governo do RS e estamos trabalhando com outras entidades e academia para desenvolver em um programa estadual.

Haverá novas linhas de financiamento para energia solar disponível nos bancos públicos do Espírito Santo? Onde posso encontrar as condições de financiamento?

Raquel Freixo: O programa Gerar inclui o eixo de financiamento. Temos conversado com bancos públicos, como o BNDES e o Banestes, e ambos têm linhas específicas. Informações detalhadas estão nos sites dos bancos ou pelo site da Secretaria de Desenvolvimento.

Rodrigo Sauaia: No site da ABSOLAR, temos um levantamento com mais de 70 linhas de financiamento, incluindo as condições e regiões abrangidas. Estamos trabalhando nas linhas para poder disponibilizar o financiamento para o poder público.

O Espírito Santo pretende melhorar sua isenção de ICMS para solar distribuída, a exemplo de Minas Gerais e, recentemente, do Rio de Janeiro?

Raquel Freixo: Dentro do novo programa, há a expectativa de isenções de ICMS para micro e minigeração distribuída, sim.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside by Intersolar – Episódio 3 – Inovação, tecnologia e novos produtos]]> http://absolar2.test/absolar-inside-by-intersolar-episodio-3-inovacao-tecnologia-e-novos-produtos/ Wed, 28 Apr 2021 14:28:00 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=9981

ABSOLAR Inside by Intersolar

Episódio 3 – Inovação, tecnologia e novos produtos


ABSOLAR Inside by Intersolar South America marca terceira temporada do programa de TV digital do setor solar FV

A inovação nos meios de comunicação dentro do setor elétrico é sempre bem-vinda. Agora, o setor solar fotovoltaico teve mais uma forma de transmitir e receber informação de qualidade: o ABSOLAR Inside. O programa digital encerrou sua terceira temporada tendo como parceira a Intersolar South America, a maior feira do setor solar FV da América do Sul. Essa união resultou no ABSOLAR Inside by Intersolar, que trouxe debates e entrevistas exclusivas com grandes nomes do mercado do Brasil e do exterior. Os três episódios foram apresentados pela jornalista Priscila Brandão e tiveram o Presidente Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, como âncora.

O episódio de encerramento aconteceu no dia 25 de novembro de 2020, e recebeu o Prof. Roberto Zilles, Diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo - IEE/USP, como convidado. Convidados internacionais trouxeram conteúdo exclusivo:

Garrett Nilsen, Diretor Adjunto do Escritório de Tecnologias de Energia Solar do Departamento de Energia dos Estados Unidos; Eicke Weber, Vice-Presidente da European Solar Manufacturing Council (ESMC); e Michael Shmela, Consultor Executivo da SolarPower Europe. Eles falaram sobre inovação no setor solar fotovoltaico, as fronteiras tecnológicas e novos produtos. Confira abaixo tudo o que rolou no encerramento da terceira temporada:

Com a palavra: Florian Wessendorf

Florian Wessendorf, Diretor Executivo do Solar Promotion International GMBH, foi o anfitrião desta série de programas. Ele adiantou os principais temas que seriam tratados no episódio: inovação, tecnologia e novos produtos. Citando a capacidade da solar, Florian apontou que a fonte está alcançando o ponto de superar outras formas de geração em termos de performance e custo. Diante disso, há melhorias a serem feitas? Segundo o anfitrião, há muito espaço para a redução de preço, principalmente, a partir dos módulos e componentes do sistema, que representam a maior parte dos custos e o maior foco para a redução deles.

Florian também citou que a importância dos inversores só aumentou com a chegada da digitalização no setor solar fotovoltaico. “Hoje, os inversores são os verdadeiros cérebros dos sistemas fotovoltaicos atuais, pois conversam com todos os tipos de sistemas de armazenamento. Eles são a chave na eficiência de processos de operação e manutenção e possuem otimizadores de potência para operar sistemas fotovoltaicos com mais eficiência”, disse. O anfitrião não deixou de apontar mais uma tecnologia que tem crescido no mercado: os módulos bifaciais. Para Wessendorf, eles são eficientes para telhados. Já as usinas de grande porte usam rastreadores, cujo investimento em relação às usinas com estruturas fixas é compensado com custos de instalação mais baixos.

A importância da inovação, pesquisa e tecnologia em um setor dinâmico como o fotovoltaico

De acordo com o Prof. Zilles, a pesquisa e inovação têm muita importância dentro do setor para que a solar fotovoltaica tenha ainda mais espaço no futuro. “Temos um mercado de 100 GW por ano, baseado em tecnologia desenvolvida nos anos 50. A participação de solar nas matrizes dos países ainda é pequena. Não podemos pensar no horizonte de apenas 10 anos; todas as previsões de objetivos de desenvolvimento sustentável preveem ampla participação de solar no futuro, o que provavelmente não se dará com a tecnologia atual”, explicou. Segundo o convidado, a fonte fotovoltaica tem a oportunidade de aproximar fundos privados da universidade e do setor acadêmico. “O investimento em capital humano é muito importante, posto que a ciência está aberta à descoberta de novos materiais e dispositivos, que farão parte do universo de conversão de energia solar”, afirmou.

Inovações e otimizações fazem parte do futuro da tecnologia fotovoltaica

Para Eicke Weber, a indústria é impulsionada por desenvolvimento e inovação tecnológica. No passado, a tecnologia do sílicio (AI-BSF), que permite alcançar até 20% de eficiência da célula fotovoltaica, tinha participação de 95% no mercado. Atualmente, tem apenas 40%. O Vice-Presidente da ESMC informou, então, que hoje é possível avançar usando faces totalmente passivas, como a chamada tecnologia PERC. Essa tecnologia conta com uma inserção de 50% no mercado e chega a 24% de eficiência.

“Depois da segunda geração de tecnologia fotovoltaica, nos preparamos para tecnologias de alta eficiência, que preveem eficiência de até 27%”, disse. Weber citou as células de silício com heterojunção, que são preparadas para uma introdução em grande escala no mercado nos próximos cinco anos. “Ainda estamos experimentando desenvolvimentos promissores na tecnologia fotovoltaica e a tecnologia de heterojunção permite o uso de módulos em ambas as faces e adaptadas a módulos de vidro-vidro”. Segundo ele, há avanços também na eletrônica de potência, portanto, existem oportunidades mesmo para os recém-chegados no mercado de produção de energia solar fotovoltaica. Para Weber, a América do Sul é um mercado promissor, com potencial tecnológico para deixar de ser um importador de células solares.

Rodrigo Sauaia complementou a fala de Eicke afirmando que o ponto usado para células e módulos é muito relevante e pode ser aplicado para outros componentes, como rastreadores, inversores e cabeamento, assim como baterias. No caso do módulo, a inovação pode vir aumentando a eficiência das células, como exemplo do uso da tecnologia a laser. “Ainda é a tecnologia da década de 50, com aprimoramentos que apresentam espaço atualmente; por outro lado, há o esforço de diminuir a quantidade da matéria-prima para a produção dos mesmos módulos”, disse. De acordo com Sauaia, outro fator importante é o aumento da escala de produção para a diluição de custos fixos de fabricantes e, consequentemente, de sistemas. “Outro eixo é o esforço em simplificar etapas do processo produtivo, apoiando a redução do preço da tecnologia. Além da inovação nos equipamentos, há inovação visando a eficientização nos serviços, como a digitalização de etapas comerciais das empresas”, apontou.

Principais contribuições da academia para o setor solar fotovoltaico em pesquisa e inovação no Brasil

Prof. Zilles complementou a fala de Eicke Weber sobre as células PERC. Ele ressalta que foram desenvolvidas há muitos anos e, para sua aplicação atual, foram feitos diversos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. De acordo com o professor, antes não eram utilizadas porque o investimento não era feito por conta da falta de clareza de seu potencial de utilização atual. “As células PERC reduzem o uso de alumínio e aumentam a eficiência do processo tradicional a um custo energético análogo a uma célula clássica que conhecemos”, informou.

Segundo o convidado, a academia teve importância significativa desde os anos 70, visto que desenvolveu a primeira indústria fotovoltaica no Brasil. “O governo apoiou muitos de nós, demonstrando visão de futuro. Se pegarmos a contribuição passada sobre pesquisa de materiais, desde o final dos anos 80 até meados dos anos 2000, a academia teve papel importante nas políticas de eletrificação rural”, disse. Prof. Zilles apontou que, além do laboratório, a academia tem os pilares de ensino, pesquisa e extensão. “Graças a ela que foi desenvolvido todo o arcabouço legal para que exista uma estrutura sólida de pesquisa”.

O convidado informou que, atualmente, as tecnologias que estão sendo desenvolvidas terão investimentos feitos daqui a dez anos. “Grandes investidores devem se aproximar da academia para apoiar a formação de recursos humanos e spin-offs universitários. A academia tem função preditiva na operação de usinas atuais, estudando e monitorando o uso dos módulos PERCs, que são suscetíveis a temperaturas altas”, disse.

Sistemas flutuantes e agro podem receber a eficiência da fonte solar fotovoltaica

Segundo Michael Schmela, além da queda de preço, a popularidade crescente da fonte solar fotovoltaica se deve às infinitas oportunidades de aplicação - desde satélites até soluções integradas em cidades e usinas gigantes de grande porte. Ele citou a solar flutuante, cuja aplicação mais comum é em lagos artificiais, nos quais os sistemas são ancorados no fundo de lagos ou na margem. “É uma solução muito eficiente, trazendo benefícios em termos de geração de energia e economia do uso de água”, disse. De acordo com o Consultor Executivo da SolarPower Europe, apenas 10% de reservatórios europeus poderiam abrigar sistemas que gerariam mais de 200 GW, produzindo 14% da energia da comunidade europeia.

Schmela apontou que, de acordo com estudo recente do Fraunhofer Institut, há um potencial de 56 GW para solar flutuante em lagos originários de antigas minas de carvão na Alemanha, ou mais do que a capacidade instalada atualmente no país. O convidado ainda comentou que outra forma de otimizar o uso de terra é a agro fotovoltaica. “O princípio abre o uso de aplicações disruptivas, explorando a sinergia entre agricultura e solar e proporciona soluções às necessidades dos agricultores”. Para Schmela, isso atrai investimentos e criação de empregos, apoia atividades tradicionais e sustentáveis agrícolas e aumenta a resiliência climática de atividades agrícolas.

É possível colocar sistemas fotovoltaicos em estufas ou usá-los para sombras de cultivo de frutas ou piscicultura. “Assim como na solar flutuante, o potencial é imenso. Se aplicado em apenas 1% das terras aráveis da Europa, o potencial técnico seria de mais de 700 GW”, disse. Segundo o entrevistado, para aproveitar o potencial da agro fotovoltaica, os países precisam criar estratégias de arcabouços regulatórios e priorizar investimentos e políticas públicas.

Para o Prof. Zilles, a mensagem geral da solar fotovoltaica flutuante é que a produção de eletricidade por solar fotovoltaica não é um problema de disponibilidade de espaço. Ele também complementa a fala do Consultor Executivo da SolarPower Europe sobre a agro FV, que apresenta um potencial enorme. “A agricultura utiliza um recurso primário que é o sol. A fotossíntese tem uma eficiência de 1% e na fotovoltaica estamos chegando a 20%. Não se compete com alimentos, usando apenas 1% do território arável. Há muito consumo de diesel e água no setor rural; a energia fotovoltaica pode minimizar ambos os usos”, informou. Para o professor, no Brasil, a tarifa de irrigação ainda não favorece esse uso. “Já está na hora de abrirmos a discussão de solar fotovoltaica em feiras agropecuárias, para agricultura de pequeno e médio porte”, apontou.

Rodrigo Sauaia acredita que, em relação às aplicações flutuantes, o mercado brasileiro dirá onde os sistemas estarão localizados. No País, existem mais de 24 mil reservatórios hídricos que não são aproveitados para gerar energia elétrica, o que faria possível aproximar mais o setor hidrelétrico do fotovoltaico com esse tipo de inovação. “Fora isso, o setor rural tem açudes e lagos que podem ser aproveitados para esta aplicação. Já em relação à agro, o professor Plinio Nastari, Presidente e fundador da Datagro Consultoria, comentou que um terço do PIB vem da agro e solar tem uma importância crescente, representando mais de 13% da capacidade instalada de GD no Brasil”, disse.

Com o aumento do uso de energia solar, o que os EUA estão fazendo para integrá-la à rede e outras soluções?

Segundo Garrett Nilsen, o DOE está fazendo investimentos para melhor integrar as quantidades crescentes de energia solar à rede. “A participação da fonte no atendimento à oferta de eletricidade norte-americana cresceu de 0,1% para 3% e em alguns estados representa mais de 10%”, afirmou. De acordo com o diretor adjunto do Escritório de Tecnologias de Energia Solar do Departamento de Energia dos Estados Unidos, a energia solar também proporciona serviços que contribuem à segurança e à confiabilidade das operações da rede.

Temos interesse particular na utilização de solar com outras fontes em sistemas híbridos e anunciamos, em novembro, investimentos de 13 milhões de dólares nesta área. Entre outras aplicações, temos projeto combinando solar, armazenamento e hidreletricidade em Michigan”, disse. Garrett complementou dizendo que espera que as lições aprendidas permitam que produtores de energia possam alavancar maneiras inovadoras de aproveitar o potencial de ambas as fontes nos Estados Unidos e no Brasil. “Estes projetos fazem parte de um portfólio de mais de 200 milhões de dólares de investimentos por ano nos EUA”, apontou.

Para Rodrigo Sauaia, o convidado trouxe a visão de um País que tem sido uma liderança no setor, com esforços feitos por universidades e instituições de pesquisa norte-americanas. O âncora informou que os números de investimento são impressionantes, além de ser importante dizer que o esforço norte-americano é um trabalho de décadas. “Os Estados Unidos estão criando projetos inovadores combinando a tecnologia fotovoltaica com o armazenamento de energia elétrica e também combinando projetos híbridos de solar com outras fontes, trazendo ganho de sinergia”, disse. Segundo Sauaia, uma vez ocorrerá a mudança de gestão nos EUA no próximo ano, haverá um realinhamento de parcerias com países estratégicos. “Faço um pré-convite aos associados para conhecer e visitar centros de referência de pesquisa e inovação nos Estados Unidos”, complementou.

Prof. Zilles também comentou a fala de Garett. “Nos Estados Unidos, existe a integração de solar na rede, incluindo hídrica, eólica e armazenamento. A participação de fontes renováveis na matriz elétrica é inexorável. Como disse Eicke Weber, a chave é a inovação, incluindo melhorias em eletrônica de potência, que pode desenvolver competitivamente todas essas soluções”, apontou. Para o professor, a agro fotovoltaica tem vários desafios de integração para nossa engenharia e indústria, que podem trabalhar em conjunto.

Quiz gera maior interação entre os telespectadores

Durante o programa, o âncora perguntou se os espectadores sabiam qual a fonte renovável que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no mundo e se os investimentos seriam mais públicos ou privados. Todos os comentários tinham a mesma resposta: a fonte solar fotovoltaica e os investimentos são mais privados. E acertaram! Rodrigo Sauaia explicou que a energia solar FV lidera a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no mundo, de acordo com o estudo da Bloomberg com a Escola de Frankfurt. Os investimentos de mais de 7 bilhões de dólares em 2019 superam a somatória de todas as outras fontes renováveis, incluindo hidrelétricas. A maioria dos investimentos é privada, respondendo por dois terços do total.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside by Intersolar, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e o Meu Financiamento Solar. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

Rebeca Cardoso, Consultora de Negócios da CLAMPER, apresentou a empresa especialista e líder no Brasil no mercado de Dispositivos de Proteção Contra Surtos (DPS). Fundada em 1991, com sede em Lagoa Santa, Minas Gerais, ela exporta produtos para 21 países. A CLAMPER atua com soluções de DPS tanto no mercado residencial, quanto empresarial e público, com o único laboratório de simulação da América Latina e equipe própria de P&D desenvolvendo novos produtos. A consultora de negócios explicou que a empresa produz os equipamentos no Brasil e se baseia nos pilares de segurança, economia e conforto de manutenção. Além disso, é certificada nos maiores órgãos do mundo, sendo também a primeira empresa com filial em um aeroporto no Brasil.

Rebeca comentou ainda sobre a stringbox, que deve trazer confiabilidade e garantir a vida útil do sistema fotovoltaico. “Estes equipamentos são de extrema importância, principalmente no Brasil, que lidera o ranking mundial de maior incidência de descargas atmosféricas”, disse. De acordo com ela, são quase 80 milhões de raios por ano. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com a elevação da temperatura média do planeta, a tendência é que este número continue a crescer.

O INPE também aponta que estas descargas causam danos em equipamentos que, somados, atingem perdas de R$ 1 bilhão por ano. Durante a apresentação, a consultora de negócios citou a alta durabilidade dos produtos da CLAMPER: há DPS cuja vida útil pode superar os 20 anos. “Cada DPS é específico para um módulo, então não usem DPS com 1000 W em módulos de 600 W. Normas não exigem uso de stringbox, mas há vantagens de segurança em manutenção, informou.

Sala Meu Financiamento Solar - Cenários da REN 482 em 2021

Nesta sala, Bárbara Rubim, Diretora da Bright Strategies e Vice-Presidente de GD da ABSOLAR, apresentou as perspectivas legais e regulatórias para a geração distribuída em 2021.

Na visão de Bárbara Rubim, a manifestação recente do Tribunal de Contas da União (TCU) não deve impactar o plano já estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de conclusão da revisão ainda no primeiro semestre de 2021. Além disso, segundo ela, o TCU também afirmou que para a GD continuar a ser como é atualmente, seria necessária a criação de uma política pública. Para isso, Bárbara informou que a melhor alternativa seria a MP 998/2020, que tem prazo para votação em fevereiro de 2021.

De acordo com a Vice-Presidente de Geração Distribuída da ABSOLAR, dentre as emendas propostas - que em sua maioria tratam de um marco legal para a geração distribuída, com exceção da Emenda nº 160 - o setor teria um cenário mais favorável do que a conclusão da revisão da REN 482/12 pela Aneel. Segundo ela, nestas emendas, havia um prazo de transição, que varia entre gatilhos de penetração e data definida, depois do qual os novos projetos de geração distribuída perderiam a TUSD Fio B. Já para os projetos conectados, haveria a manutenção das condições atuais. Bárbara afirma que é importante que o setor una forças para que tenhamos um marco legal da GD pela MP 998/2020.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Diante das inovações tecnológicas, qual a estimativa da redução de CAPEX de solar fotovoltaica nos próximos dez anos?

Rodrigo Sauaia: Trago duas estimativas: a BloombergNEF (BNEF) projeta uma queda de 22% nos preços de solar até 2030. Já um dos maiores programas de P&D do mundo, o Sunshot, tem uma meta de redução de 50% nos preços de energia em 2030, em comparação com os preços de hoje.

Como está a situação dos inversores híbridos?

Prof. Roberto Zilles: Houve iniciativas do Inmetro de introdução destes inversores em portaria do órgão. Foi criada uma comissão de estudos na ABNT dedicada a esses inversores. Esperamos que no primeiro semestre do ano que vem já haja consulta pública para a referida norma. Estamos montando infraestrutura laboratorial para inversores híbridos de até 30 kW.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside by Intersolar – Episódio 3 – Inovação, tecnologia e novos produtos]]> http://absolar2.test/?page_id=10200 https://www.absolar.org.br/?page_id=10200

ABSOLAR Inside by Intersolar

Episódio 3 – Inovação, tecnologia e novos produtos


ABSOLAR Inside by Intersolar South America marca terceira temporada do programa de TV digital do setor solar FV

A inovação nos meios de comunicação dentro do setor elétrico é sempre bem-vinda. Agora, o setor solar fotovoltaico teve mais uma forma de transmitir e receber informação de qualidade: o ABSOLAR Inside. O programa digital encerrou sua terceira temporada tendo como parceira a Intersolar South America, a maior feira do setor solar FV da América do Sul. Essa união resultou no ABSOLAR Inside by Intersolar, que trouxe debates e entrevistas exclusivas com grandes nomes do mercado do Brasil e do exterior. Os três episódios foram apresentados pela jornalista Priscila Brandão e tiveram o Presidente Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, como âncora.

O episódio de encerramento aconteceu no dia 25 de novembro de 2020, e recebeu o Prof. Roberto Zilles, Diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo - IEE/USP, como convidado. Convidados internacionais trouxeram conteúdo exclusivo:

Garrett Nilsen, Diretor Adjunto do Escritório de Tecnologias de Energia Solar do Departamento de Energia dos Estados Unidos; Eicke Weber, Vice-Presidente da European Solar Manufacturing Council (ESMC); e Michael Shmela, Consultor Executivo da SolarPower Europe. Eles falaram sobre inovação no setor solar fotovoltaico, as fronteiras tecnológicas e novos produtos. Confira abaixo tudo o que rolou no encerramento da terceira temporada:

Com a palavra: Florian Wessendorf

Florian Wessendorf, Diretor Executivo do Solar Promotion International GMBH, foi o anfitrião desta série de programas. Ele adiantou os principais temas que seriam tratados no episódio: inovação, tecnologia e novos produtos. Citando a capacidade da solar, Florian apontou que a fonte está alcançando o ponto de superar outras formas de geração em termos de performance e custo. Diante disso, há melhorias a serem feitas? Segundo o anfitrião, há muito espaço para a redução de preço, principalmente, a partir dos módulos e componentes do sistema, que representam a maior parte dos custos e o maior foco para a redução deles.

Florian também citou que a importância dos inversores só aumentou com a chegada da digitalização no setor solar fotovoltaico. “Hoje, os inversores são os verdadeiros cérebros dos sistemas fotovoltaicos atuais, pois conversam com todos os tipos de sistemas de armazenamento. Eles são a chave na eficiência de processos de operação e manutenção e possuem otimizadores de potência para operar sistemas fotovoltaicos com mais eficiência”, disse. O anfitrião não deixou de apontar mais uma tecnologia que tem crescido no mercado: os módulos bifaciais. Para Wessendorf, eles são eficientes para telhados. Já as usinas de grande porte usam rastreadores, cujo investimento em relação às usinas com estruturas fixas é compensado com custos de instalação mais baixos.

A importância da inovação, pesquisa e tecnologia em um setor dinâmico como o fotovoltaico

De acordo com o Prof. Zilles, a pesquisa e inovação têm muita importância dentro do setor para que a solar fotovoltaica tenha ainda mais espaço no futuro. “Temos um mercado de 100 GW por ano, baseado em tecnologia desenvolvida nos anos 50. A participação de solar nas matrizes dos países ainda é pequena. Não podemos pensar no horizonte de apenas 10 anos; todas as previsões de objetivos de desenvolvimento sustentável preveem ampla participação de solar no futuro, o que provavelmente não se dará com a tecnologia atual”, explicou. Segundo o convidado, a fonte fotovoltaica tem a oportunidade de aproximar fundos privados da universidade e do setor acadêmico. “O investimento em capital humano é muito importante, posto que a ciência está aberta à descoberta de novos materiais e dispositivos, que farão parte do universo de conversão de energia solar”, afirmou.

Inovações e otimizações fazem parte do futuro da tecnologia fotovoltaica

Para Eicke Weber, a indústria é impulsionada por desenvolvimento e inovação tecnológica. No passado, a tecnologia do sílicio (AI-BSF), que permite alcançar até 20% de eficiência da célula fotovoltaica, tinha participação de 95% no mercado. Atualmente, tem apenas 40%. O Vice-Presidente da ESMC informou, então, que hoje é possível avançar usando faces totalmente passivas, como a chamada tecnologia PERC. Essa tecnologia conta com uma inserção de 50% no mercado e chega a 24% de eficiência.

“Depois da segunda geração de tecnologia fotovoltaica, nos preparamos para tecnologias de alta eficiência, que preveem eficiência de até 27%”, disse. Weber citou as células de silício com heterojunção, que são preparadas para uma introdução em grande escala no mercado nos próximos cinco anos. “Ainda estamos experimentando desenvolvimentos promissores na tecnologia fotovoltaica e a tecnologia de heterojunção permite o uso de módulos em ambas as faces e adaptadas a módulos de vidro-vidro”. Segundo ele, há avanços também na eletrônica de potência, portanto, existem oportunidades mesmo para os recém-chegados no mercado de produção de energia solar fotovoltaica. Para Weber, a América do Sul é um mercado promissor, com potencial tecnológico para deixar de ser um importador de células solares.

Rodrigo Sauaia complementou a fala de Eicke afirmando que o ponto usado para células e módulos é muito relevante e pode ser aplicado para outros componentes, como rastreadores, inversores e cabeamento, assim como baterias. No caso do módulo, a inovação pode vir aumentando a eficiência das células, como exemplo do uso da tecnologia a laser. “Ainda é a tecnologia da década de 50, com aprimoramentos que apresentam espaço atualmente; por outro lado, há o esforço de diminuir a quantidade da matéria-prima para a produção dos mesmos módulos”, disse. De acordo com Sauaia, outro fator importante é o aumento da escala de produção para a diluição de custos fixos de fabricantes e, consequentemente, de sistemas. “Outro eixo é o esforço em simplificar etapas do processo produtivo, apoiando a redução do preço da tecnologia. Além da inovação nos equipamentos, há inovação visando a eficientização nos serviços, como a digitalização de etapas comerciais das empresas”, apontou.

Principais contribuições da academia para o setor solar fotovoltaico em pesquisa e inovação no Brasil

Prof. Zilles complementou a fala de Eicke Weber sobre as células PERC. Ele ressalta que foram desenvolvidas há muitos anos e, para sua aplicação atual, foram feitos diversos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. De acordo com o professor, antes não eram utilizadas porque o investimento não era feito por conta da falta de clareza de seu potencial de utilização atual. “As células PERC reduzem o uso de alumínio e aumentam a eficiência do processo tradicional a um custo energético análogo a uma célula clássica que conhecemos”, informou.

Segundo o convidado, a academia teve importância significativa desde os anos 70, visto que desenvolveu a primeira indústria fotovoltaica no Brasil. “O governo apoiou muitos de nós, demonstrando visão de futuro. Se pegarmos a contribuição passada sobre pesquisa de materiais, desde o final dos anos 80 até meados dos anos 2000, a academia teve papel importante nas políticas de eletrificação rural”, disse. Prof. Zilles apontou que, além do laboratório, a academia tem os pilares de ensino, pesquisa e extensão. “Graças a ela que foi desenvolvido todo o arcabouço legal para que exista uma estrutura sólida de pesquisa”.

O convidado informou que, atualmente, as tecnologias que estão sendo desenvolvidas terão investimentos feitos daqui a dez anos. “Grandes investidores devem se aproximar da academia para apoiar a formação de recursos humanos e spin-offs universitários. A academia tem função preditiva na operação de usinas atuais, estudando e monitorando o uso dos módulos PERCs, que são suscetíveis a temperaturas altas”, disse.

Sistemas flutuantes e agro podem receber a eficiência da fonte solar fotovoltaica

Segundo Michael Schmela, além da queda de preço, a popularidade crescente da fonte solar fotovoltaica se deve às infinitas oportunidades de aplicação - desde satélites até soluções integradas em cidades e usinas gigantes de grande porte. Ele citou a solar flutuante, cuja aplicação mais comum é em lagos artificiais, nos quais os sistemas são ancorados no fundo de lagos ou na margem. “É uma solução muito eficiente, trazendo benefícios em termos de geração de energia e economia do uso de água”, disse. De acordo com o Consultor Executivo da SolarPower Europe, apenas 10% de reservatórios europeus poderiam abrigar sistemas que gerariam mais de 200 GW, produzindo 14% da energia da comunidade europeia.

Schmela apontou que, de acordo com estudo recente do Fraunhofer Institut, há um potencial de 56 GW para solar flutuante em lagos originários de antigas minas de carvão na Alemanha, ou mais do que a capacidade instalada atualmente no país. O convidado ainda comentou que outra forma de otimizar o uso de terra é a agro fotovoltaica. “O princípio abre o uso de aplicações disruptivas, explorando a sinergia entre agricultura e solar e proporciona soluções às necessidades dos agricultores”. Para Schmela, isso atrai investimentos e criação de empregos, apoia atividades tradicionais e sustentáveis agrícolas e aumenta a resiliência climática de atividades agrícolas.

É possível colocar sistemas fotovoltaicos em estufas ou usá-los para sombras de cultivo de frutas ou piscicultura. “Assim como na solar flutuante, o potencial é imenso. Se aplicado em apenas 1% das terras aráveis da Europa, o potencial técnico seria de mais de 700 GW”, disse. Segundo o entrevistado, para aproveitar o potencial da agro fotovoltaica, os países precisam criar estratégias de arcabouços regulatórios e priorizar investimentos e políticas públicas.

Para o Prof. Zilles, a mensagem geral da solar fotovoltaica flutuante é que a produção de eletricidade por solar fotovoltaica não é um problema de disponibilidade de espaço. Ele também complementa a fala do Consultor Executivo da SolarPower Europe sobre a agro FV, que apresenta um potencial enorme. “A agricultura utiliza um recurso primário que é o sol. A fotossíntese tem uma eficiência de 1% e na fotovoltaica estamos chegando a 20%. Não se compete com alimentos, usando apenas 1% do território arável. Há muito consumo de diesel e água no setor rural; a energia fotovoltaica pode minimizar ambos os usos”, informou. Para o professor, no Brasil, a tarifa de irrigação ainda não favorece esse uso. “Já está na hora de abrirmos a discussão de solar fotovoltaica em feiras agropecuárias, para agricultura de pequeno e médio porte”, apontou.

Rodrigo Sauaia acredita que, em relação às aplicações flutuantes, o mercado brasileiro dirá onde os sistemas estarão localizados. No País, existem mais de 24 mil reservatórios hídricos que não são aproveitados para gerar energia elétrica, o que faria possível aproximar mais o setor hidrelétrico do fotovoltaico com esse tipo de inovação. “Fora isso, o setor rural tem açudes e lagos que podem ser aproveitados para esta aplicação. Já em relação à agro, o professor Plinio Nastari, Presidente e fundador da Datagro Consultoria, comentou que um terço do PIB vem da agro e solar tem uma importância crescente, representando mais de 13% da capacidade instalada de GD no Brasil”, disse.

Com o aumento do uso de energia solar, o que os EUA estão fazendo para integrá-la à rede e outras soluções?

Segundo Garrett Nilsen, o DOE está fazendo investimentos para melhor integrar as quantidades crescentes de energia solar à rede. “A participação da fonte no atendimento à oferta de eletricidade norte-americana cresceu de 0,1% para 3% e em alguns estados representa mais de 10%”, afirmou. De acordo com o diretor adjunto do Escritório de Tecnologias de Energia Solar do Departamento de Energia dos Estados Unidos, a energia solar também proporciona serviços que contribuem à segurança e à confiabilidade das operações da rede.

Temos interesse particular na utilização de solar com outras fontes em sistemas híbridos e anunciamos, em novembro, investimentos de 13 milhões de dólares nesta área. Entre outras aplicações, temos projeto combinando solar, armazenamento e hidreletricidade em Michigan”, disse. Garrett complementou dizendo que espera que as lições aprendidas permitam que produtores de energia possam alavancar maneiras inovadoras de aproveitar o potencial de ambas as fontes nos Estados Unidos e no Brasil. “Estes projetos fazem parte de um portfólio de mais de 200 milhões de dólares de investimentos por ano nos EUA”, apontou.

Para Rodrigo Sauaia, o convidado trouxe a visão de um País que tem sido uma liderança no setor, com esforços feitos por universidades e instituições de pesquisa norte-americanas. O âncora informou que os números de investimento são impressionantes, além de ser importante dizer que o esforço norte-americano é um trabalho de décadas. “Os Estados Unidos estão criando projetos inovadores combinando a tecnologia fotovoltaica com o armazenamento de energia elétrica e também combinando projetos híbridos de solar com outras fontes, trazendo ganho de sinergia”, disse. Segundo Sauaia, uma vez ocorrerá a mudança de gestão nos EUA no próximo ano, haverá um realinhamento de parcerias com países estratégicos. “Faço um pré-convite aos associados para conhecer e visitar centros de referência de pesquisa e inovação nos Estados Unidos”, complementou.

Prof. Zilles também comentou a fala de Garett. “Nos Estados Unidos, existe a integração de solar na rede, incluindo hídrica, eólica e armazenamento. A participação de fontes renováveis na matriz elétrica é inexorável. Como disse Eicke Weber, a chave é a inovação, incluindo melhorias em eletrônica de potência, que pode desenvolver competitivamente todas essas soluções”, apontou. Para o professor, a agro fotovoltaica tem vários desafios de integração para nossa engenharia e indústria, que podem trabalhar em conjunto.

Quiz gera maior interação entre os telespectadores

Durante o programa, o âncora perguntou se os espectadores sabiam qual a fonte renovável que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no mundo e se os investimentos seriam mais públicos ou privados. Todos os comentários tinham a mesma resposta: a fonte solar fotovoltaica e os investimentos são mais privados. E acertaram! Rodrigo Sauaia explicou que a energia solar FV lidera a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no mundo, de acordo com o estudo da Bloomberg com a Escola de Frankfurt. Os investimentos de mais de 7 bilhões de dólares em 2019 superam a somatória de todas as outras fontes renováveis, incluindo hidrelétricas. A maioria dos investimentos é privada, respondendo por dois terços do total.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside by Intersolar, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e o Meu Financiamento Solar. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

Rebeca Cardoso, Consultora de Negócios da CLAMPER, apresentou a empresa especialista e líder no Brasil no mercado de Dispositivos de Proteção Contra Surtos (DPS). Fundada em 1991, com sede em Lagoa Santa, Minas Gerais, ela exporta produtos para 21 países. A CLAMPER atua com soluções de DPS tanto no mercado residencial, quanto empresarial e público, com o único laboratório de simulação da América Latina e equipe própria de P&D desenvolvendo novos produtos. A consultora de negócios explicou que a empresa produz os equipamentos no Brasil e se baseia nos pilares de segurança, economia e conforto de manutenção. Além disso, é certificada nos maiores órgãos do mundo, sendo também a primeira empresa com filial em um aeroporto no Brasil.

Rebeca comentou ainda sobre a stringbox, que deve trazer confiabilidade e garantir a vida útil do sistema fotovoltaico. “Estes equipamentos são de extrema importância, principalmente no Brasil, que lidera o ranking mundial de maior incidência de descargas atmosféricas”, disse. De acordo com ela, são quase 80 milhões de raios por ano. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com a elevação da temperatura média do planeta, a tendência é que este número continue a crescer.

O INPE também aponta que estas descargas causam danos em equipamentos que, somados, atingem perdas de R$ 1 bilhão por ano. Durante a apresentação, a consultora de negócios citou a alta durabilidade dos produtos da CLAMPER: há DPS cuja vida útil pode superar os 20 anos. “Cada DPS é específico para um módulo, então não usem DPS com 1000 W em módulos de 600 W. Normas não exigem uso de stringbox, mas há vantagens de segurança em manutenção, informou.

Sala Meu Financiamento Solar - Cenários da REN 482 em 2021

Nesta sala, Bárbara Rubim, Diretora da Bright Strategies e Vice-Presidente de GD da ABSOLAR, apresentou as perspectivas legais e regulatórias para a geração distribuída em 2021.

Na visão de Bárbara Rubim, a manifestação recente do Tribunal de Contas da União (TCU) não deve impactar o plano já estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de conclusão da revisão ainda no primeiro semestre de 2021. Além disso, segundo ela, o TCU também afirmou que para a GD continuar a ser como é atualmente, seria necessária a criação de uma política pública. Para isso, Bárbara informou que a melhor alternativa seria a MP 998/2020, que tem prazo para votação em fevereiro de 2021.

De acordo com a Vice-Presidente de Geração Distribuída da ABSOLAR, dentre as emendas propostas - que em sua maioria tratam de um marco legal para a geração distribuída, com exceção da Emenda nº 160 - o setor teria um cenário mais favorável do que a conclusão da revisão da REN 482/12 pela Aneel. Segundo ela, nestas emendas, havia um prazo de transição, que varia entre gatilhos de penetração e data definida, depois do qual os novos projetos de geração distribuída perderiam a TUSD Fio B. Já para os projetos conectados, haveria a manutenção das condições atuais. Bárbara afirma que é importante que o setor una forças para que tenhamos um marco legal da GD pela MP 998/2020.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Diante das inovações tecnológicas, qual a estimativa da redução de CAPEX de solar fotovoltaica nos próximos dez anos??

Rodrigo Sauaia: Trago duas estimativas: a BloombergNEF (BNEF) projeta uma queda de 22% nos preços de solar até 2030. Já um dos maiores programas de P&D do mundo, o Sunshot, tem uma meta de redução de 50% nos preços de energia em 2030, em comparação com os preços de hoje.

Como está a situação dos inversores híbridos?

Prof. Roberto Zilles: Houve iniciativas do Inmetro de introdução destes inversores em portaria do órgão. Foi criada uma comissão de estudos na ABNT dedicada a esses inversores. Esperamos que no primeiro semestre do ano que vem já haja consulta pública para a referida norma. Estamos montando infraestrutura laboratorial para inversores híbridos de até 30 kW.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside by Intersolar – Episódio 3 – Inovação, tecnologia e novos produtos]]> http://absolar2.test/?page_id=10201 https://www.absolar.org.br/?page_id=10201

ABSOLAR Inside by Intersolar

Episódio 3 – Inovação, tecnologia e novos produtos


ABSOLAR Inside by Intersolar South America marca terceira temporada do programa de TV digital do setor solar FV

A inovação nos meios de comunicação dentro do setor elétrico é sempre bem-vinda. Agora, o setor solar fotovoltaico teve mais uma forma de transmitir e receber informação de qualidade: o ABSOLAR Inside. O programa digital encerrou sua terceira temporada tendo como parceira a Intersolar South America, a maior feira do setor solar FV da América do Sul. Essa união resultou no ABSOLAR Inside by Intersolar, que trouxe debates e entrevistas exclusivas com grandes nomes do mercado do Brasil e do exterior. Os três episódios foram apresentados pela jornalista Priscila Brandão e tiveram o Presidente Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, como âncora.

O episódio de encerramento aconteceu no dia 25 de novembro de 2020, e recebeu o Prof. Roberto Zilles, Diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo - IEE/USP, como convidado. Convidados internacionais trouxeram conteúdo exclusivo:

Garrett Nilsen, Diretor Adjunto do Escritório de Tecnologias de Energia Solar do Departamento de Energia dos Estados Unidos; Eicke Weber, Vice-Presidente da European Solar Manufacturing Council (ESMC); e Michael Shmela, Consultor Executivo da SolarPower Europe. Eles falaram sobre inovação no setor solar fotovoltaico, as fronteiras tecnológicas e novos produtos. Confira abaixo tudo o que rolou no encerramento da terceira temporada:

Com a palavra: Florian Wessendorf

Florian Wessendorf, Diretor Executivo do Solar Promotion International GMBH, foi o anfitrião desta série de programas. Ele adiantou os principais temas que seriam tratados no episódio: inovação, tecnologia e novos produtos. Citando a capacidade da solar, Florian apontou que a fonte está alcançando o ponto de superar outras formas de geração em termos de performance e custo. Diante disso, há melhorias a serem feitas? Segundo o anfitrião, há muito espaço para a redução de preço, principalmente, a partir dos módulos e componentes do sistema, que representam a maior parte dos custos e o maior foco para a redução deles.

Florian também citou que a importância dos inversores só aumentou com a chegada da digitalização no setor solar fotovoltaico. “Hoje, os inversores são os verdadeiros cérebros dos sistemas fotovoltaicos atuais, pois conversam com todos os tipos de sistemas de armazenamento. Eles são a chave na eficiência de processos de operação e manutenção e possuem otimizadores de potência para operar sistemas fotovoltaicos com mais eficiência”, disse. O anfitrião não deixou de apontar mais uma tecnologia que tem crescido no mercado: os módulos bifaciais. Para Wessendorf, eles são eficientes para telhados. Já as usinas de grande porte usam rastreadores, cujo investimento em relação às usinas com estruturas fixas é compensado com custos de instalação mais baixos.

A importância da inovação, pesquisa e tecnologia em um setor dinâmico como o fotovoltaico

De acordo com o Prof. Zilles, a pesquisa e inovação têm muita importância dentro do setor para que a solar fotovoltaica tenha ainda mais espaço no futuro. “Temos um mercado de 100 GW por ano, baseado em tecnologia desenvolvida nos anos 50. A participação de solar nas matrizes dos países ainda é pequena. Não podemos pensar no horizonte de apenas 10 anos; todas as previsões de objetivos de desenvolvimento sustentável preveem ampla participação de solar no futuro, o que provavelmente não se dará com a tecnologia atual”, explicou. Segundo o convidado, a fonte fotovoltaica tem a oportunidade de aproximar fundos privados da universidade e do setor acadêmico. “O investimento em capital humano é muito importante, posto que a ciência está aberta à descoberta de novos materiais e dispositivos, que farão parte do universo de conversão de energia solar”, afirmou.

Inovações e otimizações fazem parte do futuro da tecnologia fotovoltaica

Para Eicke Weber, a indústria é impulsionada por desenvolvimento e inovação tecnológica. No passado, a tecnologia do sílicio (AI-BSF), que permite alcançar até 20% de eficiência da célula fotovoltaica, tinha participação de 95% no mercado. Atualmente, tem apenas 40%. O Vice-Presidente da ESMC informou, então, que hoje é possível avançar usando faces totalmente passivas, como a chamada tecnologia PERC. Essa tecnologia conta com uma inserção de 50% no mercado e chega a 24% de eficiência.

“Depois da segunda geração de tecnologia fotovoltaica, nos preparamos para tecnologias de alta eficiência, que preveem eficiência de até 27%”, disse. Weber citou as células de silício com heterojunção, que são preparadas para uma introdução em grande escala no mercado nos próximos cinco anos. “Ainda estamos experimentando desenvolvimentos promissores na tecnologia fotovoltaica e a tecnologia de heterojunção permite o uso de módulos em ambas as faces e adaptadas a módulos de vidro-vidro”. Segundo ele, há avanços também na eletrônica de potência, portanto, existem oportunidades mesmo para os recém-chegados no mercado de produção de energia solar fotovoltaica. Para Weber, a América do Sul é um mercado promissor, com potencial tecnológico para deixar de ser um importador de células solares.

Rodrigo Sauaia complementou a fala de Eicke afirmando que o ponto usado para células e módulos é muito relevante e pode ser aplicado para outros componentes, como rastreadores, inversores e cabeamento, assim como baterias. No caso do módulo, a inovação pode vir aumentando a eficiência das células, como exemplo do uso da tecnologia a laser. “Ainda é a tecnologia da década de 50, com aprimoramentos que apresentam espaço atualmente; por outro lado, há o esforço de diminuir a quantidade da matéria-prima para a produção dos mesmos módulos”, disse. De acordo com Sauaia, outro fator importante é o aumento da escala de produção para a diluição de custos fixos de fabricantes e, consequentemente, de sistemas. “Outro eixo é o esforço em simplificar etapas do processo produtivo, apoiando a redução do preço da tecnologia. Além da inovação nos equipamentos, há inovação visando a eficientização nos serviços, como a digitalização de etapas comerciais das empresas”, apontou.

Principais contribuições da academia para o setor solar fotovoltaico em pesquisa e inovação no Brasil

Prof. Zilles complementou a fala de Eicke Weber sobre as células PERC. Ele ressalta que foram desenvolvidas há muitos anos e, para sua aplicação atual, foram feitos diversos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. De acordo com o professor, antes não eram utilizadas porque o investimento não era feito por conta da falta de clareza de seu potencial de utilização atual. “As células PERC reduzem o uso de alumínio e aumentam a eficiência do processo tradicional a um custo energético análogo a uma célula clássica que conhecemos”, informou.

Segundo o convidado, a academia teve importância significativa desde os anos 70, visto que desenvolveu a primeira indústria fotovoltaica no Brasil. “O governo apoiou muitos de nós, demonstrando visão de futuro. Se pegarmos a contribuição passada sobre pesquisa de materiais, desde o final dos anos 80 até meados dos anos 2000, a academia teve papel importante nas políticas de eletrificação rural”, disse. Prof. Zilles apontou que, além do laboratório, a academia tem os pilares de ensino, pesquisa e extensão. “Graças a ela que foi desenvolvido todo o arcabouço legal para que exista uma estrutura sólida de pesquisa”.

O convidado informou que, atualmente, as tecnologias que estão sendo desenvolvidas terão investimentos feitos daqui a dez anos. “Grandes investidores devem se aproximar da academia para apoiar a formação de recursos humanos e spin-offs universitários. A academia tem função preditiva na operação de usinas atuais, estudando e monitorando o uso dos módulos PERCs, que são suscetíveis a temperaturas altas”, disse.

Sistemas flutuantes e agro podem receber a eficiência da fonte solar fotovoltaica

Segundo Michael Schmela, além da queda de preço, a popularidade crescente da fonte solar fotovoltaica se deve às infinitas oportunidades de aplicação - desde satélites até soluções integradas em cidades e usinas gigantes de grande porte. Ele citou a solar flutuante, cuja aplicação mais comum é em lagos artificiais, nos quais os sistemas são ancorados no fundo de lagos ou na margem. “É uma solução muito eficiente, trazendo benefícios em termos de geração de energia e economia do uso de água”, disse. De acordo com o Consultor Executivo da SolarPower Europe, apenas 10% de reservatórios europeus poderiam abrigar sistemas que gerariam mais de 200 GW, produzindo 14% da energia da comunidade europeia.

Schmela apontou que, de acordo com estudo recente do Fraunhofer Institut, há um potencial de 56 GW para solar flutuante em lagos originários de antigas minas de carvão na Alemanha, ou mais do que a capacidade instalada atualmente no país. O convidado ainda comentou que outra forma de otimizar o uso de terra é a agro fotovoltaica. “O princípio abre o uso de aplicações disruptivas, explorando a sinergia entre agricultura e solar e proporciona soluções às necessidades dos agricultores”. Para Schmela, isso atrai investimentos e criação de empregos, apoia atividades tradicionais e sustentáveis agrícolas e aumenta a resiliência climática de atividades agrícolas.

É possível colocar sistemas fotovoltaicos em estufas ou usá-los para sombras de cultivo de frutas ou piscicultura. “Assim como na solar flutuante, o potencial é imenso. Se aplicado em apenas 1% das terras aráveis da Europa, o potencial técnico seria de mais de 700 GW”, disse. Segundo o entrevistado, para aproveitar o potencial da agro fotovoltaica, os países precisam criar estratégias de arcabouços regulatórios e priorizar investimentos e políticas públicas.

Para o Prof. Zilles, a mensagem geral da solar fotovoltaica flutuante é que a produção de eletricidade por solar fotovoltaica não é um problema de disponibilidade de espaço. Ele também complementa a fala do Consultor Executivo da SolarPower Europe sobre a agro FV, que apresenta um potencial enorme. “A agricultura utiliza um recurso primário que é o sol. A fotossíntese tem uma eficiência de 1% e na fotovoltaica estamos chegando a 20%. Não se compete com alimentos, usando apenas 1% do território arável. Há muito consumo de diesel e água no setor rural; a energia fotovoltaica pode minimizar ambos os usos”, informou. Para o professor, no Brasil, a tarifa de irrigação ainda não favorece esse uso. “Já está na hora de abrirmos a discussão de solar fotovoltaica em feiras agropecuárias, para agricultura de pequeno e médio porte”, apontou.

Rodrigo Sauaia acredita que, em relação às aplicações flutuantes, o mercado brasileiro dirá onde os sistemas estarão localizados. No País, existem mais de 24 mil reservatórios hídricos que não são aproveitados para gerar energia elétrica, o que faria possível aproximar mais o setor hidrelétrico do fotovoltaico com esse tipo de inovação. “Fora isso, o setor rural tem açudes e lagos que podem ser aproveitados para esta aplicação. Já em relação à agro, o professor Plinio Nastari, Presidente e fundador da Datagro Consultoria, comentou que um terço do PIB vem da agro e solar tem uma importância crescente, representando mais de 13% da capacidade instalada de GD no Brasil”, disse.

Com o aumento do uso de energia solar, o que os EUA estão fazendo para integrá-la à rede e outras soluções?

Segundo Garrett Nilsen, o DOE está fazendo investimentos para melhor integrar as quantidades crescentes de energia solar à rede. “A participação da fonte no atendimento à oferta de eletricidade norte-americana cresceu de 0,1% para 3% e em alguns estados representa mais de 10%”, afirmou. De acordo com o diretor adjunto do Escritório de Tecnologias de Energia Solar do Departamento de Energia dos Estados Unidos, a energia solar também proporciona serviços que contribuem à segurança e à confiabilidade das operações da rede.

Temos interesse particular na utilização de solar com outras fontes em sistemas híbridos e anunciamos, em novembro, investimentos de 13 milhões de dólares nesta área. Entre outras aplicações, temos projeto combinando solar, armazenamento e hidreletricidade em Michigan”, disse. Garrett complementou dizendo que espera que as lições aprendidas permitam que produtores de energia possam alavancar maneiras inovadoras de aproveitar o potencial de ambas as fontes nos Estados Unidos e no Brasil. “Estes projetos fazem parte de um portfólio de mais de 200 milhões de dólares de investimentos por ano nos EUA”, apontou.

Para Rodrigo Sauaia, o convidado trouxe a visão de um País que tem sido uma liderança no setor, com esforços feitos por universidades e instituições de pesquisa norte-americanas. O âncora informou que os números de investimento são impressionantes, além de ser importante dizer que o esforço norte-americano é um trabalho de décadas. “Os Estados Unidos estão criando projetos inovadores combinando a tecnologia fotovoltaica com o armazenamento de energia elétrica e também combinando projetos híbridos de solar com outras fontes, trazendo ganho de sinergia”, disse. Segundo Sauaia, uma vez ocorrerá a mudança de gestão nos EUA no próximo ano, haverá um realinhamento de parcerias com países estratégicos. “Faço um pré-convite aos associados para conhecer e visitar centros de referência de pesquisa e inovação nos Estados Unidos”, complementou.

Prof. Zilles também comentou a fala de Garett. “Nos Estados Unidos, existe a integração de solar na rede, incluindo hídrica, eólica e armazenamento. A participação de fontes renováveis na matriz elétrica é inexorável. Como disse Eicke Weber, a chave é a inovação, incluindo melhorias em eletrônica de potência, que pode desenvolver competitivamente todas essas soluções”, apontou. Para o professor, a agro fotovoltaica tem vários desafios de integração para nossa engenharia e indústria, que podem trabalhar em conjunto.

Quiz gera maior interação entre os telespectadores

Durante o programa, o âncora perguntou se os espectadores sabiam qual a fonte renovável que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no mundo e se os investimentos seriam mais públicos ou privados. Todos os comentários tinham a mesma resposta: a fonte solar fotovoltaica e os investimentos são mais privados. E acertaram! Rodrigo Sauaia explicou que a energia solar FV lidera a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no mundo, de acordo com o estudo da Bloomberg com a Escola de Frankfurt. Os investimentos de mais de 7 bilhões de dólares em 2019 superam a somatória de todas as outras fontes renováveis, incluindo hidrelétricas. A maioria dos investimentos é privada, respondendo por dois terços do total.

Salas privativas

Durante o ABSOLAR Inside by Intersolar, os telespectadores tiveram a oportunidade de participar de duas salas privativas com conteúdos oferecidos pela CLAMPER e o Meu Financiamento Solar. Confira o que rolou em cada uma:

Sala CLAMPER - Aplicação de Proteção Contra Raios e Surtos Elétricos em SFV

Rebeca Cardoso, Consultora de Negócios da CLAMPER, apresentou a empresa especialista e líder no Brasil no mercado de Dispositivos de Proteção Contra Surtos (DPS). Fundada em 1991, com sede em Lagoa Santa, Minas Gerais, ela exporta produtos para 21 países. A CLAMPER atua com soluções de DPS tanto no mercado residencial, quanto empresarial e público, com o único laboratório de simulação da América Latina e equipe própria de P&D desenvolvendo novos produtos. A consultora de negócios explicou que a empresa produz os equipamentos no Brasil e se baseia nos pilares de segurança, economia e conforto de manutenção. Além disso, é certificada nos maiores órgãos do mundo, sendo também a primeira empresa com filial em um aeroporto no Brasil.

Rebeca comentou ainda sobre a stringbox, que deve trazer confiabilidade e garantir a vida útil do sistema fotovoltaico. “Estes equipamentos são de extrema importância, principalmente no Brasil, que lidera o ranking mundial de maior incidência de descargas atmosféricas”, disse. De acordo com ela, são quase 80 milhões de raios por ano. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com a elevação da temperatura média do planeta, a tendência é que este número continue a crescer.

O INPE também aponta que estas descargas causam danos em equipamentos que, somados, atingem perdas de R$ 1 bilhão por ano. Durante a apresentação, a consultora de negócios citou a alta durabilidade dos produtos da CLAMPER: há DPS cuja vida útil pode superar os 20 anos. “Cada DPS é específico para um módulo, então não usem DPS com 1000 W em módulos de 600 W. Normas não exigem uso de stringbox, mas há vantagens de segurança em manutenção, informou.

Sala Meu Financiamento Solar - Cenários da REN 482 em 2021

Nesta sala, Bárbara Rubim, Diretora da Bright Strategies e Vice-Presidente de GD da ABSOLAR, apresentou as perspectivas legais e regulatórias para a geração distribuída em 2021.

Na visão de Bárbara Rubim, a manifestação recente do Tribunal de Contas da União (TCU) não deve impactar o plano já estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de conclusão da revisão ainda no primeiro semestre de 2021. Além disso, segundo ela, o TCU também afirmou que para a GD continuar a ser como é atualmente, seria necessária a criação de uma política pública. Para isso, Bárbara informou que a melhor alternativa seria a MP 998/2020, que tem prazo para votação em fevereiro de 2021.

De acordo com a Vice-Presidente de Geração Distribuída da ABSOLAR, dentre as emendas propostas - que em sua maioria tratam de um marco legal para a geração distribuída, com exceção da Emenda nº 160 - o setor teria um cenário mais favorável do que a conclusão da revisão da REN 482/12 pela Aneel. Segundo ela, nestas emendas, havia um prazo de transição, que varia entre gatilhos de penetração e data definida, depois do qual os novos projetos de geração distribuída perderiam a TUSD Fio B. Já para os projetos conectados, haveria a manutenção das condições atuais. Bárbara afirma que é importante que o setor una forças para que tenhamos um marco legal da GD pela MP 998/2020.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o programa, a jornalista Priscila Brandão abriu espaço para que os convidados respondessem perguntas feitas pelos telespectadores. Confira abaixo:

Diante das inovações tecnológicas, qual a estimativa da redução de CAPEX de solar fotovoltaica nos próximos dez anos??

Rodrigo Sauaia: Trago duas estimativas: a BloombergNEF (BNEF) projeta uma queda de 22% nos preços de solar até 2030. Já um dos maiores programas de P&D do mundo, o Sunshot, tem uma meta de redução de 50% nos preços de energia em 2030, em comparação com os preços de hoje.

Como está a situação dos inversores híbridos?

Prof. Roberto Zilles: Houve iniciativas do Inmetro de introdução destes inversores em portaria do órgão. Foi criada uma comissão de estudos na ABNT dedicada a esses inversores. Esperamos que no primeiro semestre do ano que vem já haja consulta pública para a referida norma. Estamos montando infraestrutura laboratorial para inversores híbridos de até 30 kW.


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<![CDATA[ABSOLAR Inside: Novos modelos de negócios]]> http://absolar2.test/absolar-inside-novos-modelos-de-negocios/ Tue, 04 May 2021 21:04:36 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=10202

ABSOLAR Inside: Novos modelos de negócios

Perspectivas frente às mudanças no marco regulatório


Primeiro episódio do ABSOLAR Inside em 2021 apresenta oportunidades para a energia solar e o cenário político atual

O início da temporada deste ano do programa de TV digital ABSOLAR Inside foi ao ar na última quinta-feira, 29 de abril. A jornalista Priscila Brandão esteve ao vivo junto à âncora e Vice-Presidente de Geração Distribuída da ABSOLAR, Bárbara Rubim, e com os convidados Rodrigo Marcolino, sócio da Axis Renováveis; e Rodrigo Pedroso, CEO do Grupo Pacto Energia. O programa também contou com a presença dos parceiros Rodolfo Meyer, CEO do Portal Solar; Carolina Reis, Diretora Comercial do Meu Financiamento Solar; e Bruno Reis, Diretor Comercial da Genyx Solar.

O primeiro episódio trouxe informações importantes sobre os novos modelos de negócio - como a geração compartilhada - e as perspectivas do setor diante do marco legal da geração distribuída, que está em discussão no Congresso. No segundo bloco, a mesa redonda com os convidados parceiros tratou dos diferentes aspectos do setor - como o financiamento em momentos de incerteza e, também, como a flutuação do câmbio tem afetado a venda de equipamentos solares fotovoltaicos.

Confira abaixo o resumo de tudo o que aconteceu:

PL 5829/2019 e o marco legal

No início do programa, Bárbara Rubim comentou que o setor está num momento de muita movimentação para aprovar o Projeto de Lei (PL) 5829/2019, que irá definir o marco legal da geração distribuída. Ele irá promover o direito do consumidor de gerar a sua própria energia elétrica e discutir os modelos de negócios que estão em prática e que ainda podem melhorar.

Novos Modelos de Negócios: geração compartilhada

Rodrigo Marcolino explicou que a geração compartilhada é um dos maiores vetores de democratização da geração distribuída (GD). Residências ou comércios com interesse em gerar a sua própria energia elétrica, porém sem as condições para isso – como falta de espaço suficiente para instalação, por exemplo – podem ter acesso à GD por meio deste modelo de negócio.

Desta forma, a geração compartilhada possibilita a instalação de um sistema gerador de energia elétrica em um local diferente do consumo. “No entanto, para que este modelo de negócio funcione, mais de um consumidor deve se juntar em um consórcio ou cooperativa para poder se beneficiar da geração distribuída”, disse. “Ainda falta debater o porquê de a geração compartilhada não ter avançado da forma como era esperada, desde a sua criação em 2015”.

Bárbara Rubim complementou a fala de Marcolino e informou que há muitos entraves na regulamentação para consolidar o crescimento da geração compartilhada. Por outro lado, com a definição do marco legal, é previsto que a geração compartilhada possa ser composta não só por cooperativas ou consórcios, mas também por outras figuras associativas, permitindo que mais pessoas se beneficiem dos ganhos em escala.

Novos Modelos de Negócios: modelo de locação

Marcolino explicou que um modelo de locação é a terceirização dos investimentos do sistema. Isso significa que uma empresa realizará o projeto, a manutenção, a compra dos equipamentos e a contratação do financiamento e o consumidor só precisará pagar uma parcela, que será mais baixa do que a conta de luz, para poder ter um sistema que gere energia elétrica própria.

Novos Modelos de Negócios: mercado livre de energia

Rodrigo Pedroso concedeu uma entrevista especial ao programa. O CEO do Grupo Pacto Energia comentou que o mercado livre de energia ocupa apenas 32% de participação no mercado total de energia elétrica. “O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou que, até 2026, o mercado será aberto para todos os consumidores que gostariam de migrar”, disse. “Dessa forma, a perspectiva da fonte solar fotovoltaica é de ter participação promissora, uma vez que os projetos de energia solar são desenvolvidos com maior facilidade em relação à outras fontes de energia elétrica”.

Sobre os principais desafios e oportunidades que o Brasil oferece, o convidado explicou que somos um País continental e temos enormes desafios de acesso ao mercado de capitais em função do arcabouço regulatório e jurídico. “No entanto, o Brasil tem uma grande facilidade nos projetos de infraestrutura, uma vez que ainda está em desenvolvimento, portanto, precisando de bastante energia”, informou.

Bárbara Rubim comentou que a liberalização do mercado é uma tendência importante do setor. “Atualmente, o mercado livre tem dois patamares: um com consumidores que migram comprando energia de fontes renováveis incentivadas e especiais; e o outro, de compra de qualquer tipo de fonte, que é o patamar a ser aberto para os consumidores”, disse.

De acordo com a Vice-Presidente de Geração Distribuída da ABSOLAR, cabe ressaltar que, com isso, a geração distribuída não deixará de existir, mas irá ganhar novos contornos e novas possibilidades de modelos de negócios. Para Rodrigo Marcolino, o mercado livre não é uma ameaça, e sim, um novo leque de oportunidades para a GD.

Há ainda que se precificar os benefícios que o setor elétrico irá aproveitar pela geração de energia elétrica perto da carga que a fonte solar fotovoltaica proporciona. Segundo Bárbara, essa é uma discussão muito presente no marco legal da geração própria de energia. Por isso, é necessário entender qual é o ponto de equilíbrio para precificar e quantificar os atributos das energias renováveis.

A liberdade causa empoderamento do consumidor

Para Bárbara Rubim, a liberdade do consumidor poder escolher em que mercado quer estar é muito importante, uma vez que, historicamente, a discussão do setor elétrico tem sido algo distante do cliente. Isso porque era comum que ele apenas recebesse as determinações do governo - como a do pagamento de bandeiras tarifárias, aumento das tarifas, entre outros pontos.

Atualmente, com a geração distribuída, há um senso mais crítico por parte do consumidor. Rodrigo Marcolino complementa dizendo que, uma vez que o consumidor é mais ativo e entende a sua conta de luz, começa a prestar mais atenção na eficiência energética da sua unidade consumidora. Com isso, podemos ter novos modelos de negócios para este tipo de medida. De acordo com o sócio da Axis Renováveis, em outros países, há o desenvolvimento de novos mercados - como o de oferta de planos de energia - e novos modelos para precificar o preço da energia dependendo do seu horário de pico.

Mesa redonda discute o papel do financiamento, logística e imprensa nas mudanças do setor elétrico

Rodolfo Meyer comentou o que mais chamou a sua atenção durante o programa. Para ele, as mudanças do setor elétrico são contínuas e o setor está longe de estar em um cenário final e ideal. “O futuro é o armazenamento, os veículos elétricos e a geração de energia elétrica híbrida. Com isso, as oportunidades de negócio vão aparecendo e o conselho é de ser ágil e enxuto na operação. Em momentos de incerteza, a empresa pode passar por crises e adequar o seu modelo de negócio”, disse.

Carolina Reis, do Meu Financiamento Solar, informou que há muitas oportunidades de financiamento que ainda contemplam os novos modelos de negócios que vão existir dentro do setor elétrico, especificamente dentro do segmento solar fotovoltaico. “O mercado de financiamento tem sentido o aumento da demanda e a necessidade de crescimento. Os pedidos de financiamento por parte dos consumidores de classe B e C têm aumentado”, destacou.

Sobre o papel da imprensa especializada ao notificar notícias do setor, o CEO do Portal Solar comentou que a imprensa precisa ser isenta e trazer a realidade para as pessoas. Temos visto uma polarização a respeito da discussão do marco legal da GD e, com isso, muitas vezes existem informações mentirosas e sem embasamento técnico. “O Portal Solar lançou, no ano passado, o InfoSolar, uma plataforma que desenvolve conteúdo para o mercado de forma neutra, com veracidade”, disse.

Bruno Reis falou sobre como a flutuação cambial afetou o setor e a cadeia de suprimentos e logística. “Nesse momento, podemos ver que a situação está se regularizando. Quando falamos de logística, as empresas estão tirando o atraso dos envios de suprimentos e equipamentos, sobrecarregando esta área. Especificamente sobre o valor cambial, as empresas estão se protegendo e aumentando o preço para não sofrer com as flutuações cambiais”, informou.

Carolina Reis comentou dizendo que o mercado financeiro também é influenciado pelo mercado cambial e que o consumidor é muito sensível a qualquer informação e momento econômico que o Brasil vive. Ela tem visto muitos adiantamentos de financiamentos por receio da situação econômica do País.

Principais dúvidas dos telespectadores são respondidas pelos convidados

Durante o ABSOLAR Inside, a jornalista Priscila Brandão abriu um espaço para que os convidados respondam algumas das perguntas que os espectadores fizeram no chat do programa. Confira:

O que se tem feito diante de tanta dificuldade mediante as concessionárias? Por que elas vêm apresentando cada vez mais obstáculos para a liberação e aprovação de cliente/consumidor?

Bárbara Rubim: Existe uma vontade crescente por parte das concessionárias de barrar o crescimento do setor. Deve-se lembrar que o serviço de distribuição é um monopólio, ou seja, não há competição para a prestação de serviço para o consumidor. Há falta de fiscalização.

Rodolfo Meyer: O Portal fez um processo de acompanhamento das grandes conexões e encontrou muitas inconsistências por parte das distribuidoras. É necessário entender o prazo real que estão acontecendo as conexões de sistemas fotovoltaicos, uma vez que descobriram que aquilo reportado pelas distribuidoras não condiz com o prazo que o consumidor está reclamando. Estes atrasos geram grandes prejuízos.

Carolina Reis: Isso também reflete nos financiamentos, uma vez que, muitas vezes, o atraso da homologação deixa o consumidor inadimplente dos pagamentos das parcelas do financiamento.

Rodrigo Marcolino: Além da questão de parecer de acesso, há problemas depois do sistema estar conectado à rede, com erros de faturamento, crédito de energia elétrica que não é reconhecido e tributos que não são aplicados corretamente. Ou seja, os problemas podem continuar de 6 a 8 meses depois da conexão do sistema.

Com funcionam as questões legais de formação de uma cooperativa ou consórcio para a GD compartilhada? A energia produzida na cooperativa só pode ser compartilhada para consumidores dentro da mesma concessionária de energia?

Bárbara Rubim: A energia só é compensada para consumidores de uma mesma área de concessão. Há um processo bastante burocrático para a criação de cooperativas, já que há necessidade de pelos menos vinte pessoas físicas, porém, nem todos os cooperados ou consorciados precisam receber os créditos de energia.

Quais são os próximos passos do PL 5829/2019 e como vai ser o andamento dele no Congresso?

Bárbara Rubim: Essa semana foi intensa, e a semana que vem (a partir de 3 de maio) também será. O projeto tinha expectativa de ser votado esta semana, mas saiu da pauta e existe uma sinalização de que deve ser votado na semana do dia 3 de maio. Grande parte dos parlamentares já passaram pelo processo de convencimento e o tema está sendo debatido amplamente dentro do Congresso pelos deputados.

Os próximos passos são: o projeto ser recolocado na pauta de votação; a votação na câmara deve ter maioria simples para aprovar o PL, ou seja 50% + 1 dos presentes. Depois disso, passará por um processo de protocolo, que deve demorar mais ou menos duas semanas para poder ser enviado ao Senado, onde será necessário um relator, que precisa aprovar o requerimento de urgência para que a votação aconteça.

Estima-se que a tramitação demore em torno de seis meses até ser aprovado nas duas casas e ser sancionado pelo Presidente da República.


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<![CDATA[Página de exemplo]]> http://absolar2.test/pagina-exemplo/ Thu, 17 Sep 2020 13:39:57 +0000 http://localhost/hubify/absolar/?page_id=2

Esta é uma página de exemplo. É diferente de um post no blog porque ela permanecerá em um lugar e aparecerá na navegação do seu site na maioria dos temas. Muitas pessoas começam com uma página que as apresenta a possíveis visitantes do site. Ela pode dizer algo assim:

Olá! Eu sou um mensageiro de bicicleta durante o dia, ator aspirante à noite, e este é o meu site. Eu moro em São Paulo, tenho um grande cachorro chamado Rex e gosto de tomar caipirinha (e banhos de chuva).

...ou alguma coisa assim:

A Companhia de Miniaturas XYZ foi fundada em 1971, e desde então tem fornecido miniaturas de qualidade ao público. Localizada na cidade de Itu, a XYZ emprega mais de 2.000 pessoas e faz coisas grandiosas para a comunidade da cidade.

Como um novo usuário do WordPress, você deveria ir ao painel para excluir essa página e criar novas páginas para o seu conteúdo. Divirta-se!

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<![CDATA[Quem somos]]> http://absolar2.test/quem-somos/ Wed, 02 Sep 2020 18:41:06 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1834 [slide-anything id="1930"]

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que reúne empresas de toda a cadeia de valor do setor solar fotovoltaico (FV) com operações no Brasil. A entidade coordena, representa e defende os interesses de seus associados quanto ao desenvolvimento do mercado e do setor, promovendo e divulgando a energia solar fotovoltaica no País.

Somos a força motriz por trás do setor solar FV brasileiro em território nacional e internacional. Elaboramos estudos técnicos e incentivamos a formação, a qualificação e o networking do setor por meio de parcerias, eventos, reuniões e nossos canais de comunicação digital.

A ABSOLAR tem trabalhado para se colocar como fonte primária de informação para os agentes públicos e a imprensa, formadores de opinião, sociedade civil e demais stakeholders. Dessa forma, promovemos um ambiente de negócios favorável para quem quer trabalhar e investir no setor.

Três pilares de sucesso

Representação junto aos poderes executivo, legislativo e judiciário

Representar e promover o setor solar fotovoltaico no Brasil e no exterior, com legitimidade, ética e transparência, perante os principais veículos midiáticos e entidades do setor elétrico no País.

Excelência em informações técnicas e de mercado

Acompanhar o setor solar fotovoltaico para a elaboração de notícias e relatórios, que informem diariamente os associados da ABSOLAR e a população.

Geração de negócios

Oferecer um ponto de encontro e discussão para as empresas do setor, por meio de reuniões estratégicas com autoridades e especialistas do setor solar fotovoltaico.

Conselho de Administração

A ABSOLAR conta com um Conselho de Administração composto por representantes indicados pelos associados, eleitos para mandatos fixos. Suas principais atribuições são:

- Planejamento estratégico das atividades da associação;

- Definição das diretrizes de atuação da ABSOLAR frente aos seus interlocutores (governo, mídia, ONGs, entidades setoriais, entre outros);

- Definição de metas de curto e longo prazo.

Ronaldo Koloszuk

Presidente

Marcio Trannin

1º Vice-Presidente

Anderson Garofalo

Vice-Presidente de Geração Centralizada

Bárbara Rubim

Vice-Presidente de Geração Distribuída

Camila Ramos

Vice-Presidente de Financiamento

Nelson Falcão

Vice-Presidente de Cadeia Produtiva

Composição:

Conselheiro Regional Norte: Adalberto Maluf

Conselheiro Regional Nordeste: Marcio Takata

Conselheiro Regional Sul: Guilherme Susteras

Conselheiro Regional Sudeste: Rodolfo Meyer

Conselheiro Regional Centro-Oeste e DF: Rodrigo Ferreira Fonseca Pedroso

Conselheiro: Diego Bittner

Conselheiro: Fernando Augusto Morales Castro

Conselheiro: Gustavo dos Reis Vajda

Conselheiro: Harry Schmelzer Neto

Conselheira: Josiane M. G. Palomino

Conselheiro: Manoel de Andrade Lira Neto

Conselheiro: Rodolfo Molinari

Conselheiro: Rodrigo Teixeira Marcolino

Conselho Fiscal

O Conselho Fiscal é o órgão responsável pela avaliação e fiscalização das contas da associação, emitindo pareceres sobre as demonstrações de contas da entidade.

Composição:

Presidente do Conselho Fiscal: Afonso Carlos Brum Aguillar

Conselheiro Fiscal: Daniel Canteras Pansarella

Conselheiro Fiscal: Pedro Miguel Araújo Mateus

Conselheiro Fiscal Suplente: Daniel de Fátima da Rocha

Conselho Consultivo

Responsável por contribuir com análises, reflexões e orientações para as decisões estratégicas da ABSOLAR. O Conselho Consultivo é composto exclusivamente por membros convidados pelo Conselho de Administração.

Composição:

Conselheiro Consultivo: Ildo Bet

Conselheiro Consultivo: Jurandir Picanço

Conselheiro Consultivo: Manuel Rossito

Conselheiro Consultivo: Oziel Estevão

Conheça nossa equipe

Rodrigo Lopes Sauaia

Presidente Executivo

Celina Araújo

Superintendente

Gerência

Miriam Lovita

mlovita@absolar.org.br

Administrativo

absolar@absolar.org.br


Associativo

associativo@absolar.org.br

Ana Panhoni

apanhoni@absolar.org.br

Emmily Barroso

ebarroso@absolar.org.br

Gabriela Carreiro Maia

gmaia@absolar.org.br

Viviane Cristina Forte

vforte@absolar.org.br

Comunicação

comunicacao@absolar.org.br

Alice Castelo

acastelo@absolar.org.br

Camila Gomes

cgomes@absolar.org.br


Eventos

eventos@absolar.org.br

Carlos Jesus

cjesus@absolar.org.br

Nathália Buzetto

nbuzetto@absolar.org.br

Financeiro

financeiro@absolar.org.br

Gabriel Alves

galves@absolar.org.br

Patricia Nascimento

pnascimento@absolar.org.br


Técnico e Regulatório (TECREG)

tecnicoregulatorio@absolar.org.br

Gabriel Viana

gviana@absolar.org.br

Giovanna Bonafe Mauricio

gbonafe@absolar.org.br

Guilherme Nizoli

gnizoli@absolar.org.br

Fernanda Ide

fide@absolar.org.br

Leonardo Pereira

lpereira@absolar.org.br

Paula Aguilera

paguilera@absolar.org.br

Rafael Marques

rmarques@absolar.org.br

Ricardo Corinaldesi

rcorinaldesi@absolar.org.br

Relações Institucionais e Governamentais (RIG)

relgov@absolar.org.br

Decio Novaes

dnovaes@absolar.org.br


Sistemas de Informação

si@absolar.org.br

Eleric Escaleira Fuzinato

efuzinato@absolar.org.br

Lucas Machado

lmachado@absolar.org.br

Estatuto Social

O Estatuto Social da ABSOLAR tem como funções básicas:

Regular o funcionamento da entidade frente a terceiros, incluindo, principalmente, a definição dos objetivos gerais da associação, perfil potencial dos associados, diretrizes para tomada de decisão e órgãos internos de administração e representação;

Regulamentar os direitos e deveres dos membros associados, estabelecendo critérios gerais para suas relações no âmbito da entidade.

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<![CDATA[Mercado]]> http://absolar2.test/mercado/ Wed, 02 Sep 2020 18:41:21 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1836 [slide-anything id="2400"]

Mercado

A energia solar fotovoltaica é a fonte de energia que mais cresce no mundo. O Brasil é um dos países mais ensolarados e tem um tamanho continental que lhe dá a oportunidade de se tornar uma nação líder em energia solar fotovoltaica. Ainda há muito potencial a ser desenvolvido! Confira a posição atual do Brasil no ranking mundial:

Fonte: ABSOLAR, 2020. | IEA PVPS, 2018-2020. | IRENA, 2020.

Trajetória da energia solar fotovoltaica no Brasil

2010

Publicação da Consulta Pública nº 015/2010 da ANEEL, com o objetivo de reduzir as barreiras para a instalação da geração distribuída (GD) a partir de fontes renováveis de energia no Brasil.

2011

A Portaria INMETRO nº 004/2011 e a Chamada Pública nº 013/2011 aprimoram regras fundamentais e reúnem conhecimentos relevantes para subsidiar decisões sobre como a GD solar fotovoltaica deve operar no País.

2012

Publicação da REN 482/2012: nasce o sistema de compensação de energia elétrica!

2013

Fundação da ABSOLAR e realização do primeiro leilão de energia solar FV do Brasil, em Pernambuco. Simultaneamente, o mercado de GD solar fotovoltaica aos poucos começa a se desenvolver.

2014

Realização do primeiro leilão nacional de energia solar fotovoltaica, o Leilão de Energia de Reserva (LER), resultando em 31 contratos de energia solar fotovoltaica em larga escala, com capacidade total de 889,66 MWac.

Abril - 2015

Publicação do Convênio ICMS nº 16/2015 que autoriza os estados brasileiros a conceder isenção dos impostos estaduais sobre a energia injetada (net-metering). A isenção vale para os projetos de geração distribuída, nas modalidades de geração junto a carga e autoconsumo remoto, com até 1 MW de capacidade instalada.

Outubro - 2015

A Lei nº 13.169/2015 determinou a isenção dos tributos federais PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre a parcela de energia injetada, para os projetos de geração distribuída nas modalidades de geração junto a carga e autoconsumo remoto.

Dezembro - 2015

Criação do Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD).

2017

A energia solar fotovoltaica participa pela primeira vez do Leilão de Energia Nova A-4, resultando em 20 contratos de grande escala.

Janeiro - 2018

A energia solar fotovoltaica atinge seu primeiro gigawatt (GW) de capacidade instalada no Brasil!

Maio - 2018

A ANEEL abre a Consulta Pública nº 010/2018 para rever as regras para a geração distribuída solar fotovoltaica no Brasil.

Janeiro - 2019

A geração centralizada solar fotovoltaica atinge 2 GW de capacidade instalada acumulada e se torna a 7ª maior fonte de energia elétrica do Brasil, superando a nuclear!

Junho - 2019

A geração distribuída solar fotovoltaica atinge seu primeiro GW de capacidade instalada!

Agosto - 2019

Todos os estados brasileiros aderem ao Convênio ICMS nº 16/2015, concedendo a isenção fiscal estadual para o Sistema de Compensação de Energia Elétrica.

Outubro - 2019

A fonte solar fotovoltaica participa pela primeira vez do Leilão de Energia Nova A-6, resultando em 11 contratos de larga escala.

2020

A geração distribuída solar fotovoltaica atinge 4 GW de capacidade instalada!

O que ganhamos ao investir em energia solar fotovoltaica?

A energia solar FV tem um imenso potencial e proporciona uma vasta gama de benefícios positivos para as empresas, governos e a sociedade em geral.,
O setor contribui para o desenvolvimento sustentável do mundo e do País, especialmente em três esferas: ambiental, socioeconômica e estratégica.

Veja abaixo alguns destaques dos impactos positivos da energia solar FV:

• Forte criação de empregos locais, com uma média anual de 30 empregos por MW instalado.
• Fortalecimento das economias locais, regionais e nacional.
• Diversificação da matriz elétrica brasileira e melhoria da segurança do abastecimento.
• Redução das perdas de transmissão e distribuição no sistema elétrico, ajudando a reduzir os custos na conta de luz dos consumidores.
• Geração de energia limpa, renovável e sustentável para a sociedade.
• Aumento do uso de energia renovável no Brasil.
• Redução das emissões de dióxido de carbono e outras substâncias nocivas.
• Contribuição para a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa no País (NDC).

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<![CDATA[Notícias]]> http://absolar2.test/noticias/ Wed, 02 Sep 2020 18:41:37 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1838 [slide-anything id="1924"]

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<![CDATA[Ouvidoria]]> http://absolar2.test/ouvidoria/ Wed, 02 Sep 2020 18:45:39 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1842 [slide-anything id="1945"]

Como funciona a Ouvidoria ABSOLAR

A ABSOLAR criou o canal de "Ouvidoria" para auxiliar todas as empresas do setor solar fotovoltaico que enfrentam dificuldades na conexão dos sistemas de seus clientes à rede de distribuição local. Em alguns casos, os prazos e procedimentos estabelecidos na Resolução Normativa nº 482/2012 e PRODIST não estão sendo adequadamente seguidos pelas distribuidoras, sendo necessário protocolar uma reclamação na ANEEL.

Ouvidômetro

Somente entre janeiro de 2019 e janeiro de 2020, recebemos 94 reclamações e 751 protocolos foram levados à ANEEL. Confira abaixo os principais motivos de reclamação durante o período:

Como fazer a sua reclamação?

1º - Fale com a sua distribuidora e anote o protocolo de atendimento

2º - Caso não obtiver retorno no prazo informado ou discordar da resposta recebida, entre em contato com a ouvidoria da distribuidora

3º - Se não houver resposta da ouvidoria da distribuidora, abra um protocolo na ouvidoria da Aneel

4º - Com o número do protocolo da Aneel em mãos, registre seu caso aqui na Ouvidoria da ABSOLAR. Não é necessário ser associado para usar!

Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (11) 3197-4560 ou e-mail: absolar@absolar.org.br. Nosso horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h.

[contact-form-7 id="2811" title="Ouvidoria"]
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<![CDATA[Benefícios dos associados]]> http://absolar2.test/nossos-associados/beneficios-dos-associados/ Wed, 02 Sep 2020 18:45:55 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1844 [slide-anything id="2493"]

Benefícios

Confira abaixo os principais benefícios de ser associado ABSOLAR:

1 – Suporte de especialistas em energia solar FV
O Departamento Técnico Regulatório, conhecido como TECREG, é o coração da ABSOLAR. Nossos especialistas estão sempre preparados para esclarecer todas as suas dúvidas sobre regulamentação, legislação, tributação, financiamento, licenciamento ambiental, políticas públicas e incentivos disponíveis para o setor no Brasil.

Ajudamos você possibilitando o acesso a:

Informação Estratégica

- Pesquisa, compilação e análise de dados de mercado relativos ao setor elétrico e setor solar fotovoltaico.

- Elaboração de estudos, análises e notas técnicas.

- Preparação de apresentações e conteúdo para eventos.

- Revisão técnica de conteúdo de mídia.

Coordenação
dos Grupos de Trabalho

- Elaboração de pleitos, ofícios e propostas;

- Participação em Audiências Públicas e Consultas Públicas.

- Monitoramento das atividades, metas e resultados.
- Suporte operacional aos GTs: reuniões, calls e atas.

- Promoção de sinergia entre os GTs;

Atendimento Técnico e Regulatório aos Associados

- Esclarecimento de dúvidas e solicitações, via email, telefone, whatsapp.

- Reuniões presenciais mediante agendamento.

- Criação de ferramentas para maior interação do associado com a ABSOLAR.


Suporte a Parceiros

- Participação em reuniões e eventos.

- Elaboração de materiais, ideias, conceitos e conteúdos para as instituições governamentais e parceiras.

- Esclarecimento de dúvidas e solicitações.

- Promoção de uma participação mais ativa na disseminação de políticas públicas.


2 –  Representação junto ao governo
Mantemos um canal de diálogo aberto nos níveis federal, estadual e municipal, bem como com a agência reguladora e outras entidades públicas estratégicas para defender as demandas do setor solar fotovoltaico brasileiro. Como associado, você pode apresentar os problemas da sua empresa e trazer propostas e recomendações, mantendo-se sempre atualizado sobre tudo o que está sendo debatido e feito para o desenvolvimento da fonte solar fotovoltaica no Brasil.

3 - Matchmaking: somos a ponte entre todos os elos de toda a cadeia de valor
Independentemente do porte, perfil e nacionalidade, todas as empresas associadas possuem atenção extra quanto a nossa forma de conexão. Somos a ponte entre todos os elos da cadeia de valor solar fotovoltaica, desde fornecedores e clientes até potenciais parceiros de negócios e investidores, ajudando você a dinamizar o seu networking no setor.

4 – Grupos de Trabalho (GTs): debate das questões estratégicas e definição de propostas
A ABSOLAR conta com seis Grupos de Trabalho (GTs), compostos por nossos associados. Por meio de reuniões periódicas, as principais discussões do setor ocorrem com a participação essencial de nossos associados, definindo estratégias para apoiar o desenvolvimento e crescimento do mercado. Os GTs são divididos da seguinte forma:

• Geração Distribuída (GD)
Responsável pelo acompanhamento do segmento de mercado de sistemas fotovoltaicos de pequeno e médio porte. O foco prioritário desse grupo é nos mercados de micro e minigeração distribuída, dando especial atenção ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica e à Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento da GDFV no Brasil.

• Geração Centralizada (GC)
Responsável por acompanhar o segmento de mercado das usinas solares fotovoltaicas de grande porte conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Este GT abrange tanto o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) quanto o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

• Cadeia Produtiva
Trabalha para melhorar o ambiente de negócios e a competitividade da cadeia produtiva solar fotovoltaica no Brasil, formulando uma política industrial sólida para o setor. Esse GT tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de uma cadeia produtiva nacional, bem como garantir padrões de qualidade, durabilidade e segurança dos equipamentos e suprimentos necessários para a energia solar fotovoltaica.

Ambiental
Responsável por discutir os procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental de projetos solares fotovoltaicos. Trabalha na formulação de normas e diretrizes que atendam às necessidades do setor solar FV, em sintonia com as melhores práticas de proteção ambiental.

Financiamento
Atua em parceria com instituições financeiras nacionais e internacionais, públicas e privadas, elaborando propostas de melhorias nas condições de financiamento oferecidas para sistemas solares fotovoltaicos, tanto para os segmentos de geração centralizada quanto de geração distribuída.
Para saber mais sobre as condições de financiamento disponíveis no Brasil, clique aqui.

• Armazenamento de Energia Elétrica
Este GT ajuda a desenvolver o mercado de armazenamento de energia elétrica no Brasil, levando em conta a sinergia com a tecnologia solar fotovoltaica. As principais atividades desenvolvidas por este GT são: divulgação de informações sobre tecnologias de armazenamento e sobre o desenvolvimento do mercado, elaboração de propostas e pleitos nas áreas de regulação, legislação e financiamento, entre outros, e o diálogo com com atores públicos e privados, defendendo os interesses do setor de armazenamento.


5 - Informações estratégicas para a sua tomada de decisão
O acesso às principais notícias do mercado nos ajuda a entender qual o melhor caminho a seguir. Por isso, diariamente enviamos por e-mail aos associados nosso clipping, com as matérias mais relevantes dos setores solar fotovoltaico e elétrico.
Já a nossa revista digital mensal, elaborada exclusivamente para os associados, traz as principais notícias sobre serviços, parcerias e informações da ABSOLAR.
Com dados mais técnicos, o Infográfico ABSOLAR é o principal termômetro do mercado solar fotovoltaico no Brasil. Ele é amplamente replicado nas redes sociais e na imprensa nacional e internacional. Os associados da ABSOLAR recebem o infográfico em primeira mão, antes da divulgação para os meios de comunicação.
Nossas divulgações de chamadas públicas, editais e licitações voltadas ao setor também são enviadas em primeira mão aos nossos associados, de modo que todos fiquem atentos às oportunidades de negócio nas esferas municipal, estadual e federal em todo o País.

6 – Ouvidoria: defesa junto à Aneel para solução de problemas com distribuidoras
A ouvidoria ABSOLAR ajuda a identificar os problemas enfrentados a partir de uma avaliação das dificuldades recorrentes com as distribuidoras, atuando diretamente com a ANEEL em busca de soluções. O canal é aberto para todo o setor! Além disso, os associados ABSOLAR também contam com o suporte do TECREG.

7 - Eventos exclusivos e condições diferenciadas em feiras e congressos
A participação nos principais eventos do setor é garantida aos nossos associados com condições especiais. Feiras, jantares de negócio, congressos, workshops, webinars, seminários, encontros regionais, cursos e treinamentos de altíssimo nível são alguns dos exemplos. Após a finalização do processo associativo, você garante o acesso à nossa agenda atualizada mensalmente, com descontos e benefícios exclusivos.

8 – Cadastramento de seus produtos com código Finame junto ao Pronaf
Como associado da ABSOLAR, você pode cadastrar os seus produtos com código Finame junto ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Dessa forma, é possível acessar as melhores linhas de financiamento disponíveis no Brasil para os pequenos agricultores. Nós te orientamos sobre como usar esse incentivo, acelerando o processo.

9 – Selos exclusivos para seus materiais de comunicação

Evidencie aos seus fornecedores, clientes, parceiros e investidores o comprometimento e alinhamento de sua empresa com tudo o que acontece de mais importante no setor solar fotovoltaico brasileiro. Para isso, disponibilizamos um selo exclusivo (em português e inglês), que pode ser inserido em todos os seus materiais de comunicação.

10 – Parceria exclusiva com a plataforma ECOTX
A plataforma digital que auxilia na avaliação de projetos solares fotovoltaicos é hoje um benefício para nossos associados. Em apenas alguns cliques, é possível monitorar dezenas de variáveis do setor elétrico, apresentadas por uma ferramenta de georreferenciamento. Dessa forma, você pode analisar as principais condições para o desenvolvimento de projetos em todo o território nacional.
Como associado, você tem acesso a 15 variáveis gratuitamente e 30% de desconto para as demais ferramentas da plataforma.


Associe-se

Seja um associado ABSOLAR e conheça de perto nossos benefícios e serviços.
Para se associar, siga o passo a passo abaixo:

1º – Entre em contato com o nosso departamento associativo pelo e-mail associativo@absolar.org.br ou pelo telefone (11) 3197-4560;
2º – Nossa equipe encaminhará uma proposta associativa de acordo com o perfil da empresa ou profissional. Após a aprovação do valor da mensalidade, encaminhe o formulário de adesão assinado junto ao seu contrato social ou estatuto social da empresa;
3º – Pronto! A associação é confirmada logo após a identificação do primeiro pagamento.

Para mais informações, entre em contato conosco de segunda à sexta-feira, das 8h30 às 18h00, pelo telefone: (11) 3197-4560, e-mail: associativo@absolar.org.br ou WhatsApp: (11) 98943-4499.


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1844 1968 0 0
<![CDATA[Contato]]> http://absolar2.test/contato/ Wed, 02 Sep 2020 18:49:22 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1846 [slide-anything id="1974"]

Telefone: (11) 3197-4560

Informações Institucionais (Associativo): (11) 98943-4499

E-mail: absolar@absolar.org.br

Assessoria de imprensa:

Totum Comunicação
Thiago Nassa (Mtb. 30.914)


Telefone: (11) 99544-4954
E-mail: thiago.nassa@totumcom.com.br

Localização

Próxima à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), nossa sede está localizada na Avenida Paulista, região conhecida como o maior centro empresarial da cidade de São Paulo.
Em nosso escritório, contamos com três salas de reunião para até 22 pessoas, que estão disponíveis para todos os nossos associados gratuitamente, mediante reserva.


Av. Paulista, 1636 – Bela Vista, São Paulo – SP – Brasil
Cj. 1001 – 10º andar
CEP: 01310-200

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1846 0 0 0
<![CDATA[Slide Anything Popup Preview]]> http://absolar2.test/slide-anything-popup-preview/ Mon, 14 Sep 2020 19:00:28 +0000 http://162.214.102.20/slide-anything-popup-preview/ 1894 0 9999 0 <![CDATA[Financiamento & Tabela Dinâmica]]> http://absolar2.test/mercado/financiamento-tabela-dinamica/ Mon, 14 Sep 2020 19:10:13 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1904 [slide-anything id="2484"]

A energia solar fotovoltaica está se tornando cada vez mais acessível e popular devido aos seus inúmeros benefícios. Hoje, já é mais barato gerar sua própria energia do que comprá-la da sua concessionária local.

Para facilitar o pagamento desse investimento, o financiamento já é uma opção competitiva para os consumidores que desejam instalar um sistema solar fotovoltaico em um imóvel comercial ou residencial. Atualmente, são mais de 60 opções de financiamento de agentes públicos e privados, adaptadas para diferentes setores da economia brasileira.

A ABSOLAR, em parceria com a Clean Energy Latin America (CELA), elaborou um mapeamento das linhas de financiamento disponíveis para projetos solares fotovoltaicos no Brasil.

Você é um agente financeiro e gostaria de incluir no nosso estudo uma nova linha de financiamento voltada ao mercado solar FV? Entre em contato com a nossa equipe pelo telefone: (11) 3197-4560 ou e-mail: absolar@absolar.org.br.

Para mais informações sobre esse ou outros temas voltados ao setor solar FV, seja um associado ABSOLAR! Nosso departamento Técnico Regulatório reúne grandes especialistas, que terão enorme satisfação em responder às suas dúvidas.

É associado ABSOLAR? Clique aqui para ter acesso aos benefícios da planilha.

Não é associado ABSOLAR? Preencha o formulário abaixo para acessar as Linhas de Financiamento para Sistemas Fotovoltaicos no Brasil:

[contact-form-7 id="2656" title="Formulário Financiamento (Mercado)"]
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1904 1836 0 0
<![CDATA[Infográfico]]> http://absolar2.test/mercado/infografico/ Mon, 14 Sep 2020 19:19:52 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1907 [slide-anything id="2487"]

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1907 1836 0 0
<![CDATA[O que é Energia Solar Fotovoltaica?]]> http://absolar2.test/mercado/o-que-e-energia-solar-fotovoltaica/ Mon, 14 Sep 2020 19:56:48 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1911 [slide-anything id="2490"]

Como funciona?

1 - Os módulos captam a luz do sol e a transformam em corrente contínua.

2 - A corrente passa por um inversor, onde é transformada em corrente alternada.

3 - o excesso de eletricidade produzido pode voltar para a rede.

4 - A rede faz o uso da energia e, por isso, as unidades consomidoras (UCs) recebem créditos para sua contad de luz.

Para cada aplicação, uma solução especial de energia solar fotovoltaica.

Geração Distribuída (GD)

Sistemas solares FV de pequeno e médio porte, com capacidade instalada de até 5 MW, instalados em locais como:

Casa

Fazenda

Empresa

Prédios Públicos

Tipos de sistemas

Quando falamos de sistemas conectados à rede elétrica (on-grid), a GD possui quatro modalidades principais:

I. GD junto à carga (local) – Um sistema é instalado em uma unidade consumidora e a energia gerada é utilizada no próprio local.

II. Condomínio com GD/EMUC (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras) – A energia gerada é repartida entre os condôminos em percentuais definidos pelos próprios consumidores. Pode também ser utilizada para abastecer as áreas comuns do edifício.

III. Autoconsumo remoto – permite ao consumidor instalar um micro ou minigerador em um local diferente de onde reside e utilizar os créditos gerados para compensar seu consumo e reduzir sua conta de luz (desde que dentro da mesma área de concessão).

IV. Geração Compartilhada (Community Solar) – Diversas partes interessadas (pessoas ou empresas) se reúnem em um consórcio ou cooperativa e investem em um sistema de micro ou minigeração distribuída. Os créditos de energia gerados e injetados na rede pelo sistema são divididos entre esse grupo de consumidores.

A GD Solar FV não para por aí!

A GDFV também pode ser aplicada de várias outras maneiras, tais como:

I. Sistemas Solares Fotovoltaicos Isolados ou Remotos (off-grid): Sistemas que não estão conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Essenciais para comunidades isoladas que vivem em ilhas, florestas, campos e outros locais remotos, os sistemas melhoram a qualidade de vida dessa população. São sistemas autônomos, independentes da rede de distribuição de energia elétrica, que geralmente operam com o suporte de baterias ou outros sistemas de armazenamento.

II. Agro: São sistemas voltados aos agricultores. Eles podem ser utilizados em diversas atividades na zona rural, como bombeamento de água e irrigação, por exemplo.

III. Habitações de baixa renda: Sistemas solares FV especialmente projetados para reduzir custos para famílias de baixa renda. Podem ser aplicados diretamente em casas pequenas ou em conjuntos habitacionais.

IV. Aparelhos solares fotovoltaicos: Power banks, notebooks, mochilas, guarda-chuvas, barracas de camping, veículos elétricos, brinquedos e outros pequenos equipamentos elétricos e eletrônicos podem incorporar energia solar fotovoltaica para recarregar, alimentar e apoiar seu funcionamento.

Geração Centralizada (GC)

Projetos de energia solar fotovoltaica acima de 5 MW, como usinas de grande porte, fazem parte da geração centralizada (GC). A energia gerada pela GC pode ser comercializada em dois ambientes de contratação: o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e o Ambiente de Contratação Regulada (ACR).

No ACL, geradoras, comercializadoras, consumidores livres e especiais compram e vendem energia em negociação aberta entre compradores e vendedores (contratos bilaterais e contratos de compra de energia – PPAs), com o preço acordado diretamente entre as partes.

Já no ACR, as geradoras participam de leilões de energia elétrica, cujas diretrizes são estabelecidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com detalhes contratuais estruturados pela ANEEL e procedimentos licitatórios realizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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1911 1836 0 0
<![CDATA[Associados]]> http://absolar2.test/nossos-associados/ Mon, 14 Sep 2020 20:48:33 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=1968 [slide-anything id='1954']

Quando uma empresa se torna associada da ABSOLAR, ela passa a contar com muitos benefícios e serviços: acesso à uma equipe altamente especializada e voltada para ajudar a empresa nas suas necessidades, representação institucional frente ao governo, rodadas de negócios e muito mais.
Confira a nossa lista atualizada de associados:

Área de Atuação

Estado

[absolar_associados]
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1968 0 0 0
<![CDATA[Home]]> http://absolar2.test/ Wed, 16 Sep 2020 09:07:39 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=2026
[slide-anything id="8437"]

TOP 10 benefícios de ser associado ABSOLAR

1

Suporte de
especialistas
em energia solar FV

2

Representação junto
ao governo

3

Matchmaking: somos a
ponte entre todos os elos de
toda a cadeia de valor

Associados

[absolar_associados_home]
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2026 0 0 0
<![CDATA[Tabela de financiamento]]> http://absolar2.test/tabela-de-financiamento/ Thu, 17 Sep 2020 18:36:06 +0000 http://localhost/hubify/absolar/?page_id=2088 [slide-anything id="2400"]

Tabela dinâmica: relação entre linhas de financiamento, tipo de geração e tipo de tomador de crédito

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2088 0 0 0
<![CDATA[Publicar um evento]]> http://absolar2.test/publicar-um-evento/ Mon, 05 Oct 2020 21:34:03 +0000 http://162.214.102.20/publicar-um-evento/ 2862 0 0 0 <![CDATA[Painel do evento]]> http://absolar2.test/painel-do-evento/ Mon, 05 Oct 2020 21:34:03 +0000 http://162.214.102.20/painel-do-evento/ 2863 0 0 0 <![CDATA[Eventos]]> http://absolar2.test/eventos/ Mon, 05 Oct 2020 21:34:03 +0000 http://162.214.102.20/eventos/ [slide-anything id='2401']

[events]

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2864 0 0 0
<![CDATA[Submit Organizer Form]]> http://absolar2.test/submit-organizer-form/ Mon, 05 Oct 2020 21:34:03 +0000 http://162.214.102.20/submit-organizer-form/ 2865 0 0 0 <![CDATA[Organizer Dashboard]]> http://absolar2.test/organizer-dashboard/ Mon, 05 Oct 2020 21:34:03 +0000 http://162.214.102.20/organizer-dashboard/ 2866 0 0 0 <![CDATA[Submit Venue Form]]> http://absolar2.test/submit-venue-form/ Mon, 05 Oct 2020 21:34:03 +0000 http://162.214.102.20/submit-venue-form/ 2868 0 0 0 <![CDATA[Venue Dashboard]]> http://absolar2.test/venue-dashboard/ Mon, 05 Oct 2020 21:34:03 +0000 http://162.214.102.20/venue-dashboard/ 2869 0 0 0 <![CDATA[Área do associado]]> http://absolar2.test/area-do-associado/ Thu, 22 Oct 2020 18:49:45 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3062
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3062 0 0 0
<![CDATA[Curriculo]]> http://absolar2.test/curriculo/ Fri, 23 Oct 2020 19:46:53 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3078 [slide-anything id="3216"]

[contact-form-7 id="3077" title="Curriculo - New"]

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3078 0 0 0
<![CDATA[Lista de Curriculos]]> http://absolar2.test/lista-de-curriculos/ Mon, 26 Oct 2020 15:15:32 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3093 [slide-anything id="3131"]

Candidatos e vagas

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3093 0 0 0
<![CDATA[Arquivos]]> http://absolar2.test/arquivos/ Mon, 26 Oct 2020 15:52:26 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3107 [slide-anything id="3138"] ]]> 3107 0 0 0 <![CDATA[Sucesso]]> http://absolar2.test/sucesso/ Thu, 05 Nov 2020 20:18:05 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3262 [slide-anything id='3264'] ]]> 3262 0 0 0 <![CDATA[Eventos exclusivos]]> http://absolar2.test/eventos-exclusivos/ Thu, 05 Nov 2020 20:27:13 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3271 [slide-anything id="3270"]

Para ver todos os eventos do setor solar fotovoltaico, clique aqui.

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3271 0 0 0
<![CDATA[Séries ABSOLAR]]> http://absolar2.test/series-absolar/ Thu, 19 Nov 2020 11:16:09 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3357

Séries ABSOLAR

Solar em tudo

Aqui o destaque é a geração centralizada solar fotovoltaica! Entenda como as grandes usinas solares estão cada vez mais competitivas e presentes no setor elétrico do Brasil, mesmo quando não enxergamos os projetos diretamente.

Clique para assistir

ABSOLAR Inside

 O panorama do armazenamento de energia no Brasil e no mundo é o tema dos três episódios do programa digital da ABSOLAR em formato de TV e ao vivo.

Clique para assistir

Campanha pela Energia Solar na Rádio CBN

Reveja a campanha nacional da rádio CBN em prol da energia solar fotovoltaica. São boletins e podcasts falando de temas como economia, sustentabilidade e mudanças nas regras para quem gera a sua própria eletricidade.

Clique para assistir

Solar Urgente

Série de cinco episódios com dicas de gestão para as empresas que passam pela crise econômica mundial, decorrentes da economia de Covid-19.

Clique para assistir

Faz a Conta

Entenda como funciona o setor elétrico e como a geração distribuída solar FV pode contribuir para aliviar custos do sistema em quatro episódios especiais. Eles explicam de forma simples como podemos gastar menos na tarifa de energia elétrica.

Clique para assistir

O Sol não Para

Saiba como a energia solar FV está trabalhando sem parar para continuar gerando energia limpa, barata e inesgotável, que gera empregos e aquece a economia, ajudando o País em tempos de Covid-19.

Clique para assistir

BRASIL, DEIXE A SOLAR CRESCER

A campanha iniciada pela ABSOLAR com depoimentos de diversas pessoas influentes do setor e apoiadores em prol do direito de gerar a própria energia limpa e sustentável.

Clique para assistir

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3357 0 0 0
<![CDATA[Últimas notícias]]> http://absolar2.test/ultimas-noticias/ Thu, 19 Nov 2020 12:04:55 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3373 3373 0 0 0 <![CDATA[Tá nas redes]]> http://absolar2.test/ta-nas-redes/ Mon, 25 Jan 2021 14:55:55 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=3625

Tá nas redes

[instagram-feed]

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3625 0 0 0
<![CDATA[Lista de Notícias]]> http://absolar2.test/lista-de-noticias/ Tue, 02 Feb 2021 14:08:56 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5550 5550 0 0 0 <![CDATA[Lista de Artigos]]> http://absolar2.test/lista-de-artigos/ Tue, 02 Feb 2021 14:10:40 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5552 5552 0 0 0 <![CDATA[Contact]]> http://absolar2.test/contato-us/ Wed, 03 Feb 2021 18:04:20 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5588 [slide-anything id="5797"]

Phone: +55 11 3197-4560

E-mail: absolar@absolar.org.br

Press Office:

Totum Comunicação
Thiago Nassa (Mtb. 30.914)


Phone: +55 11 99544-4954
E-mail: thiago.nassa@totumcom.com.br

Location

Close to the Chamber of Electric Energy Commercialization (CCEE), our headquarters is located at Avenida Paulista, a region known as the biggest business center in the city of São Paulo. In our office, we have three meeting rooms for up to 22 people, which are available to all our members, free of charge, upon reservation.


Av. Paulista, 1636 – Bela Vista, São Paulo – SP – Brazil
Cj. 1001 – 10º floor
CEP: 01310-200

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5588 0 0 0
<![CDATA[Members area]]> http://absolar2.test/associate-area/ Wed, 03 Feb 2021 18:05:41 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5591
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When a company becomes an ABSOLAR member, it starts benefiting from a wide range of services and solutions. Access to a highly qualified team oriented to help the company with its needs, institutional representativeness on several government levels, business rounds and much more.

Check our updated list of members.

Occupation area

State

[absolar_associados]
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5595 0 0 0
<![CDATA[Partners]]> http://absolar2.test/associates/partners/ Wed, 03 Feb 2021 18:23:34 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5600 [slide-anything id="5792"]

Partners

[absolar_parceiros]

NOGs Partners

[absolar_ongs]
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5600 5595 0 0
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[contact-form-7 id="5811" title="Curriculo - New - EN"]

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<![CDATA[Events]]> http://absolar2.test/events/ Wed, 03 Feb 2021 18:37:20 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5610 [slide-anything id="5741"]

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Para ver todos os eventos do setor solar fotovoltaico, clique aqui.

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5612 0 0 0
<![CDATA[Home - EN]]> http://absolar2.test/home-en/ Wed, 03 Feb 2021 18:46:44 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5614 [slide-anything id="5668"]

TOP 10 benefits of being an ABSOLAR associate member

1

Support from
experts
in solar PV

2

Representation towards
the government

3

Matchmaking: we
bridge all parts of the solar
PV value chain

Members

[absolar_associados_home]
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5614 0 0 0
<![CDATA[Blog - EN]]> http://absolar2.test/blog-en/ Wed, 03 Feb 2021 18:47:15 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5616

Receba nosso conteúdo exclusivo

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5616 0 0 0
<![CDATA[Resume List]]> http://absolar2.test/resume-list/ Wed, 03 Feb 2021 19:18:14 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5620 [slide-anything id="3131"]

Candidatos e vagas

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<![CDATA[Market]]> http://absolar2.test/market/ Wed, 03 Feb 2021 19:18:45 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5622 [slide-anything id="5825"]

Market

Solar PV energy is the fastest growing energy source in the world. Brazil is one of the sunniest countries and has a continental size that gives it the opportunity to become a leading nation in solar photovoltaic. There is still a lot of potential to be developed! Check out the current position of Brazil in the world ranking:

Source: ABSOLAR, 2020. | IEA PVPS, 2018-2020. | IRENA, 2020.

Trajectory of solar PV energy in Brazil

2010

ANEEL’s Consulta Pública nº 015/2010 public consultation is published, in order to reduce the barriers for the installation of distributed generation (DG) from renewable energy sources in Brazil.

2011

The Portaria INMETRO Nº 004/2011 decree and Chamada Pública Nº 013/2011 public call improve fundamental rules and gather relevant knowledge to support decisions on how distributed solar PV systems should operate in the country.

2012

REN 482/2012 is published: the Brazilian net-metering system is finally born!

2013

ABSOLAR is founded and the first Brazilian solar PV electricity auction is held in the state of Pernambuco. Simultaneously, the distributed solar PV market slowly starts to develop.

2014

The first national solar PV electricity auction, a Reserve Energy Auction (LER), is held, resulting in 31 large-scale solar PV power contracts, with a total contracted capacity of 889.66 MWac.

April - 2015

Publication of the Convênio ICMS Nº 16/2015 which authorize the Brazilian States to exempt state taxes over net-metering electricity from distributed generation with up to 1 MW of installed capacity.

October - 2015

The Lei Nº 13.169/2015 reduced federal taxes PIS (Program for Social Integration) and COFINS (Contribution for Social Security Financing) under the net-metering system solely to the net eletriticy consumption from the grid.

December - 2015

Creation of the Development Program for Electric Energy Distributed Generation (ProGD).

2017

Solar PV participates for the first time in the Leilão de Energia Nova A-4 auction, resulting in 20 large-scale solar PV power contracts.

January - 2018

Solar PV reaches its first gigawatt (GW) of cumulative installed capacity in Brazil!

May - 2018

ANEEL opens the Consulta Pública Nº 010/2018 public consultation in order to review the rules for distributed solar PV in Brazil.

January - 2019

Solar PV centralized generation reaches 2 GW of cumulative installed capacity and becomes the 7th biggest electricity source in Brazil, surpassing nuclear power!

June - 2019

Distributed solar PV reaches its first GW of cumulative installed capacity!

August - 2019

All Brazilian States join the Convênio ICMS Nº 16/2015 and support state tax exemptions for net-metering electricity from distributed generation.

October - 2019

Solar PV participates for the first time in the Leilão de Energia Nova A-6 auction, resulting in 11 large-scale solar PV power contracts.

2020

Distributed solar PV reaches 4 GW of cumulative installed capacity!

What do we get by investing in solar PV energy?

Solar PV has a immense potential and provide a vast range of positive benefits to people, companies, governments and the society in general. The sector contributes to the world and the country’s sustainable development, especially in three spheres: socioeconomic, environmental and strategic.

Find below some highlights of the positive impacts solar PV brings forward:

• Strong local job creation, with an average of 30 jobs per MW installed per year. In Brazil alone, this added new 92 jobs to the country per day along 2019.
• Strenghthening the local, regional and national economies.
• Diversification of the Brazilian electricity matrix and improved security of supply.
• Reduction of transmission and distribution losses on the electric system, helping to reduce costs to the electricity bills of consumers.
• Generation of clean, renewable, sustainable electricity to society.
• Increase in the use of renewable energy in Brazil.
• Reduction in the emissions of carbon dioxide and other harmful substances.
• Contribution to the green house gases emissions reduction target in the country (NDC).

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<![CDATA[Financing & Dynamic Table]]> http://absolar2.test/market/dynamic-table/ Wed, 03 Feb 2021 19:19:28 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5624 [slide-anything id="5703"]

Solar photovoltaic is becoming increasingly more accessible and popular due to its several advantages. Today, it is already cheaper to generate your own electricity from the sun than to buy it from your local utility company.

To facilitate paying for this investment, financing is already a competitive option for consumers who wish to add a solar PV system to a commercial or residential building. Nowadays, there are 67 financing options from public and private agents, adapted for different sectors of the Brazilian economy.

ABSOLAR, in partnership with Clean Energy Latin America (CELA), created a list of the financing lines available for solar PV projects in Brazil.

Does your financial institution would like to include your financing line for the solar PV market in our list? Please contact us by telephone at (+55 11) 3197-4560 or by e-mail at absolar@absolar.org.br.

For more information on this or other topics related to the solar PV sector, become an ABSOLAR member! Our Technical and Regulatory Department brings together great experts, who will be delighted to answer your questions.

Are you an ABSOLAR associate member? Click here to access the benefits of the spreadsheet.

Not an ABSOLAR associate member? Fill out the form below to access the Financing Lines for Photovoltaic Systems in Brazil:

[contact-form-7 id="5707" title="Formulário Financiamento (Mercado) - EN"]
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<![CDATA[Infographic]]> http://absolar2.test/market/infographic/ Wed, 03 Feb 2021 19:20:00 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5626 [slide-anything id="5709"]

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<![CDATA[News]]> http://absolar2.test/news/ Wed, 03 Feb 2021 19:23:35 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5631 [slide-anything id="5734"]

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<![CDATA[Distributed Generation complaint registry]]> http://absolar2.test/ouvidoria-en/ Wed, 03 Feb 2021 19:25:16 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5633 [slide-anything id="5748"]

Distributed Generation complaint registry

ABSOLAR created the “Distributed Generation Complaint Registry” channel to help all companies from the solar photovoltaic sector that face difficulties in the connections of their clients’ systems to the local distribution grid. In some cases, the deadlines and procedures established on the Resolução Normativa nº 482/2012 normative resolution and PRODIST are not being adequately followed by distribution companies, requiring a complaint filed with Aneel.

We hear you

Between January 2019 and January 2020 only, there were 924 complaints received and 751 protocols taken to Aneel. Below are the main reasons for complaints during the period: 

How to make your complaint

1º - Contact your utility company and write down the service request

2º - If you do not receive a reply within the stated period or disagree with the response received, contact the utility’s complaint registry

3º - If there is no response from the utility ombudsman, open a service request at Aneel’s complaint registry

4º - Once you have an Aneel service request number, register your case with ABSOLAR’s Distributed Generation complaint registry

5º -Recommend ABSOLAR's ombudsman to all your partner companies. You don’t need to be an associate member to use it!

For more information, contact us by phone at (+55 11) 3197-4560 or by e-mail at absolar@absolar.org.br. Our opening hours are from Monday to Friday, from 8:30 AM to 6:00 PM.

[contact-form-7 id="5752" title="Ouvidoria - EN"]
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<![CDATA[Who We Are]]> http://absolar2.test/about-us/ Wed, 03 Feb 2021 19:26:17 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5636 [slide-anything id="5683"]

Founded in 2013, the Brazilian Solar Photovoltaic Energy Association (ABSOLAR) is a private, non-for-profit, trade association, which gathers companies from the entire value chain of the solar photovoltaic (PV) sector with operations in Brazil. The entity coordinates, represents and defends the interests of its associate members regarding the development of the market and the sector, promoting and disseminating solar PV energy in the country.

We are the driving force behind the Brazilian solar PV sector in national and international territory. We elaborate technical studies and encourage the education and qualification of the sector by means of partnerships, events, meetings and our digital communication channels.

Our Government and Institutional Relations and Communication departments work tirelessly to support ABSOLAR’s role as the primary source of information for the public agents and for the press, opinion leaders, civil society and other stakeholders in all solar PV matters. This way, we promote a positive business environment for all who work and invest on the technology.

Three pillars of success

Representation in executive, legislative and judicial branches of government

Represent and promote the solar photovoltaic sector in Brazil and abroad to main media outlets and entities of the electricity sector in Brazil with legitimacy, ethics and transparency.

Excellence in technical and market information

Monitoring the solar photovoltaic sector for the preparation of news and reports for daily information of ABSOLAR associate members and society.

Business generation

Offering a meeting point to companies in the sector, through strategic meetings with authorities and specialists in the solar photovoltaic sector.

Board of Administrators

ABSOLAR has a Board of Adminitrators composed of representatives appointed by the elected associate members for fixed terms. Their main attributions are:

-Strategic planning of the association’s activities;

-Definition of the acting guidelines for ABSOLAR in regards to its interlocutors (government, media, NGOs, sectoral entities, among others); 

-Definition of short and long-term goals.

Ronaldo Koloszuk

President of the Board

Marcio Trannin

1st Vice President of the Board

Anderson Garofalo

Vice President of Centralized Generation

Bárbara Rubim

Vice President of Distributed Generation

Camila Ramos

Vice President of Financing

Nelson Falcão

Vice President of Value Chain

Composition:

Regional Board Member – Northern Region: Adalberto Maluf

Regional Board Member – Northeast Region: Marcio Takata

Regional Board Member – Southern Region: Matheus Amorim

Regional Board Member – Southeast Region: Rodolfo Meyer

Regional Board Member – Central-West Region and Federal District: Rodrigo Ferreira Fonseca Pedroso

Board Member: Diego Bittner

Board Member: Fabiana Carvalho Lopes Avellar

Board Member: Fernando Augusto Morales Castro

Board Member: Gustavo dos Reis Vajda

Board Member: Harry Schmelzer Neto

Board Member: Josiane M. G. Palomino

Board Member: Manoel de Andrade Lira Neto

Board Member: Rodolfo Molinari

Board Member: Rodrigo Teixeira Marcolino


Supervisory Board

The Supervisory Board is the organism responsible for the assessment and inspection of the Association’s accounts, emitting opinions on the entity’s statements of accounts.

Composition:

President of the Supervisory Board: Afonso Carlos Brum Aguillar

Member of the Supervisory Board: Daniel Canteras Pansarella

Member of the Supervisory Board: Pedro Miguel Araújo Mateus

Alternate Member of the Supervisory Board: Daniel de Fátima da Rocha

Alternate Member of the Supervisory Board: Windson Bernardo

Advisory Board

Responsible for contributing to ABSOLAR’s strategic decisions with analyses, reflextions and guidances, the Advisory Board is composed of members exclusively invited by the Board of Directors.

Composition:

Member of the Advisory Board: Ildo Bet

Member of the Advisory Board: Jurandir Picanço

Member of the Advisory Board: Manuel Rossito

Member of the Advisory Board: Oziel Estevão

Know our team

Rodrigo Lopes Sauaia

Chief Executive Officer

Celina Araújo

Superintendent

Management

Miriam Lovita

mlovita@absolar.org.br

Administrative

absolar@absolar.org.br

Katherine Evangelista

kevangelista@absolar.org.br


Associative

associativo@absolar.org.br

Daniel Ferreira

dferreira@absolar.org.br

Viviane Cristina Forte

vforte@absolar.org.br

Communication

comunicacao@absolar.org.br

Camila Gomes

cgomes@absolar.org.br


Events

eventos@absolar.org.br

Nathália Buzetto

nbuzetto@absolar.org.br

Vitor Faure

vfaure@absolar.org.br

Financial

financeiro@absolar.org.br

Gabriel Alves

galves@absolar.org.br

Patricia Nascimento

pnascimento@absolar.org.br


Technical and Regulatory (TECREG)

tecnicoregulatorio@absolar.org.br

Gabriel Viana

gviana@absolar.org.br

Guilherme Nizoli

gnizoli@absolar.org.br

Fernanda Ide

fide@absolar.org.br

Paula Aguilera

paguilera@absolar.org.br

Ricardo Baitelo

rbaitelo@absolar.org.br

Stefan Baumgart

sbaumgart@absolar.org.br

Government and Institutional Relations

relgov@absolar.org.br

Decio Novaes

dnovaes@absolar.org.br


Information Systems

si@absolar.org.br

Eleric Escaleira Fuzinato

efuzinato@absolar.org.br

Marcelo Shinzato

mshinzato@absolar.org.br

Bylaws

ABSOLAR Bylaws have as its basic functions:

To regulate the functioning of the entity facing third parties, mainly including the definition of the general goals of the association, potential profile of associate members, guidelines for decision making and internal organisms for administration and representation; 

To regulate the rights and duties of the associate members, establishing general criteria for their relations within the entity.

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<![CDATA[Absolar Series]]> http://absolar2.test/absolar-series/ Wed, 03 Feb 2021 19:27:19 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5639

Séries ABSOLAR

Solar em tudo

Aqui o destaque é a geração centralizada solar fotovoltaica! Entenda como as grandes usinas solares estão cada vez mais competitivas e presentes no setor elétrico do Brasil, mesmo quando não enxergamos os projetos diretamente.

Clique para assistir

ABSOLAR Inside

 O panorama do armazenamento de energia no Brasil e no mundo é o tema dos três episódios do programa digital da ABSOLAR em formato de TV e ao vivo.

Clique para assistir

Campanha pela Energia Solar na Rádio CBN

Reveja a campanha nacional da rádio CBN em prol da energia solar fotovoltaica. São boletins e podcasts falando de temas como economia, sustentabilidade e mudanças nas regras para quem gera a sua própria eletricidade.

Clique para assistir

Solar Urgente

Série de cinco episódios com dicas de gestão para as empresas que passam pela crise econômica mundial, decorrentes da economia de Covid-19.

Clique para assistir

Faz a Conta

Entenda como funciona o setor elétrico e como a geração distribuída solar FV pode contribuir para aliviar custos do sistema em quatro episódios especiais. Eles explicam de forma simples como podemos gastar menos na tarifa de energia elétrica.

Clique para assistir

O Sol não Para

Saiba como a energia solar FV está trabalhando sem parar para continuar gerando energia limpa, barata e inesgotável, que gera empregos e aquece a economia, ajudando o País em tempos de Covid-19.

Clique para assistir

BRASIL, DEIXE A SOLAR CRESCER

A campanha iniciada pela ABSOLAR com depoimentos de diversas pessoas influentes do setor e apoiadores em prol do direito de gerar a própria energia limpa e sustentável.

Clique para assistir

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<![CDATA[Success]]> http://absolar2.test/success/ Wed, 03 Feb 2021 19:27:45 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5641 [slide-anything id='3264'] ]]> 5641 0 0 0 <![CDATA[Social Media]]> http://absolar2.test/social-media/ Wed, 03 Feb 2021 19:28:11 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5643

Tá nas redes

[instagram-feed]

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<![CDATA[Financing Table]]> http://absolar2.test/financing-table/ Wed, 03 Feb 2021 19:28:57 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5645 [slide-anything id="2400"]

Tabela dinâmica: relação entre linhas de financiamento, tipo de geração e tipo de tomador de crédito

[gdoc key="https://docs.google.com/spreadsheets/d/1AC5LNuwnT50OqngatLlP5dgKU0PRT_VOAw33SO65e-M/edit?usp=sharing"]

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<![CDATA[Benefits]]> http://absolar2.test/associates/associate-benefits-2/ Wed, 03 Feb 2021 20:01:44 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5678 [slide-anything id="5764"]

Benefits

Check out the main benefits of being an ABSOLAR member below:

1 – Support from experts in solar PV
The Technical and Regulatory Department, known as TECREG, is at ABSOLAR’s heart. Our experts are always prepared to clarify your doubts related to regulation, legislation, taxation, financing, environmental licensing, public policies and incentives available for the sector in Brazil.

We support you with:

Strategic Information

– Research, compilation and analysis of market data related to the electricity sector and solar photovoltaic sector

- Preparation of studies, analyses and technical notes

- Preparation of presentations and content for events

- Technical review of media content


Coordination of Working Groups

- Preparation of pleas, offices and proposals

- Participation in Public Hearings and Public Consultations

- Monitoring of activities, goals and results

- Operational support to WGs: meetings, calls and minutes

– Promoting synergy between WGs;

Technical and Regulatory Support to members

- Clarification of doubts and requests, via email, phone, WhatsApp

- Face-to-face meetings by appointment

- Creation of tools for closer interaction of the associate member with ABSOLAR

Partner Support

- Participation in meetings and events

- Preparation of materials, ideas, concepts and content for government institutions and partners

- Clarification of doubts and requests

– Promoting a more active participation in the dissemination of public policies


2 –  Representation towards the government
We keep an open dialogue channel at the Federal, State and Municipal levels, as well as with the national regulatory agency and other strategic public entities, to defend the demands from the Brazilian solar PV sector. As member, you can present your company’s issues and bring proposals and recommendations, keeping yourself always updated on everything that is being debated and accomplished for the development of solar PV in Brazil.

3 - Matchmaking: we bridge all parts of the solar PV value chain
Regardless of the size, profile and nationality, our associate companies have special attention when networking support is needed. We bring together all links of the Brazilian solar PV value chain, from suppliers and clients to potential business partners and investors. We will help you strengthen your network in the sector in a dynamic and effective way.

4 – Working groups (WGs) to discuss strategic matters and define propositions
ABSOLAR has six permanent WGs composed by our members. Through periodical meetings, the main discussions of the sector take place with the essential participation of our members, defining strategies to support market development and growth. The WGs are divided as follows:

• Distributed Generation (DG)
Responsible for following the market segment of small and medium-size photovoltaic systems. The prioritary focus of this Work Group is the distributed microgeneration and minigeneration, with special attention to the Brazilian net-metering regulation, the Resolução Normativa Aneel Nº 482/2012, with the goal of accelerating the development of solar PV distributed generation in Brazil.

• Centralized Generation (CG)
Responsible for following the market segment of large-scale solar PV power plants, connected to the Sistema Interligado Nacional (SIN – National Interconnected System). This Work Group covers both the ACR (Regulated Contracting Environment) and the ACL (Free Contracting Environment) electricity markets.

• Supply Chain
Works to improve the business environment and competitiveness of the solar PV supply chain in Brazil, building a solid industrial policy for the sector. This Work Group has the goal to develop a national value chain, as well as to ensure quality, durability and safety standards for the equipment and supplies needed for solar PV.

Environmental
Discusses the procedures related to environmental licensing of solar PV projects. Works towards the formulation of standards and guidelines that meet the necessities of the solar PV sector, in sync with best practices for environmental protection.

Financing
Acts in collaboration with national and international, public and private financial institutions, elaborating proposals for improvements on financing conditions offered for solar PV systems, both for the centralized generation and distributed generation market segments. To learn more about currently available financing conditions in Brazil, click here.

• Electric Energy Storage
This Work Group helps to develop the electricity storage sector in Brazil, especially considering the broad synergies with solar PV technology. The Work Group aggregates technical and market information for regulatory and tax improvements and also cooperates with public and private stakeholders active in the field of electric energy storage.


5 - Daily strategic information for your decision-making
Access to the main news on the market helps you to understand what is the best path to take. We send our news clipping every day to our members, directly to your e-mail address, every morning, with the most relevant articles from the Brazilian solar photovoltaic and electric sectors. 
We also have a monthly newsletter, exclusively elaborated for our members, with the main news on services, partnerships and information from ABSOLAR.

With more technical information, ABSOLAR’s Infographic is the main thermometer of the solar photovoltaic market in Brazil. It is extensively replicated on the social networks and in the national and international press. ABSOLAR members receive the Infographic first hand, before it is sent to the rest of the market.

Our news reports on public calls, notices and biddings aimed towards the sector are also sent first hand to our members, giving you the chance to take advantage of various business opportunities in the Municipal, State and Federal levels throughout the country.



6 – ABSOLAR Distributed Generation Complaint Registry: we take action with Aneel to solve problems with power distribution utilities
For every problem faced, ABSOLAR’s Distributed Generation Complaint Registry channel helps to identify them, from an assessment of the recurring difficulties with the distributors, and directly acting with Aneel in search for solutions. The channel is open to the entire sector! Additionally, ABSOLAR members have access to TECREG’s support. 

7 - Exclusive events and special conditions in trade fairs and congresses
Participation on the main events of the Brazilian solar photovoltaic sector is guaranteed to our members, with special conditions. Trade fairs, business dinners, congresses, workshops, webinars, seminars, regional meetings, high-level courses and trainings are some of these examples. As soon as membership is completed, access to our periodically updated event calendar is free of charge, including price discounts and exclusive benefits.

8 – Register your products with Finame code at Pronaf
As an ABSOLAR associate member, your company can register products with the Finame code at the National Program for Strengthening Family Agriculture – Pronaf. This allows you to access special financing lines, available in Brazil for small farmers. We guide you on how to use this incentive, speeding up the process.

9 – Exclusive label for your communication materials

Show your company’s engagement and alignment with the most important activities taking place in the Brazilian solar photovoltaic sector to your suppliers, clients, partners and investors. We provide an exclusive member seal (in Portuguese and English) which can be included in all your communication materials.

10 –Exclusive partnership with ECOTEX
The digital platform that helps the assessment of solar PV projects is now a benefit for our associate members. In just a few clicks, it is possible to monitor dozens of variables of the electricity sector, presented by georeferencing tool. This way, you can analyze the main conditions for the development of projects in the entire national territory.
As a member, you have access to 15 variables for free and a 30% discount for the other tools of the platform.


Join us

Become an ABSOLAR member and benefit directly from our services, tools and activities.
In order to make your registration, follow the step-by-step procedure below:

1º – Fill in the registration form and send it to associativo@absolar.org.br;
2º – Send the signed application form, alongside the company’s social contract or bylaws;
3º – There you go! The registration is confirmed right after the identification of the first payment.

For more information, contact us at any time from Monday to Friday, from 8:30 AM to 6:00 PM, by phone at: (+55 11) 3197-4560, by e-mail: associativo@absolar.org.br or by WhatsApp at : (+55 11) 98943-4499.


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<![CDATA[What is Solar Photovoltaic?]]> http://absolar2.test/market/what-is-solar-photovoltaic/ Thu, 04 Feb 2021 21:46:45 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5712 [slide-anything id="5724"]

How does it work?

1 - The modules capture sunlight and transform it into direct current.

2 - The current goes through an inverter and is transformed into alternating current.

3 - The excess electricity produced can return to the grid.

4 - The grid uses energy and, therefore, consumer units (CUs) receive credits for their electricity bill.

For every application, a special solar PV solution

Distributed Generation (DG)

Small and medium-sized solar photovoltaic systems, with installed capacity up to 5 MW each, installed in places such as:

Households

Farms

Companies

Public buildings

Types of systems

When considering systems connected to the electricity grid (on-grid), DG has four main modalities:

I. On-Site (local) DG – A DG system is installed locally at the consumer unit and the generated electricity is used on the site itself.

II. Condominium with DG/EMUC (enterprises from multiple consumer units) – The generated electricity is distributed among the condominium members locally, in percentages defined by the consumers themselves and it can also be used to supply the common areas of the building.

III. Remote Self-Consumption (Virtual Net-Metering) – Allows the consumer to install a microgenerator or minigenerator at a site different from the one where they are and use the generated electricity credits to compensate their consumption and reduce their electricity bill (as long as the solar PV system and the consumer are both served by the same local utility).

IV. Shared Generation (Community Solar) – Several interested parties (people or companies) gather into a consortium or cooperative and invest in a shared solar PV distributed generation system. The electricity credits generated and injected into the grid by the system are proportionally divided amongst this group of consumers.

Solar PV DG: it doesn’t stop there!

Solar PV can also be applied in several other ways, such as:

I. Isolated or Remote Solar PV Systems (Off-Grid Solar PV): Systems that are not connected to the Brazilian electricity grid, the Sistema Interligado Nacional (SIN – National Interconnected System). As an essential support for isolated communities living in islands, forests, countryside and other remote locations, these systems improve the quality of life of this population. These are autonomous systems, independent from the electricity distribution grid, which usually operate with the support of batteries or other storage and hybrid systems.

II. Agricultural: These are systems oriented to farmers. They can be used in several activities in rural areas, such as water pumping and irrigation, for example.

III. Low-Income Housing:  solar PV systems especially designed to reduce costs for low-income families. Can be applied directly to small homes or to shared apartment blocks.

IV. Solar PV gadgets: powerbanks, notebooks, backpacks, umbrellas, camping tents, electric vehicles, toys and other small electric and electronic equipments can incorporate solar PV to recharge, power and support their operation.

Centralized Generation (CG)

Solar PV projects above 5 MW, such as large-sscale utility power plants are part of the Centralized Generation (CG) market segment. The electricity generated by CG can be commercialized in two different contracting environments: the Free Contracting Environment (ACL) and the Regulated Contracting Environment (ACR).

On ACL, generators, traders, free consumers and special consumers buy and sell electricity under open negotiation between buyers and sellers (bilateral contracts and power purchase agreements – PPAs), with the price agreed directly between the parties.

On ACR, generators take part in electricity auctions, wich guidelines established directly by the Brazilian Federal Government, by the Ministry of Mines and Energy (MME), with contract details structured by Aneel and bidding procedure conducted by the Chamber of Electric Energy Commercialization (CCEE).

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<![CDATA[News List]]> http://absolar2.test/news-list/ Tue, 09 Feb 2021 13:20:09 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5737 5737 0 0 0 <![CDATA[Article List]]> http://absolar2.test/article-list/ Tue, 09 Feb 2021 13:21:07 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=5739 5739 0 0 0 <![CDATA[Parceiros]]> http://absolar2.test/nossos-associados/parceiros/ Wed, 24 Feb 2021 17:43:42 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=6718 [slide-anything id='2496']

Parceiros

[absolar_parceiros]

ONGs Parceiras

[absolar_ongs]
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<![CDATA[Sucesso Contato]]> http://absolar2.test/sucesso-contato/ Tue, 02 Mar 2021 18:09:36 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=7158 [slide-anything id="7159"] ]]> 7158 0 0 0 <![CDATA[Success contact]]> http://absolar2.test/success-contact/ Tue, 02 Mar 2021 18:18:36 +0000 http://162.214.102.20/?page_id=7164

[slide-anything id="7162"]

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7164 0 0 0
<![CDATA[EM BREVE]]> http://absolar2.test/em-breve/ Mon, 08 Mar 2021 20:04:20 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=7464
[slide-anything id="7430"]
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7464 0 0 0
<![CDATA[SOON]]> http://absolar2.test/soon/ Mon, 08 Mar 2021 20:14:08 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=7466

[slide-anything id="7434"]

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7466 0 0 0
<![CDATA[Podcast]]> http://absolar2.test/podcast/ Thu, 18 Mar 2021 18:44:38 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=7916 [slide-anything id="8834"]
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Episódio 9 - Acessibilidade e tecnologias no futuro: o que vem por aí?

Quer saber como as novas tecnologias para energia solar podem mudar a realidade da população de baixa renda? O episódio #9 de "Um Lugar ao Sol" entrevistou Nelson Falcão, Vice-Presidente de Cadeia Produtiva da ABSOLAR; César Nóbrega, Coordenador do Comitê de Energia Renovável do Semiárido; e Leonardo Gasparini, CEO da SunR. Confira!

Episódio 1 - A energia solar e as novas tecnologias

No episódio de estreia de "Um Lugar ao Sol", falamos sobre as novas tecnologias para energia solar fotovoltaica, caso do sistema híbrido, do armazenamento e do chamado "grid neutro". Priscila Brandão é quem conduz essa conversa que conta com a participação de Bárbara Rubim, Advogada e Vice-Presidente da ABSOLAR; Professor Erik Rego, Diretor de Energia Elétrica da EPE e Professor da Escola Politécnica da USP; e Ítalo Freitas, CEO do Grupo AES Brasil.

Episódio 2 - Energia solar como transformação social

O segundo episódio apresenta como a eficiência energética e a energia solar ajudam na transformação social do Brasil, levando energia para comunidades carentes. Priscila Brandão conduz a conversa, que conta com a participação de Guilherme Susteras, Coordenador do GT de Geração Distribuída da ABSOLAR; Eduardo Avila, Diretor Executivo da Revolusolar; e Nelson Falcão, Vice-Presidente de Cadeia Produtiva da ABSOLAR. O episódio ainda contou com uma reportagem especial com a ONG Litro de Luz.

Episódio 3 - A solar fotovoltaica no campo

Falamos sobre a presença da energia solar fotovoltaica no campo e como essa fonte renovável ajuda na redução dos gastos. Priscila Brandão conduz a conversa, que conta com a participação de Rodrigo Sauaia, Presidente Executivo da ABSOLAR, e Plinio Nastari, Presidente e fundador da Datagro Consultoria. O episódio ainda contou com uma reportagem especial com produtores rurais que já utilizam a energia solar fotovoltaica em seus negócios.

Episódio 4 - Regras para geração própria de energia: o que vem por aí

Quais são as novas regras para gerar a própria energia e o que esperar para os próximos anos? Priscila Brandão conduz a conversa, que conta com a participação de Bárbara Rubim, Vice-Presidente de Geração Distribuída da ABSOLAR, e Virginia Parente, Professora do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo - USP. O episódio ainda contou com a participação de Rodrigo Almeida, Sócio Consultor da BMJ Consultores Associados, e Efrain Cruz, Diretor da Aneel e relator da revisão da REN 482.

Episódio 5 - A autoprodução de energia

No quinto episódio de "Um Lugar ao Sol", falamos sobre a autoprodução de energia. Priscila Brandão conduz a conversa, que conta com a participação de Marcio Trannin, Vice-Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR; Ricardo Barros, Head of Country da Lightsource BP; e o Raphael Gomes, Sócio da área de Energia e Recursos Naturais da Demarest. O episódio ainda contou com uma reportagem especial com o Gustavo Checcucchi, Diretor de Energia da Braskem.

Episódio 6 - Retomada verde: como fortalecer a economia de forma sustentável?

No primeiro episódio do ano do podcast "Um Lugar ao Sol", falamos sobre retomada verde. Priscila Brandão conduz a conversa, que conta com a participação de Guilherme Susteras, Coordenador do GT de Geração Distribuída da ABSOLAR; Gesner Oliveira, Economista e Professor da FGV; e Luisa Valentim Barros, Especialista em soluções renováveis de energia e sustentabilidade. O episódio ainda contou com uma entrevista com Carolina Reis, do Meu Financiamento Solar.

Episódio 7 - Financiamento na solar FV: o que há de novo?

Falamos sobre o que há de novo em financiamento na solar. Priscila Brandão conduz a conversa, que conta com a participação de Camila Ramos, Vice-Presidente de Financiamento da ABSOLAR; José Prado, Sócio e head da área de infraestrutura do Machado Meyer Advogados; e Rogério Santos, CFO da Órigo Energia. O episódio ainda contou com entrevistas com o Banco do Nordeste e Meu Financiamento Solar.

Episódio 8 - Crise hídrica no Brasil e a energia solar como parte da solução

Falamos sobre a crise hídrica do Brasil e como a energia solar é parte da solução. Priscila Brandão conduz a conversa junto com Guilherme Susteras, Coordenador do GT de Geração Distribuída da ABSOLAR, e Gustavo Pires, Superintendente adjunto de geração da EPE. O episódio ainda contou com uma entrevista especial com a Carolina Reis, Diretora Comercial do Meu Financiamento Solar.

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<![CDATA[Tabela de financiamento]]> http://absolar2.test/tabela-dinamica-de-financiamento/ Mon, 29 Mar 2021 21:11:55 +0000 https://www.absolar.org.br/?page_id=8726 [slide-anything id="2400"]

Tabela dinâmica: relação entre linhas de financiamento, tipo de geração e tipo de tomador de crédito

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